Aqui dando continuidade ao capítulo 18 vemos no versículo 16 em diante que o Senhor revela a Abraão o agravamento do pecado de Sodoma e o juízo que está para derramar sobre aquela cidade ímpia.
O Abraão intercessor. Ele conhece o poder da intercessão; por isso, luta com Deus.
Diante do iminente juízo lavrado sobre Sodoma, ele, que já havia lutado para salvar seu sobrinho da invasão da cidade, intercede, agora, para que as cidades de Sodoma e Gomorra, e, por conseguinte, seu sobrinho, sejam poupados.
Abraão sentia um peso no coração por Ló e sua família, bem como pelos pecadores perdidos das cinco cidades da planície, e precisa compartilhar esse peso com o Senhor.
Abraão apresenta seus pedidos a Deus.
Começou pedindo que, se houvesse 50 justos na cidade, o Senhor pouparia a cidade.
Depois baixou o número para 45 e, em seguida, para 40 insistiu com 30 com 20 e, por fim, com 10, o menor número para designar um grupo.
A petição de Abraão encontra seu limite natural no número dez, e, então, ele para de pedir. Vale ressaltar que, diante das insistentes petições de Abraão, o Senhor responde favoravelmente a todas.
As orações de Abraão não ficam sem resposta; pelo contrário, Deus responde a cada um dos seis pedidos de Abraão, levando-nos a crer que essa condescendência de Deus é a base de todas as respostas às nossas orações.
Abraão não exige nada de Deus. Seus pedidos são submissos, apresentados a Deus com o coração muito dolorido; por isso, pede várias vezes: Não se ire o SENHOR.
Abraão se rende ao propósito soberano de Deus.
Abraão cessa de falar, o Senhor se retira, e ele volta para o seu lugar.
As cidades iníquas tinham ido longe demais para serem poupadas, e ali não se viu qualquer sinal de arrependimento, portanto, o juízo tornara-se inevitável.
Os pecados das duas cidades principais situadas às margens do mar Morto, Sodoma e Gomorra, haviam se multiplicado e se agravado muito.
Aquelas cidades eram extremamente perversas, pois os homens dessas cidades eram dados a práticas sexuais contrárias à natureza (Rm 1.27); além disso, os homens não tentaram esconder seus pecados nem se arrependeram deles.
E Deus investiga sempre e plenamente o crime, antes de lavrar a sentença.
A destruição repentina de Sodoma e Gomorra é usada nas Escrituras como exemplo do julgamento justo de Deus sobre os pecadores (Is 1.9; 3.9; Lm 4.6/ 2Pe 2.6), e Jesus a usou como advertência ao povo no fim dos tempos (Lc 17.28-32).
A destruição de Sodoma e Gomorra também serve como exemplo sobre a justiça de Deus.
Deus é bondoso e paciente, mas quando os pecados se tornam demasiado grandes, sem haver arrependimento, Ele traz castigo.
Quem continua a pecar deliberadamente corre o risco de sofrer castigo repentino. Foi isso que aconteceu com o povo de Sodoma e Gomorra.
As cidades de Sodoma e Gomorra se juntam em mais um triste exemplo de como o homem longe de Deus é perverso e mau. Sozinho, por si, o homem é incapaz de fazer aquilo que agrada a Deus e obedecer aos seus mandamentos.
Pastor Valter Machado IEQ/Sede