Nesta passagem, acompanhamos a história do nascimento dos filhos de Isaque e Rebeca: Esaú e Jacó. É interessante notarmos que, desde o ventre, havia uma certa rivalidade entre os dois filhos, o que ocasionava um desconforto a Rebeca, onde prontamente foi consultar ao Senhor e Ele respondeu dizendo que do ventre dela, sairia duas nações, sendo que uma delas seria mais forte que a outra e o mais velho, serviria ao mais novo (Versículos 22-23).
Passado algum tempo, os filhos nascem e Esaú acaba sendo o primeiro filho a sair do ventre de Rebeca, mas Jacó já sai logo em seguida, agarrado ao calcanhar do seu irmão. Nisto, já vemos que desde o nascimento, havia essa certa rivalidade entre os irmãos, conforme dito pelo Senhor (Versículos 25 – 26).
Logo depois, podemos ver que os meninos cresceram. Esaú se tornou um exímio caçador, se aventurava nos campos para poder caçar, enquanto Jacó, seguiu o exemplo do seu pai e seu avô, se tornando um pastor de ovelhas. A partir disso, vemos que em uma dessas caças, Esaú chega para o seu irmão, com muita fome e ansiando em comer algo, então pediu para que Jacó desse um pouco do ensopado de lentilha. Porém, Jacó agiu ardilosamente, requerendo a benção da primogenitura, mas não de qualquer forma, ele queria trocar o prato de lentilha pela benção, através de um juramento. E é nesse ponto que gostaria de trazer uma reflexão para nós.
Naquela época, a benção da primogenitura garantia que o filho primogênito recebia a benção familiar que resultava em uma liderança espiritual e social. Além disso, ele possuía o benefício especial em relação à herança dos pais, no caso uma dupla parte da herança, sendo assim, Esaú teria acesso a todas essas bênçãos por ser o irmão mais velho, mas Jacó sabia que não teria acesso a ela, mesmo tendo o anseio em poder recebê-la. Temos aqui um paradoxo, onde um tem acesso a benção, mas a despreza totalmente e o outro que não tem acesso a benção, mas que ansiava grandemente em tomar posse dela.
Em momentos das nossas vidas, acabamos agindo como Esaú. Temos acesso direto ao trono do Pai, acesso a sua presença, as suas bênçãos, mas preferimos trocar o Senhor, por um mísero prato de lentilha. Trocamos a presença do Senhor por tão pouco, preferindo nos satisfazer com o pecado, vícios, pessoas, coisas. Esaú trocou um bem eterno, por um momento carnal temporário e muitas das vezes, agimos da mesma forma, preferindo trocar o Senhor, por nossas próprias vontades.
Meus irmãos, que em nossos corações possa arder a decisão de sempre escolher ao Senhor, do que prazeres momentâneos. Que possamos buscar ao Senhor de forma incessante, sem trocarmos o maior bem eterno nosso, que é a salvação, por míseros pratos de lentilhas que saciam a nossa carne temporariamente.
Que Deus abençoe o seu dia, sua vida e a sua família, um abraço!