Contrariando o que havia afirmado no início desta semana, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quarta (30) que o governo federal não usará precatórios para financiar o Renda Cidadã. Matéria de O Globo credita a mudança de discurso à reação negativa do mercado financeiro à proposta de adiar o pagamento de dívidas judiciais, conhecidas como precatórios, e recorrer a dinheiro também do Fundeb, que subsidia a Educação Básica, para financiar o programa social substituto do Bolsa Família.
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Segundo o Estadão, Guedes alegou que o objetivo do governo, ao examinar o uso de dinheiro destinado ao pagamento dos precatórios, é manter as despesas sob controle, e não financiar o Renda Cidadã. O ministro falou, ainda, que o programa social não pode ser financiado “com puxadinho ou ajuste”. A Folha destacou que o Congresso avalia que o Planalto está “perdido e tateando no escuro” para encontrar as fontes de financiamento para o benefício.
Guedes foi protagonista também de outra polêmica nesta quarta-feira, informou o G1. O ministro falou em live que haveria boatos de que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), teria feito um acordo junto à esquerda para “não pautar as privatizações” na Casa. Maia reagiu dizendo que a alegação de Guedes se deve a ele não ter votos para aprovar nem as privatizações, nem a proposta de CPMF, e querer culpar “os outros”. O presidente da Câmara disse, ainda, que o ministro “está desequilibrado”.
O desembargador Kassio Nunes Marques ganhou destaque na imprensa nacional após informações de que ele é o mais cotado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para assumir a cadeira do ministro Celso de Mello no Supremo Tribunal Federal (STF). Coluna da Veja apresentou Marques como tendo um perfil técnico, com experiência consistente no meio jurídico. Ele é a favor da prisão após julgamento em segunda instância, do controle jurisdicional dos atos do Poder Executivo e da liberdade religiosa. Coluna do G1 dá conta de que Bolsonaro falou sobre a indicação em particular com os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli, e que eles se mostraram favoráveis ao nome do desembargador.
O Brasil registrou 876 novos óbitos nas últimas 24 horas por covid-19, elevando o total de mortos para 143.886, noticiou o Estadão. A média móvel diária de mortes, que considera as oscilações dos sete dias anteriores, foi de 689. O número de casos confirmados ultrapassa os 4,8 milhões.
Pelo Brasil
A Justiça do Rio de Janeiro derrubou liminar que impedia a reabertura das escolas particulares na capital carioca e o prefeito da cidade, Marcelo Crivella, autorizou que as instituições voltem a funcionar em regime presencial já nesta quinta-feira (1º). Conforme reportagem de O Globo, a decisão também prevê que a prefeitura ficará responsável por administrar e fiscalizar a implementação dos protocolos sanitários de saúde e garantir aos alunos a possibilidade de continuar tendo aulas remotas, se assim preferirem. Na rede pública, ainda não há prazo para a retomada.
Um estudo sinalizou que 20% da população do Distrito Federal já teve covid-19, de acordo com o Correio Braziliense. A pesquisa, feita em conjunto entre as universidades UnB, Unifesp, UFSJ e Uneb e o Instituto Federal de Educação, aponta que o percentual está muito distante dos 60% a 70% necessários para desenvolver a imunidade de rebanho, termo que se refere ao fenômeno de extinção de uma enfermidade quando boa parte da população já adquiriu anticorpos que combatem a doença. O Distrito Federal já teve 3.224 mortos e mais de 191 mil infectados com o novo coronavírus.
No mundo
Morreu nesta quarta-feira o cartunista Quino, o mais internacional e mais traduzido da língua espanhola,