As conversas travam. Os dias pesam. O peito aperta — mesmo que o sorriso continue no rosto.
A gente sente.
Mas, por vaidade, medo ou costume… finge que não.
Fica tentando fazer dar certo aquilo que a alma já soltou.
Insiste no trabalho que não te reconhece.
Tolera relações que te diminuem.
Dorme ao lado de quem não te escuta mais.
Tudo isso gasta uma energia que, aos poucos, te rouba de você mesmo.
E a vida vai sinalizando.
No corpo que adoece.
Na paciência que se esgota.
No prazer que desaparece.
E mesmo assim, a gente segue — como se ignorar o incômodo fosse mais seguro do que recomeçar.
Mas deixa eu te contar:
A intuição não é um luxo. É um mecanismo de proteção.
O desconforto não é punição. É bússola.
Você não está sendo castigado… está sendo avisado.
Então hoje, só por hoje:
não force.
Não se justifique tanto.
Não retruque.
Não implore por reciprocidade onde já não há presença.
Tudo o que vibra diferente do teu caminho… vai sair.
E tudo bem. Não lute contra.
O que precisa sair, que leve.
O que é pra ficar, que prove.
E o que é teu, que encontre um jeito.
O tempo é justo.
Mas ele só trabalha quando você deixa fluir.