Se vendessem paciência no balcão da farmácia, ia ter fila.
Fila grande. Daquelas que fazem o povo bufar — sem paciência.
Tem gente que explode no trânsito por causa de 30 segundos.
Que desconta raiva em casa, no trabalho, até em desconhecido.
Os filhos viraram estorvo. Os pais, incômodo. O cachorro late demais. O celular vibra demais. A vida exige demais.
E no meio dessa correria toda, ninguém mais se pergunta:
Pra onde eu tô indo com tanta pressa?
Tem gente com o coração disparado — não de amor, mas de ansiedade.
Gente que nunca tem tempo, mas sempre tem pressa.
Corre o dia inteiro… mas não sabe dizer pra quê.
Trabalha, entrega, responde, empurra — e dorme vazio.
A verdade?
Estamos ficando bons em tudo.
Menos em viver.
Então hoje, antes de mais uma corrida sem linha de chegada, respira.
Porque a vida não vai parar pra te esperar, mas também não vai acelerar pra te agradar.
O mundo gira. Com ou sem você no controle.
Cuida do que te resta de humano.
Cuida do que ainda pulsa aí dentro.
E se puder… cultive paciência. Ela ainda é remédio. Dos bons.