Entre 2026 e 2032, o Brasil viverá um dos períodos mais desafiadores para o ambiente empresarial: a implementação gradual da Reforma Tributária. Serão sete anos de constantes adequações, mudanças de regras e necessidade de adaptação. Para muitas empresas, este período pode representar a diferença entre crescer ou desaparecer do mercado.
Os números da sobrevivência empresarial no país já são preocupantes mesmo sem mudanças tributárias significativas. No setor de comércio, por exemplo, 30,2% das empresas fecham as portas em apenas cinco anos. Quando analisamos um período de sete anos – similar ao da transição tributária –, a taxa de mortalidade se torna ainda mais alarmante, revelando a fragilidade do tecido empresarial brasileiro.
Os principais vilões da mortalidade empresarial são conhecidos: despreparo dos gestores, planejamento deficiente do negócio, gestão inadequada e problemas relacionados ao ambiente econômico. Estes fatores, que já representam desafios em cenários estáveis, podem se tornar verdadeiras armadilhas durante um período de transformações estruturais como o que se aproxima.
A questão central não é apenas se as empresas conseguirão se adaptar às novas regras tributárias, mas se terão estrutura suficiente para atravessar sete anos de incertezas e mudanças constantes. A Reforma Tributária pode tanto ser uma oportunidade para empresas bem preparadas quanto um fator adicional de pressão para aquelas que já operam no limite.
A sobrevivência neste cenário exigirá muito mais que boa vontade: será necessário investir em pessoas capacitadas, processos bem estruturados e uma organização resiliente. As empresas que encararem este período como uma oportunidade de fortalecimento interno, e não apenas como uma obrigação fiscal, terão maiores chances de não apenas sobreviver, mas prosperar no novo ambiente tributário brasileiro.