Hoje, aqui na Arauto, eu quero contar uma história pra vocês.
Daquelas que fazem a gente parar um pouco e refletir sobre a vida.
É a história de um soldado que voltava pra casa depois da guerra do Vietnã.
Antes de chegar, ele ligou pros pais e disse:
— Mãe, Pai… eu estou voltando. Mas queria pedir um favor. Tenho um amigo, e gostaria de levá-lo comigo.
— Claro, filho! — responderam os pais. — Vamos adorar conhecê-lo.
— Mas há algo que vocês precisam saber… — continuou o rapaz. — Ele foi gravemente ferido. Pisou numa mina, perdeu um braço e uma perna. Não tem pra onde ir. Eu quero que ele venha morar conosco.
Do outro lado da linha, silêncio. Até que o pai respondeu:
— Filho, não sabes o que está pedindo. Alguém com tantas dificuldades seria um peso muito grande pra nós. Temos a nossa vida… e não podemos deixar que isso interfira. Volta pra casa. O teu amigo vai encontrar um jeito de viver por conta própria.
Naquele instante, o jovem desligou o telefone.
Dias depois, os pais receberam uma ligação da polícia de São Francisco. O filho havia morrido, depois de cair de um prédio. Para a polícia, um suicídio.
Angustiados, os pais voaram até lá. No necrotério, reconheceram o corpo.
E foi nesse momento que descobriram algo que nunca souberam:
o filho deles… tinha apenas um braço e uma perna.
Essa história nos mostra muito sobre nós mesmos.
Quantas vezes é fácil amar quem nos traz alegria, quem é saudável, bonito, divertido…
Mas quando alguém exige mais de nós, quando nos incomoda, quando nos pede paciência… quantas vezes escolhemos virar as costas?
Graças a Deus, existe alguém que não nos trata assim.
Alguém que nos acolhe com amor incondicional, que nos aceita como somos.
E que nos lembra que o milagre da amizade e do amor verdadeiro é o maior presente que podemos dar e receber.
Que hoje — e sempre — a gente tenha a coragem de amar não só quando é fácil… mas, principalmente, quando é difícil.
Porque é aí que o amor mostra a sua verdadeira força.