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  • ARAUTO REPÓRTER UNISC 13 de Abril de 2026

    No Arauto Repórter UNISC de hoje, você confere:


    * Faltas em exames médicos em Santa Cruz motivam campanha de conscientização

    * Detonações de rochas alteram trânsito na RSC-287 a partir de amanhã

    * Candidatas à escolha das Soberanas da Oktoberfest vão ser apresentadas hoje

    * Em destaque na segurança pública: Condutora perde controle de carro e bate em árvore na ERS-409, em Vera Cruz; e Ossada humana é encontrada em Venâncio Aires

    19 min
  • Sobre o amor: não mendigues

    Não mendigue amor, não peça pra gostar, não implore pra ficar. Amor fruto de mandinga e pena, não vale nem um poema.


    Ele é falso, triste, pesado, duro.


    A gente carrega achando que é o melhor que se pode ter e depois descobre que sem ele somos melhores. Somos livres, leves e abertos para esperar o que nos cabe e não o que, até agora, nos coube.


    Atenção, carinho, respeito, desejo, amor...nada disso pode ser imposto, pedido e implorado, pois, na medida que mendigamos sentimentos, o sentir deixa de fazer sentido. Doar-se ao outro e a tudo que ele oferece deve acontecer sem regras, sem solicitações, sem restrições, sem indicações. Ele simplesmente deve acontecer! (E, inclusive deve também ter o direito de, talvez, nunca acontecer)


    Mas aí demora, a gente dá uma forçada aqui, outra lá... Finge ver o que não existe, ouvir o que nunca foi dito. Nos esforçamos para acreditarmos em palavras tortas, carinhos pequenos, entregas restritas.


    A gente tapa a boca, pra não dizer o que grita; e os ouvidos, pra não ouvir aquela denúncia quase silenciosa de que não há amor.


    Só ilusão. Só o desejo. Só o seu desejo de ser amado.


    Algumas pessoas passam anos amando de forma solitária e acreditando que o que sentem é suficiente para alcançar e dar conta do florescer no território infértil do outro. Elas projetam uma energia sem dimensão num projeto que começa fadado ao erro, a dor e ao fim.


    A luta solitária e a rejeição de um primeiro amor fundamental: o próprio.


    Viver uma relação onde há paixão, afeto, cumplicidade, respeito e querer de ambos já não é fácil, imagina quando todos estes sentimentos concentram-se apenas de um lado. Num pólo, o peso do querer irracional, do medo de ficar só e da insegurança que diz que você não pode ter mais. No outro, o vazio.


    Não dá pra saber o que é sentido na outra margem porque nossa querência exagerada não permite enxergar o desejo do outro.


    A pessoa diz que não está feliz ao seu lado, que tem dúvidas, que anda perdido, que não pode assumir nada sério, que não sabe o que sente... e você, no ímpeto de uma onipotência absurda, toma as rédeas e se joga na batalha pra lutar por dois, aliás, por três.


    Você, o outro e o ideal de amor que você criou, mas nunca existiu.


    Sobre o amor, não há muito o que dizer, mas é importante pensar que: amor a dois é pra ser compartilhado. Se for solitário, deve caber somente a uma pessoa: você.


    Autora: Luana Peres

    6 min

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