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Compacto de entrevista com a abordagem de temas pertinentes à comunidade do Vale do Rio Pardo e Taquari. A cada edição um tema relevante ou algum assunto específico de ampla repercussão
Radiojornal, produzido pelas redações integradas da Rádio,Portal e Jornal Arauto. Uma equipe de repórteres focada em apresentar as notícias mais importantes da região, estado, país e mundo
Compacto de entrevista com a abordagem de temas pertinentes à comunidade do Vale do Rio Pardo e Taquari. A cada edição um tema relevante ou algum assunto específico de ampla repercussão
Já ouviu aquela expressão “o ouvido mais perto da minha boca é o meu”? Significa que, aquilo que falo, deve ser escutado, primeiramente, por mim. Pois o tema da mensagem de hoje tem representado uma luta interior minha: a impulsividade.
Quantas palavras foram ditas no calor do momento e se transformaram em arrependimentos eternos? Quantas decisões acabaram por desviar caminhos e quebrar relações preciosas? A impulsividade, embora possa parecer um atalho para resolver situações, por vezes nos leva a um labirinto de consequências indesejadas.
Agora, imaginemos uma realidade diferente. Uma postura em que, antes de deixar que palavras afiadas cortem o silêncio, nós escolhemos ouvir. Ouvir de verdade. Não apenas esperar a nossa vez de falar, mas mergulhar nas palavras do outro, sentir o peso de suas emoções, entender seus pontos de vista.
Não é fácil calar os pensamentos e a voz e deixar o outro falar. É como cultivar um jardim: precisa ter paciência. Exige tempo, cuidado e dedicação. Não se trata de inércia ou passividade, mas sabedoria de agir no momento certo.
A paciência nos ensina a respirar fundo diante dos desafios, a não nos deixarmos levar pela ansiedade de uma resposta imediata. Ela nos permite colher os frutos maduros das situações
Mas como chegar a esse patamar de calma em meio à tempestade de impulsos e reações instantâneas que nos cercam? Minha sugestão é: comece pequeno. Pratique contar até dez antes de responder a um comentário que te incomode. Dedique um momento do seu dia para simplesmente ouvir alguém sem interrupções.
Este caminho não é fácil, pois fomos educados a dar o troco na hora, a não levar desaforo pra casa. Nos disseram que era melhor se arrepender do mal dito, do que da ofensa engolida. Na prática, o resultado é desastroso.
A impulsividade nos faz destruir pontes e, às vezes, leva tempo para a gente perceber que não vai mais poder percorrer de novo aquele caminho. Quem é impulsivo não permite que sua mente se torne um espaço de calma em meio ao caos, um refúgio para si mesmo e para os outros.
Vamos fazer um combinado? Da próxima vez que nos encontrarmos à beira de uma resposta precipitada, lembrem-nos do grande poder que reside no ato de respirar, ouvir, pensar e, só então, responder.
Cultivar a paciência e escolher ouvir antes de falar pode não apenas mudar o curso de uma conversa, mas também o rumo da nossa vida.
Radiojornal, produzido pelas redações integradas da Rádio,Portal e Jornal Arauto. Uma equipe de repórteres focada em apresentar as notícias mais importantes da região, estado, país e mundo
Uma vez eu comprei um sapato. Número 36, eu calço 37. A vendedora disse que iria ceder e que aquele era o último par da coleção. Eu amei tanto o sapato que me agarrei na esperança "ele vai ceder e vai servir". Comprei o sapato (que foi bem caro). Procurei modos de fazer ele ceder talco, retirar a palmilha, até lenço umedecido foi uma opção.
O sapato não cedeu. E, sempre que eu usava, ele me machucava. Por gostar tanto dele e por pensar no valor investido eu não desistia do sapato. Depois de muitos apertos e um pé machucado eu decidi deixar o sapato. Doei e serviu perfeitamente em alguém.
Até que um dia eu passei na frente de outra loja e encontrei o mesmo modelo, mas no tamanho certo. Serviu perfeitamente e não me incomodou mais. E é aí que a gente entende: o problema não estava no sapato, muito menos no meu pé.
O problema estava na insistência de querer o que, nitidamente, não era para mim. Quando a gente força uma realidade alguém sempre sai machucado.
Essa conversa não é apenas sobre sapatos...
Radiojornal, produzido pelas redações integradas da Rádio,Portal e Jornal Arauto. Uma equipe de repórteres focada em apresentar as notícias mais importantes da região, estado, país e mundo
Compacto de entrevista com a abordagem de temas pertinentes à comunidade do Vale do Rio Pardo e Taquari. A cada edição um tema relevante ou algum assunto específico de ampla repercussão
Compacto de entrevista com a abordagem de temas pertinentes à comunidade do Vale do Rio Pardo e Taquari. A cada edição um tema relevante ou algum assunto específico de ampla repercussão
Jesus nos ensina que a fé verdadeira é aquela que nos conecta com o amor e o poder de Deus. É uma fé que transforma, que cura, que liberta. A fé é o veículo pelo qual a graça de Deus se manifesta em nossas vidas.
Em Mateus 9,22, somos testemunhas de um dos mais tocantes encontros com a fé. Uma mulher, que por doze longos anos sofria de uma hemorragia, acredita que, se tão somente tocar nas vestes de Jesus, seria curada. E assim o fez, e Jesus, sentindo a fé daquela mulher, disse-lhe: "Ânimo, filha, a tua fé te salvou". Naquele momento, ela foi curada. A fé daquela mulher, mesmo que parecesse pequena aos olhos do mundo, era imensa aos olhos de Deus. Ela acreditou, ela confiou, e a graça aconteceu.
Outra passagem marcante está em Mateus 8, 5-13, quando um centurião romano busca Jesus para pedir a cura de seu servo. A fé desse centurião era tão grande que ele sabia que Jesus não precisava estar fisicamente presente para realizar a cura. "Senhor, eu não sou digno de que entres debaixo do meu telhado. Mas apenas dize uma palavra, e o meu servo será curado". Maravilhado com tal fé, Jesus responde: "Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei fé tão grande". E naquela mesma hora, o servo foi curado. A fé do centurião moveu montanhas.
Cada uma dessas histórias nos mostra que a fé não é apenas acreditar, mas confiar de todo o coração, mesmo quando as circunstâncias parecem desfavoráveis.
Há um episódio marcante que ilustra como até mesmo Jesus, com todo seu imenso poder e amor, encontrou limitações diante da falta de fé. Na sua própria terra, entre as pessoas com quem cresceu e que o conheciam desde menino, Jesus se deparou com um ambiente de incredulidade (Marcos 6,4-6). Os moradores de Nazaré, ao invés de reconhecerem a profundidade e a santidade de sua missão, ficaram presos às suas percepções limitadas de quem Ele era, vendo-o apenas como o carpinteiro, o filho de Maria e de José. Esta falta de fé fez com que Jesus admirasse a incredulidade deles e, consequentemente, realizasse poucos milagres ali. Este episódio nos ensina uma lição poderosa sobre a importância da fé como condição para que o divino atue em plenitude em nossas vidas. A fé é abrir o coração para o verdadeiro poder da graça de Deus, sem o qual até mesmo o atuar de Jesus foi limitado. Ele vai até onde a gente deixa ir. E essa permissão se chama fé.
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