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Grupo Arauto episodes

  • Um doce e 71 anos juntos...

    Avó e neto conversavam sobre a vida, quando ela falou:

    - Seu avô me pediu em casamento com um doce. Não tínhamos nada, ele ajoelhou-se e disse: ′′Não tenho nada agora, apenas um doce, mas se você quiser podemos construir tudo juntos.


    - E você fez o que, vó?

    - Abri o caramelo, dividi-o em dois e comemos. Desde então, dividimos e compartilhamos tudo. Nós caímos, nos erguemos e construímos tudo juntos. Vivemos momentos difíceis, de cansaço, mas sempre estivemos aqui um para o outro. Até o último dia.


    - Ah, isso eram outros tempos, vovó, rebateu o neto com um olhar de desdém.


    Ao que a vó respondeu com muita calma e sabedoria:

    - O tempo não muda a forma de amar. O que mudou é que você não tem mais exemplos bonitos para seguir. Agora, os homens e as mulheres têm medo de tudo. Eles não se casam por medo de não poder construir. Assim que eles conquistam as coisas, juntos, eles se deixam porque pensam que vão encontrar um parceiro melhor. Ficam buscando a perfeição de relacionamento, como se ela existisse. Eles sentem falta da percepção da realidade. Da felicidade nas pequenas coisas.

    Eles fazem grandes demonstrações, anéis de milhares de reais, um vídeo exagerado para pedidos de casamento e depois perdem o momento. Aquela coisa íntima que você guarda a dois, apenas a dois para toda a vida.

    Isto é o que lhes falta. A coragem de viver a vida e o amor pelo que eles são e não pelo que eles imaginam.

    A decisão de amar a cada passo, nas coisas simples. Sem grandezas, sem afetações.

    Um doce e 71 anos juntos...

    4 min
  • O pão do Céu

    A Bíblia fala que Deus, todas as manhãs, enviava o maná – uma espécie de alimento – para o povo israelita, recém-saído do Egito, fazer suas refeições. Cada família deveria apanhar esse alimento antes do nascer do sol e consumi-lo no mesmo dia. A quantidade de maná era proporcional à quantidade de pessoas na família. Assim, uma família menor recolhia menos; uma maior recolhia mais. Esse evento aconteceu por quarenta anos, até o momento em que o povo entrou na terra prometida.

    Com esse feito, Deus sustentou o seu povo em pleno deserto, tornando possível a sua existência (Êxodo 16).

    O texto sagrado nos diz: “Então o Senhor disse a Moisés: Eis que farei chover do céu pão para vocês, e o povo sairá e recolherá diariamente a porção para cada dia” (Êxodo 16.4). Dessa forma, vemos que Deus é o provedor das necessidades de seu povo em pleno deserto, provendo o alimento necessário à sua subsistência. O povo comeria do maná diariamente, saciaria sua fome e, assim, poderia continuar a sua jornada de encontro à terra prometida, onde teria abundância de alimentos, bem sintetizada na expressão “terra que mana leite e mel”, de Deuteronômio 26.9. Ao chegar a essa terra, o maná seria apenas um evento memorístico para as futuras gerações (Êxodo 16.33).

    O evento do maná aponta para Jesus, que disse: “Eu sou o pão da vida” (João 6.48). Assim, Jesus se compara a um alimento que pode nos propiciar um benefício glorioso: a vida eterna. O maná que os israelitas comeram por quarenta anos serviu apenas para saciar a fome material deles durante a sua jornada pelo deserto. Posteriormente, todos morreram.

    Jesus, no entanto, como o “pão da vida”, tornou-se o único alimento que pode saciar nossa fome espiritual e nos garantir a vida eterna. Ele disse: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá eternamente” (João 6.51). Como “pão da vida”, ou seja, como alimento espiritual – já que naquela cultura da época de Jesus o pão era considerado um alimento essencial à vida – somente Jesus pode nos alimentar verdadeiramente e nos satisfazer espiritualmente, deixando-nos aptos para participar da vida eterna, a qual ele dará aos que creem no seu nome.

    Assim como o povo necessitava do maná para resistirem à caminhada no deserto, nós também precisamos nos alimentar do pão espiritual para resistirmos à caminhada pelo deserto desta vida. Deus não abandonou os israelitas, dando condições de serem saciados a cada manhã. Ele também não nos deixa passar fome e, para isso, nos deu Seu Filho amado, o pão que desceu do Céu para alimentar nosso corpo e nossa alma: o Nosso Senhor Jesus Cristo.

    5 min
  • Aprendi com meu pai…

    Estava aqui me lembrando das coisas que aprendi com meu pai, que foram e são muito importantes para mim até hoje. Coisas simples, mas essenciais.

    Aprendi muito pequeno que deveria ter um aperto de mão firme e olhar dentro do olho das pessoas que eu estava cumprimentando. Apenas um gesto, que faz toda a diferença num primeiro encontro e em todos os outros.

    Aprendi a não ter medo de trabalho. Se dedicar intensamente ao que está fazendo, sem preguiça, sem hora para acabar, sem reclamação. Sempre com uma atitude alerta, alegre e com energia. Estar sempre disposto, ir atrás do que realmente importa e fazer mais do que a minha parte.

    Iniciativa. Inúmeras vezes, nas andanças com meu pai no interior, vi ele fazendo o que ninguém tinha pedido, sem querer nada em troca. Apenas por achar que era o certo e o melhor a fazer naquele momento.

    Fazer o certo mesmo que ninguém esteja olhando. Ninguém vai saber, mas você que faz vai, e não quero daqui 20, 30 ou 50 anos olhar para trás e me arrepender do que fiz.

    Aprendi a tratar todos com respeito e educação. Um bom dia, boa tarde, como vai, podem fazer uma diferença muito grande para uma pessoa que está ao seu lado, ou te servindo.

    Nunca vi meu pai falar um palavrão, mesmo em situações surpreendentes como um caminhão de lenha cruzando a estrada na nossa frente e a família inteira dentro do carro.

    Aprendi com meu pai a acreditar no que a gente acredita, mesmo que ninguém esteja acreditando. A confiar no taco e ir em frente mesmo quando você é a exceção e pensa diferente. O que é óbvio hoje, já foi um absurdo ontem.

    Essas foram algumas das coisas que aprendi com meu pai, sobre como trabalhar, viver, tratar os outros. Algumas coisas que ajudaram a me moldar e que tenho hoje como qualidades minhas. Coisas que eu espero conseguir passar para meus filhos, que agora começam a andar junto comigo.

    Talvez mais importante do que perguntar que mundo deixaremos para nossos filhos, será perguntar que filhos deixaremos para o mundo.

    E você, o que aprendeu com seu pai? O que você mais deseja ensinar seus filhos?


    Por Miguel da Rocha Cavalcanti

    4 min

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