A gente passa boa parte da vida tentando construir alguma coisa.
Trabalha, conquista, compra, guarda. Quer deixar uma casa, uma empresa, um patrimônio. E tudo isso tem o seu valor.
Mas, em algum momento, a pergunta mais importante seja outra:
O que vai ficar de mim nas pessoas?
O dinheiro fica. Os bens ficam. Um dia, inclusive, podem mudar de dono.
Mas uma palavra dita na hora certa não muda de dono. Um conselho pode acompanhar alguém por muitos anos. Um exemplo pode ser repetido por uma vida inteira. Um gesto de cuidado pode ser lembrado por alguém que nunca mais esqueceu como se sentiu naquele momento.
É aí que penso no que autores como Erika Linhares e Cortella nos provocam a enxergar: a nossa passagem pela vida não se mede apenas pelo que conseguimos construir para nós, mas também pelo que conseguimos despertar nos outros.
Essa é a pergunta que vale levar para hoje:
Depois de conviver comigo, as pessoas se tornam um pouco melhores?
Se a resposta for sim, alguma coisa importante está sendo construída.
O maior legado não é o que você consegue deixar para alguém.
É o que você consegue deixar em alguém.