Existe um tribunal do qual ninguém escapa.
Não fica em nenhuma cidade.
Não tem juiz, advogado ou plateia.
Ele funciona em silêncio.
É o lugar onde cada pessoa, mais cedo ou mais tarde, encontra a própria consciência.
Estamos no segundo semestre.
Metade do ano ficou para trás. E talvez a pergunta não seja quanto tempo ainda resta.
Mas o que o tempo já fez conosco.
Os dias nos tornaram mais pacientes… ou apenas mais cansados?
As dificuldades nos ensinaram alguma coisa… ou só endureceram o nosso coração?
As escolhas que fizemos nos aproximaram da pessoa que desejamos ser… ou apenas da pessoa que as circunstâncias exigiram?
Vivemos numa época em que quase tudo pode ser explicado aos outros.
Mas há decisões que continuam sem defesa possível.
Porque a consciência conhece aquilo que ninguém viu.
Ela sabe quando fomos corretos apenas por conveniência.
E sabe, principalmente, quando fizemos o certo sem esperar reconhecimento.
Talvez seja esse o exame que realmente importa.
Não o que o mundo faz sobre nós.
Mas o que o silêncio revela a nosso respeito.
Vale pensar nisso.