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Nícolas da Silva, Kássia Machado, Guilherme Bica, André Linck, Sandro Viana, Rafael Cunha, Luciano Almeida e Matheus Steffens
No Arauto Repórter de hoje, você confere:
* Santa Cruz oficializa junta para analisar recursos de multas de trânsito no município
* Leitura de hidrômetros no interior de Santa Cruz vai ser feita por nova empresa
* Estudo vai revelar se Santa Cruz tem demanda e estrutura para sediar um porto seco
* Em destaque na segurança pública: Gaeco analisa vídeo que mostra delegado Menezes desligando câmera de segurança
Abel Trindade comenta a proposta da Lei do Bilhete em discussão na Câmara.
Patrícia Rodrigues e Gus Rodrigues falam sobre o lançamento de nova sala com parceria da Arauto News.
Jessica da Silva fala sobre oportunidades de trabalho no novo empreendimento do Grupo Passarela, que deve ser inaugurado ainda em julho.
Tenente Dimas Gottardo atualiza a situação das chuvas, número de pessoas abrigadas e os próximos trabalhos em Rio Pardo.
Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.
Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.
Thales Moura comenta a abertura das inscrições para o concurso que vai escolher a Corte Adulta e Infantil da Expointer 2025.
Flávio Karnopp destaca o 1º Feirão de Empregos de Candelária, que busca fortalecer a economia e gerar novas oportunidades.
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