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Fernanda Musardo em entrevista para o Rádio Revista desta terça-feira, 16 de julho de 2024.
A 34ª Feira do Livro de Rio Pardo acontece entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. Com o tema “Ler para (re)Criar”, o evento propõe experiência diversificada através da promoção de diferentes formas de Ler para (re)Criar o mundo. Nos dias da Feira serão ofertadas possibilidades de leitura, como: teatro, oficinas, palestras, encontros com escritores locais e de nível nacional, músicos, contações de histórias, animação cultural e uma ampla diversidade de livros de diferentes gêneros literários.
O patrono da 34ª Feira do Livro será o escritor e jornalista gaúcho Fabrício Carpinejar. Já está confirmado na programação o Teatro Luz e Cena, através do Espetáculo “Família Susto” e Animação Cultural com Vivandeiros da Alegria. As atrações estarão divididas no Clube Literário e Recreativo, no salão de reuniões da Prefeitura e na Rua Almirante Alexandrino, ao lado do prédio sede.
No Arauto Repórter de hoje, você confere:
➡️ Justiça Eleitoral orienta líderes partidários da região.
➡️ Índice de fechamento de escolas no campo após as enchentes gera preocupação.
➡️ Agricultores que começaram a trabalhar na infância podem computar o período na aposentadoria.
➡️ Em destaque na segurança pública: homem é preso por tentativa de homicídio e posse irregular de arma de fogo e ainda, jovem que morou em Santa Cruz é preso com drogas na BR-386.
O Parque da Expoagro Afubra, nas margens da BR-471, em Rincão Del Rey, Rio Pardo, vai sediar na próxima sexta-feira (19), a partir das 10h30min, o movimento chamado SOS Agro RS, com programação que vai até 16 horas.
O Movimento SOS Agro RS surgiu em nome dos agricultores, pecuaristas e demais trabalhadores do agronegócio gaúcho, e faz o apelo para que todos possam unir forças para salvar a agricultura do Estado
A fiscalização das cotas de gênero e o uso da inteligência artificial no processo eleitoral estão entre os desafios das eleições municipais de 2024.
Pré-candidato a prefeito em Rio Pardo, Alexandre Azevedo Dupont projetou as próximas semanas
A minha filha está aprendendo a ler e a escrever. Os fonemas ainda são literais, te amo ainda é ti amu, mas estamos trabalhando nisso.
Brincamos juntos de fazer palavras cruzadas e assim ela vai treinando a construção das sílabas. Um desenho de um quadrado amarelo com um telhado. "CAAAA... SA..", ela pronuncia enquanto escreve. O desenho de um pisante de couro preto. "TE...NISSSS", ela escreve deixando sobrar um quadradinho. Era sapato.
Incrível, soberbo, magistral. Com onze letras. Ela tem alguma dificuldade e lê apenas o que está escrito em caixa alta, mas se esforça e todas as manhãs, quando vamos até a escola, ela vai lendo as placas ao redor. "PAAAAA..RE", diz olhando para uma placa. "ES... GO..TO", lê no bueiro da rua. Não estou querendo dizer que ela é genial ou algo assim. Ela não é brilhante, tenho certeza. Demorou para conseguir pronunciar o erre, recorta papéis com a boca aberta, tem dificuldades matemáticas. Mas está aprendendo a ler e se isso não é maravilhoso, não sei o que é.
Nossos filhos estão sempre nos dizendo adeus. Quando aprendem a caminhar, estão nos dizendo o primeiro adeus. Depois, quando aprendem a falar. Depois, aprendem a comer sozinhos. Agora a ler. Depois, quando estudam sozinhos. Depois, quando escolhem uma profissão. Depois, quando arrumam emprego. Passam os anos nos dizendo pequenos "tchaus", ganhando autonomia. Estaremos batendo palminhas em cada um desses momentos, felizes por eles. Mas estão nos dizendo adeus.
Formarão suas famílias. Sentiremos falta de suas limitações. Das vezes que nos pediam ajuda. Torceremos por uma ligação no domingo. Sentaremos no sofá, fazendo palavras cruzadas.
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