Neste capítulo o autor de Hebreus começa descrevendo o tabernáculo construído por Moisés (todos os detalhes deste tabernáculo foram dados por Deus a Moisés), que era o santuário da antiga aliança. O autor dá alguns detalhes de como era esse santuário e de como os sacerdotes realizavam uma vez por ano o sacrifício pelos seus pecados e pelos pecados do povo.
Como feito desde o início dessa carta, o autor mais uma vez mostra a superioridade de Jesus Cristo, agora em relação ao tabernáculo, ao sacerdote e aos sacrifícios.
Tudo no antigo tabernáculo apontava para Jesus. A mesa com os pães da proposição apontava para Jesus, o pão da vida. O candelabro, com as suas lâmpadas sempre acesas, aponta para Jesus, a luz do mundo. No Santo dos Santos, onde ficava a arca da aliança, haviam 3 objetos na arca: as tábuas da lei representando Cristo como a palavra viva do Deus vivo; depois o vaso com maná demonstrando Jesus como o verdadeiro pão que desceu do céu e finalmente a vara de Arão que floresceu, apontando a vitória de Cristo sobre a morte. Tudo no tabernáculo apontava para Cristo!
Os sacerdotes entravam continuamente no Lugar Santo para realizar os serviços sagrados, mas somente sumo sacerdote entrava uma vez no ano no Santo dos Santos para derramar o sangue da expiação pelos seus pecados e pelos pecados de ignorância do povo (vs 6 e 7).
Naquela época o acesso a Deus era limitado, o caminho para o santuário não estava aberto a todos, somente o sumo sacerdote podia entrar uma vez por ano. Mas quando Jesus morreu na cruz, a cortina do templo se rasgou de cima para baixo, significando que a separação entre Deus e o homem havia terminado. Em Cristo o caminho para Deus foi aberto a todos!
Na antiga aliança os sacrifícios pelos pecados eram feitos uma vez por ano, o perdão era limitado, mas na nova aliança o sacrifício de Jesus foi superior aos sacrifícios de animais: Jesus voluntariamente se ofereceu como sacrifício, sua morte foi única, eficaz, definitiva e trazendo pleno perdão de Deus.
Os sacerdotes e o sumo sacerdotes são contrastados com o Eterno Sumo Sacerdote Jesus que está assentado à destra de Deus, após ter feito a purificação dos nossos pecados. As bençãos vindas do santuário terrestre eram temporais, já as bênçãos que Cristo oferece são espirituais e eternas.
“Quando, porém, Cristo veio como sumo sacerdote dos bens já realizados, mediante o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos humanas, quer dizer, não desta criação, e não pelo sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, ele entrou no Santuário, uma vez por todas, e obteve uma eterna redenção. Portanto, se o sangue de bodes e de touros e a cinza de uma novilha, aspergidos sobre os contaminados, os santificam quanto à purificação da carne,
muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!” (vs 11-14)
Os sacrifícios de animais traziam purificação apenas cerimonial, mas não traziam purificação para consciência. Porém, o sacrifício único e perfeito de Jesus purifica o mais íntimo do nosso ser completamente e nos capacita para servirmos ao Deus vivo!
Pra. Nathália F. Tonezer