“Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que os que foram chamados recebam a promessa da herança eterna, visto que houve uma morte para remissão das transgressões que foram cometidas sob a primeira aliança.” (Vs15)
Aqui o autor apresenta Jesus como o Mediador da nava aliança. E traz uma comparação entre os sacrifícios da primeira aliança e o sacrifício de Jesus na nova aliança. Ambas as alianças foram firmadas por sangue. A primeira aliança, firmada no Sinai, mediada por Deus e Moisés, foi selada com o sangue de animais (Êx 24.1-8), e a nova aliança foi firmada com o sangue de Cristo (Mt 26.28; Mc 14.24; Lc 22.20; 1Co 11.25).
“Por isso, nem a primeira aliança foi estabelecida sem sangue. Porque, havendo Moisés proclamado a todo o povo todos os mandamentos conforme a lei, pegou o sangue dos bezerros e dos bodes, com água, lã tingida de escarlate e hissopo e aspergiu não só o próprio livro, como também todo o povo, dizendo: “Este é o sangue da aliança que Deus ordenou para vocês.” Igualmente também aspergiu com sangue o tabernáculo e todos os utensílios do serviço sagrado. De fato, segundo a lei, quase todas as coisas são purificadas com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão.” (Vs 18-22)
A necessidade de um mediador nos mostra como o pecado afastou o homem de Deus. E o próprio Deus tomou a iniciativa de nos reconciliar com Ele por meio de Cristo (2Co 5.18-21). Nós, que estávamos longe, fomos aproximados. Nós, que estávamos perdidos, fomos achados. Nós, que estávamos mortos, recebemos vida. Em Cristo recebemos perdão, aceitação e vida eterna. A nova aliança permitiu todos se aproximarem de Deus através de Jesus!
“Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos humanas, figura do verdadeiro Santuário, porém no próprio céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus. Ele não entrou para oferecer a si mesmo muitas vezes, como o sumo sacerdote entra todos os anos no Santo dos Santos com sangue alheio. Se fosse assim, ele precisaria ter sofrido muitas vezes desde a fundação do mundo; agora, porém, ao chegar o fim dos tempos, ele se manifestou uma vez por todas, para aniquilar o pecado por meio do sacrifício de si mesmo. E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disso, o juízo, assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez por todas para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, não para tirar pecados, mas para salvar aqueles que esperam por ele.” (Vs 24-28)
Cristo nunca entrou no santuário feito por mãos. Mas ele entrou no santuário celeste, o santuário superior, do qual o santuário terrestre é apenas uma sombra.
Os sacrifícios de animais tinham de serem feitos todos os anos, e eram simplesmente incapazes de prover verdadeira expiação pelo pecado, mas o sangue de Jesus purifica de todo pecado.
Por isso foi necessário o sacrifício perfeito de Cristo na Cruz, uma única vez. A nova aliança não é “nova” devido ao tempo e sim pela qualidade ou cárter, ou seja, pela eficácia da morte de Jesus. O sacrifício de Cristo não necessita de nenhum acréscimo, porque em nada é deficiente, e não necessita de repetição.
Os sacrifícios antigos apontavam para o sacrifício perfeito de Jesus, o verdadeiro Cordeiro que tira o pecado do mundo (Jo 1:29). O sacrifício de Jesus foi eficaz para nos salvar, e para salvar também o povo da antiga aliança, pois eles foram perdoados crendo no Messias que viria.
Jesus inaugurou a nova aliança no seu sangue, e através dele temos o verdadeiro perdão que cobre todo pecado, temos um Mediador presente que está a direta de Deus Pai intercedendo por nós, temos o Espírito Santo Consolador e temos uma herança no futuro que ninguém pode tirar de nós: a vida eterna.
Pra. Nathália F Tonezer
IEQ Sede Hortolândia