Petições eram reivindicações legais feitas por pessoas escravizadas, direta ou indiretamente, para conquistar sua liberdade ou garantir direitos previstos em lei. Embora legalmente consideradas propriedade, muitos escravizados no Brasil, e também no Espírito Santo, encontraram meios de acessar a Justiça, especialmente no século XIX, por meio de ações judiciais ou petições impetradas por representantes. Essas petições eram fundamentais para desafiar a estrutura escravocrata que começava a se desfazer.
Biografia:
Adriana Pereira Campos possui graduação em História pela UFES e doutorado em História Social pela UFRJ (2003). É professora Titular da Universidade Federal do Espírito Santo, vinculada às graduações de História e Direito e aos Programas de Pós-graduação Stricto Sensu em História e Direito Processual. Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Direito, atuando principalmente nos seguintes temas: História do Direito, Escravidão, Brasil Império. É pesquisadora de produtividade do CNPq desde 2004 e liderou diversas pesquisas com financiamento obtido em agências de fomento nacional. Em destaque, estão as pesquisas feitas em comemoração aos 190 anos da Assembleia Legislativa do Espírito Santo.