Juscelino Kubitschek, ou JK, foi presidente de 1956 a 1961. A grande marca do seu governo foi o desenvolvimentismo, devido aos grandes investimentos no desenvolvimento de estradas, no crescimento industrial e também na construção de Brasília – seu feito mais marcante.
Durante todo o ano de 1955, grupos conservadores articularam politicamente para impedir que as eleições daquele ano acontecessem. Eles tentaram impedir a posse de JK também. A crise política gerada pela postura golpista destes grupos levou o Ministro da Guerra da época, o marechal Henrique Teixeira Lott, a intervir na situação.
Para isso ele destituiu o presidente no poder, Carlos Luz, e colocou Nereu Ramos na presidência. Esse contragolpe ratificou a posse de Juscelino para janeiro do ano seguinte. Então mesmo em mais um cenário conturbado da nossa história, JK assumiu a presidência no dia 31 de janeiro de 1956.
A campanha de Juscelino foi marcada pela defesa da necessidade de se retomar uma política que desenvolvesse a economia e promovesse a industrialização do Brasil. Para lançar essa ideia ele criou o slogan “50 anos em 5”, que prometia avançar seus índices econômicos de maneira considerável.
Logo no início de seu governo, JK apresentou o seu projeto para o desenvolvimento econômico do país: o Plano de Metas. O programa estipulou 31 metas e tinha como prioridade o investimento nas áreas de energia, transporte, indústria pesada de alimentação.
O símbolo da sua visão de desenvolvimento e progresso foi a construção de Brasília, a nova capital do Brasil. A construção da cidade foi realizada em tempo recorde e gastou muito, mas muito dinheiro. Isso porque ele sabia da necessidade de terminar as obras ainda durante seu mandato.
Embora os resultados do seu plano tenham sido positivos, o governo JK contribuiu abertamente para agravar problemas já presentes no Brasil. Os baixos investimentos em educação e alimentação agravaram a produção de alimentos, a distribuição de terras produtivas e as vagas nas universidades.
O governo de Juscelino Kubitschek é sempre lembrado como “os anos dourados” da nossa História. Isso se deve à euforia que seu desenvolvimentismo causou. Esse otimismo vinha da construção de Brasília, da Bossa Nova e da primeira conquista de uma Copa do Mundo em 1958.
Mais tarde ele resolve formar a Frente Ampla contra a ditadura. Porém esse projeto termina de forma trágica para Juscelino. Ele morreu em um acidente de carro quando viajava de São Paulo para o Rio de Janeiro. O acidente aconteceu na Rodovia Presidente Dutra, no ano de 1976.
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