Depois da ciência, da indústria e da padronização, algo começou a faltar. A cerveja nunca foi tão estável, tão acessível e tão global — mas também nunca pareceu tão igual. Neste episódio, acompanhamos o movimento que questionou a lógica da produção em massa e devolveu à cerveja aquilo que a indústria havia domesticado: identidade, diversidade e expressão cultural.
O Episódio 4 mergulha no surgimento do movimento artesanal, especialmente a partir da segunda metade do século XX. Nos Estados Unidos e na Europa, consumidores inquietos e cervejeiros apaixonados passaram a resgatar estilos esquecidos, experimentar ingredientes, desafiar receitas consagradas e reconectar a cerveja às suas raízes históricas.
Falamos sobre a reação às Lagers industriais, o renascimento das Ales, o protagonismo do lúpulo, a valorização do pequeno produtor e a ideia de que cerveja também é território, narrativa e autoria. Aqui, tradição e inovação não se opõem: dialogam.
O episódio também discute como a cultura craft ultrapassa o copo e se transforma em linguagem social — festivais, bares especializados, comunidades, educação cervejeira e, mais recentemente, a reaproximação entre história, ciência e criatividade.
Neste capítulo final da temporada, a cerveja deixa de ser apenas um produto global e volta a ser experiência, memória e escolha consciente. Não é um retorno ao passado, mas uma nova forma de olhar para ele.
A jornada continua — agora, com mais sabor, mais voz e mais História no copo.