Os rebeldes houthis, do Iêmen, condenaram à morte nove pessoas acusadas de sodomia, com penas que incluem crucificação e apedrejamento, denunciou a organização não governamental (ONG) Human Rights Watch (HRW).Além das penas de morte, os houthis - que controlam parte significativa do país - condenaram 23 homens à prisão e aplicaram penas que vão até os dez anos. Três deles serão submetidos à flagelação pública.O grupo armado rebelde houthi assumiu o controle da capital do Iêmen, Sana, em setembro de 2014, provocando a fuga do governo iemenita que é reconhecido pela comunidade internacional.De acordo com o Monitor Euro-Mediterrâneo dos Direitos Humanos, os tribunais houthis condenaram 350 pessoas à morte na última década e 11 já foram executadas.“Para encobrir sua brutalidade, os houthis acusam as pessoas de atos imorais, especialmente aqueles que se opõem” ao regime, disse Jafarnia.Além disso, a ONG documentou violações graves cometidas por governos do Oriente Médio e do Norte da África contra homossexuais, bissexuais e transgênero (LGBT+) ao utilizarem “fotos digitais, conversas e informações semelhantes obtidas de forma ilegal” para condená-los.