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Neste novo episódio, falamos sobre escuta ativa.
Como ouve as histórias que as pessoas com demência lhe contam?
- Em contexto de sessões de estimulação cognitiva?
- Fazendo validação dos factos?
- Corrigindo cada vez que uma data não bate certo?
- Será que julga? Mesmo que não diga nada?
Nesta última semana do mês dedicado às Pessoas que vivem com demência, faça este exercício : observe-se na forma como escuta as histórias que lhe contam.
Quase, quase a chegar ao dia mundial da pessoa com doença de Alzheimer e refleti sobre sermos coerentes e consistentes e sobre a importância que isso poderá ter na qualidade dos cuidados que prestamos às pessoas que vivem com demência.
Já pensou sobre isso?
Comprou algum material terapêutico para pessoas que vivem com demência?
Está a pensar comprar?
Comprou e nunca usou? Ou experimentou uma vez e não correu bem?
Quando escolhemos compreender a pessoa para além da doença, descobrimos novas formas de relação, de comunicação e conseguimos chegar à pessoa que vive com demência e empodera-la e aos seus parceiros de cuidados.
Só assim a pessoa que vive com demência terá a possibilidade de continuar a existir e a ser.
"Na história da humanidade, primeiro aprendemos a caminhar; depois a fazer fogo e a preparar comida; finalmente desenvolvemos a linguagem: Caminhar tornou possível que nos tornássemos no que somos. É por isso que caminhar- não importa se se trata de uma caminhada longa ou curta -significa viajar na nossa consciência, despertar para a importância da natureza (...)E também apreciar pequenos prazeres: a observação, o silêncio, a chuva ou os dias de sol(...) bem como um lugar de repouso e contemplação."
Erlin Kagge in A Arte de Caminhar, um passo de cada vez.
"É o trabalho que conta. O trabalho da vontade: manifestar os conhecimentos por intermédio do comportamento."
É urgente que a abordagem centrada na Pessoa saia do papel e entre na prática no dia-a-dia.
É urgente refletirmos sobre as nossas práticas e deixarmos de assumir que somos todos centrados na pessoa e depois, continuar a mentir às pessoas que vivem com demência, continuar a infantilizar as pessoas mais velhas, continuar a usar contenção física e química.
É urgente.
Deixar de ver as reações das pessoas que vivem com demência apenas como sintomas, é o primeiro passo para aplicar a abordagem centrada na pessoa com demência.
Então como fazer?
Oiça aqui!
Obrigada!
Neste novo episódio, reflito sobre a formação e as crenças que ainda subsistem em relação às pessoas que vivem com demência.
Adorava que me colocassem questões! Podem fazer as vossas perguntas aqui:
https://anchor.fm/humanamente/message
Obrigada!
Diariamente ouvimos dizer que as pessoas que vivem com demência deambulam.
O desafio que vos faço hoje é : Observem as pessoas a quem prestam cuidados, conheçam a sua história, reflitam sobre os motivos que tem para andar e sobretudo reconheçam o seu direito a andar e os benefícios que lhe traz!
O poder das palavras que usamos para nos referirmos sobre as pessoas que vivem com demência ou as palavras que usamos para falar com as pessoas que vivem com demência.
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