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A igreja de Tiatira era uma igreja localizada na província romana da Ásia, na cidade de Tiatira. A carta à igreja de Tiatira está registrada no Novo Testamento, no livro do Apocalipse. Escrita pelo apóstolo João, essa carta registra as palavras do próprio Senhor Jesus ao anjo da igreja de Tiatira.
Nos tempos do Império Romano, a cidade de Tiatira tinha sua importância. Localizada a pouco mais de 80 quilômetros de Esmirna e no meio do caminho para Pérgamo, a capital da província, Tiatira era uma grande cidade comercial.
A carta à igreja de Tiatira começa trazendo uma grandiosa autodesignação de Cristo: “Estas coisas diz o Filho de Deus, que tem os olhos como chama de fogo e os pés semelhantes ao bronze polido” (Apocalipse 2:18). Essa apresentação de Cristo tinha tudo a ver com o contexto em que viviam os cristãos daquela cidade. Tiatira possuía uma famosa associação que trabalhava com bronze.
Na sequência Cristo elogia a igreja de Tiatira por seu trabalho. Ele declara conhecer suas obras, seu amor, sua fé, o seu serviço e sua perseverança. Na verdade as últimas obras da igreja de Tiatira eram mais numerosas que as primeiras. Os estudiosos acreditam que nessa época a igreja de Tiatira já tinha quase quatro décadas de existência.
Mas se na carta à igreja de Tiatira o Senhor Jesus elogia a igreja por suas boas obras, Ele também repreende a igreja por sua negligência em combater certas práticas e costumes pagãos que estavam sendo introduzidos na comunidade cristã enquanto a importância da disciplina aos membros faltosos era negligenciada.
O principal problema da igreja de Tiatira tinha um nome bem definido: Jezabel. Não é possível afirmar com exatidão se Jezabel era o nome real da mulher que pertencia àquela comunidade ou era o seu pseudônimo; já que o nome Jezabel na Bíblia é sinônimo de sedução à idolatria e à imoralidade.
Na carta à igreja de Tiatira, em vez de trazer uma lista de exigências aos crentes fiéis que não tinham abraçado a falsa doutrina de Jezabel, Cristo apenas os exorta a continuarem fiéis, evitando os costumes pagãos daquela cidade (Apocalipse 2:25).
Então o Senhor Jesus promete aos crentes que guardarem os seus mandamentos, que eles reinarão com Ele, e estarão associados ao próprio Cristo no julgamento que condenará os pecadores reduzindo-os “a pedaços como se fossem objetos de barro” (Apocalipse 2:27). Em Tiatira também havia um forte comércio de cerâmica. Então os crentes não tiveram qualquer dificuldade para entender esse simbolismo.
A carta à igreja de Tiatira termina com a afirmação de que os crentes fiéis não apenas reinarão com Cristo, mas ainda participarão do seu esplendor (Apocalipse 2:28).
Laodicéia era uma cidade da Frígia que nos tempos bíblicos pertencia à província romana da Ásia. A cidade de Laodicéia ficava localizada no Vale do Lico, e estava próxima das cidades de Colossos, Filadélfia e Hierápolis, outras três cidades citadas na Bíblia no Novo Testamento.
A cidade de Laodicéia também estava localizada num entroncamento de importantes rotas comerciais. Uma dessas estradas ligava o interior da Ásia Menor ao litoral, onde ficavam algumas cidades notáveis. A grande cidade de Éfeso, que possuía um dos portos mais importantes daquela época, era uma dessas cidades.
A história da cidade de Laodicéia remonta aos tempos do Antigo Testamento. Na Antiguidade, a cidade era conhecida como Dióspolis (em homenagem a Zeus) e Rhoas. Mas em meados do terceiro século antes de Cristo, o governador sírio Antíoco II conquistou a região em que Laodicéia estava e reconstruiu a cidade, dando-lhe o nome de Laodicéia em honra a sua esposa Laodice.
Na cidade de Laodicéia havia uma comunidade judaica muito próspera. Na verdade, a presença judaica naquela região antecedia os tempos romanos, e recuava ao período do governo selêucida de Antíoco III, quando várias famílias judaicas foram levadas para a Frígia.
Laodicéia ficou conhecida na Bíblia principalmente pela forma como a igreja daquela cidade foi mencionada no livro do Apocalipse. A igreja de Laodicéia era uma das sete igrejas da Ásia Menor. Mas entre as sete igrejas, a igreja de Laodicéia foi a comunidade cristã que recebeu uma das mais duras repreensões de Cristo.
O Senhor Jesus criticou o sentimento de autossuficiência daquela igreja rica, e usou uma característica estrutural da cidade como figura para falar da apatia espiritual daqueles cristãos. A igreja foi comparada à água termal que chegava morna e nauseante em Laodicéia após ser trazida por aquedutos por cerca de dez quilômetros a partir de Heliópolis (Apocalipse 3:14-22).
Antes da referência no livro do Apocalipse, a igreja da cidade de Laodicéia também foi citada pelo apóstolo Paulo em sua Epístola aos Colossenses (2:1; 4:13-16). Parece que Paulo também escreveu uma carta diretamente aos crentes da cidade de Laodicéia, mas essa carta acabou sendo perdida com o tempo.
A igreja de Esmirna era uma igreja local que ficava na Ásia Menor. Essa comunidade cristã é mencionada no livro do Apocalipse como uma das destinatárias das cartas que João escreveu de acordo com a mensagem do Senhor Jesus Cristo.
Esmirna era uma cidade importante e populosa no primeiro século, e era conhecida, principalmente, por sua beleza. A cidade era muito leal a Roma, a capital do Império Romano. Na cidade havia muitos judeus que provavelmente foram atraídos àquela cidade por seu forte comércio. A Igreja do Senhor Jesus também cresceu naquela cidade com a pregação do Evangelho.
A carta à igreja de Esmirna, assim como as demais carta do livro do Apocalipse, segue uma estrutura padrão. A carta começa com uma saudação da parte do Senhor Jesus Cristo ao anjo da igreja, seguida por uma autodesignação de Cristo. Depois vem o elogio do Senhor à igreja local, sua exortação enfatizando que a igreja deve ouvir o que o Espírito diz, e por última uma promessa relacionada à fidelidade da igreja.
A autodesignação de Cristo na carta à igreja de Esmirna é totalmente harmônica com o conteúdo da carta que descreve a situação enfrentada pelos crentes daquela cidade. Por isso Ele diz: “Esta é a mensagem daquele que é o Primeiro e o Último, que morreu e tornou a viver” (Apocalipse 2:8).
Como já foi dito, a igreja de Esmirna era muito perseguida. Então como diz William Hendriksen, somente Cristo, o vencedor da morte, o que vive eternamente, está apto a dizer nesta carta: “Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida” (Apocalipse 2:10)..
A carta à igreja de Esmirna termina com a maravilhosa promessa: “O vencedor de modo algum sofrerá a segunda morte” (Apocalipse 2:11). Aqui nos lembramos de um ensino do Senhor Jesus: “Não tenham medo dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Antes, tenham medo daquele que pode destruir tanto a alma como o corpo no inferno” (Mateus 10:28).
A vida dos crentes da cidade de Esmirna no primeiro século estava sempre por um fio. Diariamente alguns deles sofriam a primeira morte diante das feras ou diante do fogo. Como falamos, Policarpo foi um daqueles que sentiram o ardor das chamas inflamadas do fogo terreno por amor ao maravilhoso Evangelho de Cristo que conduz o pecador ao frescor da vida eterna na gloria celestial.
Então os crentes de Esmirna poderiam ter seus corpos destruídos por seus perseguidores, mas jamais eles seriam lançados, de corpo e alma, no lago de fogo no grande Dia do Senhor (cf. Apocalipse 20:14).
As palavras de Cristo na carta à igreja de Esmirna ainda são tão atuais quanto foram há quase dois mil anos. Elas têm confortado a Igreja fiel por todos esses anos, e assim continuará sendo até a vinda de nosso Senhor.
Éfeso era uma cidade muito importante nos tempos bíblicos. Ela foi a capital da província romana da Ásia e o maior centro comercial daquela região. A cidade de Éfeso chegou a ter mais de trezentos mil habitantes – uma verdadeira metrópole de sua época.
A cidade de Éfeso ficava localizada nas proximidades da costa oeste da Ásia Menor, no mar Egeu, na altura da foz do rio Cayster. Por conta de sua estrutura, importância e população, Éfeso chegou a ser a segunda maior cidade do Império Romano, ficando atrás somente de Roma.
A cidade de Éfeso era muito acessível. Por terra, Éfeso estava conectada por boas estradas às cidades mais importantes da Ásia. Por mar, Éfeso contava com um dos portos mais importantes de seu tempo. No porto de Éfeso chegavam e partiam os maiores navios da época.
Havia vários armazéns na cidade que se espalhavam pelas margens do rio. Os cidadãos de Éfeso também construíram um anfiteatro capaz de acomodar cerca de vinte e cinco mil pessoas.
Mas a construção que tornou Éfeso amplamente conhecida foi o seu templo dedicado à deusa grega Artemis – a deusa Diana para os romanos. O templo da deusa Diana de Éfeso foi considerado uma das sete maravilhas do mundo antigo. O templo media cerca de três mil e quinhentos metros quadrados e contava com mais de cem colunas que alcançavam aproximadamente dezoito metros de altura.
A cidade de Éfeso também tinha outros edifícios monumentais. Entre eles estavam palácios romanos, luxuosas casas de banho, um templo dedicado à adoração ao imperador romano e a famosa Biblioteca de Celso.
Éfeso era uma cidade rica, com uma economia próspera, e que no primeiro século também servia como centro administrativo para o governo romano. A cidade era um centro industrial e seu comércio lhe trazia muitas riquezas. Mas o sucesso econômico de Éfeso estava intimamente ligado aos seus assuntos religiosos. Então a cidade era conhecida não apenas por ser um centro econômico importante, mas também por ser um centro religioso de referência.
Na verdade a religião em Éfeso empregava muita gente e alimentava a economia da cidade – sobretudo com a fabricação de artefatos religiosos. O próprio Templo de Diana, por exemplo, era ao mesmo tempo um local de culto, uma casa do tesouro – um banco para depósitos e empréstimos de dinheiro –, e um museu. Mas as áreas adjacentes ao templo, bem como o próprio interior do templo, serviam como refúgio para criminosos. Ali se abrigavam livremente desde mercadores de escravos até ladrões.
As artes e a filosofia também de desenvolveram em Éfeso. Havia escolas de filosofia, teatros e bibliotecas. Nos tempos de domínio romano, a religião do Estado foi propagada em Éfeso em conexão com o culto de Artemis. Inclusive, havia um templo dedicado a promover o culto do imperador.
Contudo, os estudiosos dizem que os efésios tinham um nível moral bem baixo. Alguns falam dos habitantes da cidade como pessoas violentas, maldosas e libertinas, e que o comportamento promiscuo no templo era pior que o comportamento dos animais.
A cidade de Éfeso é citada muitas vezes na Bíblia Sagrada no Novo Testamento. No primeiro século muitos judeus moravam em Éfeso e ali conseguiram influência e riquezas. A comunidade judaica em Éfeso contava com a proteção romana, e inclusive chegou a construir sua própria sinagoga na cidade.
Na Bíblia lemos que o apóstolo Paulo levou o Evangelho de Cristo para Éfeso, causando uma série de problemas para aqueles que lucravam com o paganismo da cidade. Paulo visitou a cidade durante sua segunda viagem missionária quando seguia de Corinto para Jerusalém em aproximadamente 52 d.C. (Atos 18:19-21).
A igreja de Pérgamo era uma comunidade cristã do primeiro século que ficava localizada na Ásia Menor. A igreja de Pérgamo também ficou conhecida por estar entre as sete igrejas citadas no Apocalipse que receberam cartas da parte do Senhor Jesus Cristo.
Pérgamo, a cidade onde igreja estava, era a capital da província da Ásia no Império Romano. Isso significa que Pérgamo era uma cidade importante, com grandes edifícios, boa acessibilidade e com uma economia muito ativa. A cidade ainda contava com uma biblioteca bem equipada e templos dedicados a vários deuses do mundo greco-romano. Inclusive, ali havia um templo a César. Este era o cenário em que a igreja de Pérgamo estava inserida.
A carta à igreja de Pérgamo traz em seu início uma saudação e uma autodesignação de Jesus Cristo que diz: “Estas coisas diz aquele que tem a espada afiada de dois gumes” (Apocalipse 2:12).
Como nas outras cartas direcionadas às igrejas do Apocalipse, essa autodesignação de Cristo tem a ver com o conteúdo geral da carta que em sua sequência mostra que Cristo fará guerra contra algumas pessoas que estavam pervertendo o verdadeiro Evangelho naquela comunidade (Apocalipse 2:16).
Depois da autodesignação de Cristo, a carta à igreja de Pérgamo traz um elogio seguido de uma repreensão e uma promessa final aos vencedores. O conteúdo de todas essas seções da carta à igreja de Pérgamo está em harmonia com o ambiente que cercava a igreja, e com os seus acontecimentos internos.
A igreja de Pérgamo foi elogiada por Cristo por sua fidelidade mesmo diante de grande oposição e perseguição. A carta diz que a igreja de Pérgamo ficava bem no local onde estava o “trono de Satanás” (Apocalipse 2:13).
Pérgamo tinha muitos templos pagãos. O monumento dedicado a Zeus era referência no mundo antigo. Asclépio, o deus da cura simbolizado pela figura da serpente, também era altamente cultuado em Pérgamo.
Mas Pérgamo também era um centro da adoração ao imperador. Naquela cidade o imperador romano era louvado e recebia cultos em sua homenagem. Todos os habitantes da cidade eram convidados a proclamar: “César é Senhor”. Tudo isso explica por que ali era o trono de Satanás.
Evidentemente esse ambiente causava sérios problemas aos cristãos. Em Pérgamo eles eram duramente perseguidos. Ao não aderirem aos festivais religiosos da cidade, os crentes também eram praticamente excluídos da vida social e econômica da cidade, pois a economia estava muito ligada à religião.
Além disso, ao não reconhecer César como um deus, os cristãos se tornavam alvos de uma perigosa repressão que poderia lhes custar a liberdade e até a vida. A própria carta à igreja de Pérgamo cita um cristão chamado Antipas que foi martirizado naquela cidade (Apocalipse 2:13). Inclusive, há uma antiga tradição que diz que Antipas foi queimado até a morte dentro de um touro de metal.
A repreensão à igreja de Pérgamo
Depois de ter elogiado a igreja de Pérgamo por sua fidelidade num cenário de perseguição, o Senhor Jesus repreendeu a mesma igreja por causa de seus descuidos com a doutrina e com a disciplina. Ali a “doutrina de Balaão” estava encontrando simpatizantes.
Nos dias do Antigo Testamento, Balaão foi alguém que arquitetou um plano para conduzir Israel à imoralidade e à desobediência contra Deus (Números 22-25). Então parece que de forma semelhante, na igreja de Pérgamo havia algumas pessoas que estavam participando das festas imorais da cidade como se isso não fosse um problema para a vida prática cristã daquela comunidade.
A igreja de Sardes era uma comunidade cristã do primeiro século que ficava na Ásia Menor. A Bíblia registra a carta à igreja de Sardes no livro do Apocalipse. Por isso a igreja de Sardes é sempre lembrada como uma das sete igrejas do Apocalipse (Apocalipse 3:1-6).
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