Dois pontos importantes precisam ser percebidos sobre o entrevero entre os dois jornalistas no Pânico hoje.
Primeiro: é errado agredir, sempre. Não importa se você foi ofendido ou insultado, você não tem um direito a sua reputação ou a não ser desagradado, e falar não é agredir. Nunes estava errado.
Infelizmente ainda existe uma grande ideia de que crimes não são definidos por ética e lógica, e sim por "o que as pessoas acham", empilhando uma montanha inexplicável e indefensável de contradições.
O segundo ponto a se entender é: o estado e a democracia incentivam pesadamente a hostilidade e ódio na sociedade. Isso porque obrigam pessoas de valores morais antagônicos a participarem de uma mesma organização de governança, a financiarem e obedecerem os vencedores.
Esse tipo de organização não resolve conflitos. Muito pelo contrário, ela os amplifica, já que impossibilita que as pessoas se dissociem e criem suas próprias organizações.
Pior, o sistema eleitoral incentiva a deshumanização do outro lado, as fake news, a polarização do debate e, de maneira geral, qualquer tática que consideraríamos deplorável. Isso garante, como Hayek demonstrou, que os piores terão grandes vantagens para chegar ao poder.
O resultado disso é a normalização da agressão e um aumento da quantidade de tensão e ódio na sociedade. O resultado é o que vimos na Jovem Pan hoje, e veremos ainda muitas vezes: pessoas saindo na mão (ou pior).
O único jeito de acabar com isso, ou ni mínimo reduzir enormemente o problema, é incorporar uma cultura libertária. É rejeitar inequivocamente a agressão, e permitir que as pessoas possam não participar daquilo que não querem.
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