As cartas escritas no Novo Testamento seguiam um padrão comum à época, que tinha total relação com a forma pela qual os gregos e os romanos se comunicavam por escrito.
Hebreus, assim como poucas outras epístolas, sai um pouco do padrão de escrita convencional: Hebreus simplesmente não começa como uma carta, e, ao longo da epístola, o autor deixa bastante claro com que intenção a escreveu, quando se despede pedindo aos irmãos “que escutem com paciência esta palavra de exortação (ou: consolo)”, mesmo que tenha escrito “de forma bem resumida” (Hb 13.22). Essa mesma expressão aparece de novo em Atos 13.15 (Depois da leitura da Lei e dos Profetas, os chefes da sinagoga mandaram dizer-lhes: — Irmãos, se vocês têm alguma palavra de consolo para o povo, falem.).
Então, fica claro que esta era uma carta com a finalidade de falar a uma parcela do povo de Deus no primeiro século, particularmente os cristãos de origem judaica e alertá-los de que corriam risco real de abandonar a fé ou, pelo menos, abandonar a forma apostólica da fé cristã, e era sua intenção alertar aqueles irmãos quanto a esse risco, incentivando-os a se manterem firmes.
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