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ILLUMINATI: ILUMINAÇÃO OU TEORIA DA CONSPIRAÇÃO?


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A verdade por trás das histórias da sociedade secreta que instiga a curiosidade desde o século XVIII

Texto Érika Alfaro

Membros ilustres como Barack Obama, Madonna e Beyoncé. O olho que tudo vê. A Nova Ordem Mundial. Participação em eventos globais históricos. Os Illuminatis são uma das sociedades secretas mais misteriosas que existem – ou já existiram. A Ordem mexe com o imaginário popular, desperta a curiosidade das pessoas e segue sendo alvo de muitas polêmicas. Por isso, tentamos separar o que são fatos comprovados daquilo que não passa de teoria ou história inventada.

Que haja luz!

“Quem divulga o Iluminismo aumenta a segurança geral; quando há iluminação e segurança os príncipes são supérfluos”. A frase anterior é atribuída a Adam Weishaupt, o fundador dos Illuminatis. O ano era 1776. O lugar, o sul da Alemanha, mais especificamente na cidade de Ingolstadt, localizada no estado da Baviera.

Weishaupt foi educado por jesuítas, era filósofo, professor de Direito em uma universidade local e dizem que já foi membro da Maçonaria. Ele ambicionava que esse grupo secreto que estava fundando pudesse unir e organizar rosacruzes, maçons, esotéricos, clérigos e outros para articular uma força única, mais poderosa que todas elas separadamente. Os princípios base dessa união seriam a reforma moral e social. “Tal organização teria a função de apontar as mudanças político-sociais mais importantes para a evolução da sociedade. Adam tinha o treinamento e a perspicácia daqueles membros católicos que se infiltram em todos os setores: nobreza, educação, finanças, entre outros. Os nossos membros, os Illuminatis, procuravam obter cargos junto a essas categorias, o que resultou em benefício próprio. O contato com os Illuminatis daquela época teve como consequência um grande desenvolvimento para diversos segmentos sociais, políticos e acadêmicos”, diz o personagem membro da Ordem, no livro Sociedades Secretas, de Sérgio Pereira Couto.

Os primeiros membros recrutados por Adam foram cinco alunos da instituição na qual ele lecionava. No início, o propósito maior era questionar o Catolicismo e todo o arcabouço da Igreja, para, assim, redefinir a crença e a ideologia das pessoas de acordo com ideias iluministas. Para fazer parte dessa missão, Spartacus – alcunha adotada por Weishaupt – exigia obediência à Ordem, que era dividida em categorias.

O fato é que a sociedade se fortaleceu e acumulou um grande número de membros, cerca de três mil, muitos deles em posições sociais privilegiadas. Tal avanço dos Illuminatis desagradou, e muito, o governo, que tratou de impor uma severa repressão. Em 1785, o governante da Baviera articulou um decreto que extinguiu a Ordem, o que fez com que Weishaupt deixasse o país e os membros ficassem proibidos de dar prosseguimento à organização. Para muitos, esse é o fim dos Illuminatis, mas, para outros, a partir desse momento eles apenas passaram à clandestinidade.

O mistério tem início

Segundo o personagem membro Illuminati do livro Sociedades Secretas, a partir da extinção da Ordem em suas formas iniciais, houve uma expansão mundial. “Diversos membros banidos da Baviera espalharam-se pela Europa e pela América, de certa forma, difundindo nossos conceitos. Hoje, várias organizações seguem os princípios iluministas, mesmo que não usem a alcunha Illuminati. É claro que a expansão verdadeira e muito recente só ocorreu entre os anos 2000 e 2004”, afirma.

Os símbolos

Certos códigos e sinais foram criados para a identificação e uma melhor comunicação dos Illuminatis. Mas, assim como percebemos, essa sociedade secreta é alvo de muitas especulações. Portanto, separamos os símbolos reais daqueles que nunca tiveram nenhuma relação comprovada com a organização.


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Malhete PodcastBy Luiz Sérgio F. Castro