Meu convidado desta semana é Quileabe Batista, cearense de Amontada. Ele cresceu mudando de casa com frequência, sem nunca ter tido um chuveiro em casa até a adolescência. Estudou sempre em escola pública e sonhava alto: tentou Medicina por seis anos. Não passou. Mas não se permitiu parar.
Veio, então, o plano B, que se transformou em um plano de vida: passar em concurso público. Sem computador, internet ou local de estudo, sua mãe foi essencial. Pagava passagens, comprava apostilas em Fortaleza e acreditava com ele, mesmo quando as provas pareciam distantes e difíceis demais.
Enquanto isso, Quileabe fazia de tudo: foi panfleteiro, caixa de padaria, carteiro, professor de matemática, agente de endemias… E, a cada reprovação, seguia em frente. Tentava de novo. “No próximo, eu passo” – era o que ele repetia para si mesmo.
Hoje, ele é Técnico Judiciário no Tribunal de Justiça do Ceará, trabalha no setor de governança e mora em Fortaleza com a família. Todo esse sonho começou com um propósito bem claro: mudar de realidade pelo próprio esforço. E foi exatamente o que ele fez. Atualmente, contabiliza mais de 100 mil questões respondidas, além dos simulados.
Conheça agora os destalhes da história do aluno Gran, Quileabe Batista.