Instituto Altair Sales

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By Eliane de CastroScienceEarth Sciences
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Instituto Altair Sales episodes

  • Prof. Altair Sales conceituando o Sistema Biogeográfico do Cerrado
    O Sistema é um conjunto de elementos intimamente interligados, cuja modificação em qualquer um dos elementos, provoca uma modificação no Sistema como um todo. Por este motivo o professor Altair Sales propôs o conceito "Sistema Biogeográfico do Cerrado" em 1992 em um congresso em Washington - EUA, para substituir o conceito "Bioma Cerrado".
    O professor Altair fala sobre isso e outras importantes informações a respeito deste importante Sistema Biogeográfico.
    5 min
  • Falando sobre o Cerrado - Prof. Altair Sales

    Vamos ouvir do antropólogo e arqueólogo Altair Sales Barbosa algumas importantes peculiaridades sobre o Cerrado:

    "Nós que tínhamos mais de 300 espécies de abelhas indígenas, hoje temos apenas média de 15 espécies...

    O Cerrado só conseguiria ser recuperado se houvesse muito investimento em pesquisas, porém sabemos que nossas universidades não tem recurso para isso".

    7 min
  • Paulo Souza e a bióloga Rafaela Wolff falam sobre as ações humanas contra o Meio Ambiente

    O professor Paulo Souza Neto – Brasil Sustentável inicia sua fala chamando a atenção sobre o

    Sistema Vida dizendo que nós não nos reconhecemos como Sistema e ressalta para graves

    problemas: “não temos uma política de Resíduos Sólidos eficiente, a cidade está abarrotada de

    carros, o cerrado acabou e continuamos não entendendo que somos um Sistema. Os índios há

    séculos entenderam que eles são água, são terra, ar fogo e bicho e o nosso desafio é nos

    perceber ambiente”.

    Rafaela Wolff de Pina - SANEAGO, bióloga e gerente de proteção da Saneago, denuncia graves

    problemas na área e emocionada implora: “A saúde ambiental é preocupante e todos nós

    somos responsáveis”.

    Rafaela chama a atenção para uma nova consciência com relação ao modo de consumir da

    sociedade. Ela denuncia que a Bacia Hidrográfica de Pouso Alto, uma das maiores de Goiás,

    está extremamente degradada por atividades de mineração, pecuária e agronegócio e 

    complementa dizendo que Goiás não tem uma legislação para empreendimentos que

    estejam dentro das Bacias e por isso fizeram um pedido formal à Secretária do Meio Ambiente

    Andrea Vulcanis.

    SUGESTÃO:

    1- É preciso pensar no próximo e ter amor ao que a natureza nos deu.

    2- Repensar o excesso de consumo de carne bovina.

    3- Comprar menos, gerar menos lixo.

    5 min
  • Prof. Henrique Labaig - Plano Diretor

    O professor Henrique Labaig – PUC GOIAS foca sua fala no Plano Diretor, área em que atua,

    chamando a atenção da sociedade para que se inteirem da situação sobre o que está sendo

    discutido e decidido e opinem no Plano Diretor que está na Comissão de Constituição e Justiça

    e faz uma grave denúncia: “Há grandes interferências dos empresários, principalmente do

    mercado imobiliário que estão interessados na expansão urbana, que por sua vez literalmente

    leva por água abaixo o projeto de preservação do cerrado. Goiânia tem mais de oitenta cursos

    d’água naturais e todos estão poluídos. O Plano Diretor e todas as ações políticas do Executivo

    e Legislativo podem estabelecer certos limites de ocupação da cidade”.

    Labaig que faz parte do Comitê da Bacia do Rio Paranaíba e do Rio Meia Ponte, enumera o

    caos: “Falta chuva, falta água, o Cerrado está sendo destruído, falta mobilização, a penalização

    não acontece e diante de tudo isso, (e muito mais) os componentes dos Comitês das Bacias

    Hidrográficas ao invés de estarem de braços dados para somar forças para sanar os problemas,

    estão literalmente em guerra, pois cada um quer puxar a brasa para beneficiar e/ou proteger o

    seu próprio negócio”.

    Ele chama a atenção para mais algumas graves questões como o avanço nas produções

    agrícolas sem avançarmos nos estudos dos recursos naturais, que são finitos e sobre a

    desterritorialização destas áreas pelo camponês nativo e a reterritorialização pelo novo

    modelo de ocupação, a monocultura.

    O professor denuncia o perigo da implantação de Pequenas Centrais Hidrelétricas aqui em

    Goiás, proposta que está em andamento e deixa o recado: “ A defesa das águas tem que ser de

    todos”. A integração do GLOBAL passa pela compreensão dos SISTEMAS, assim como da

    democratização. Enquanto as pequenas unidades produtoras não tiverem crédito para

    produzir não se desenvolverá esta questão.

    Deixa como SUGESTÃO:

    1- A comunidade deve reivindicar do poder público o investimento em melhorias para

    sanar os problemas ambientais como sistemas eficazes de drenagem para evitar

    alagamentos e perdas de áreas por erosões.

    2- Implementação de projetos de conservação dos solos e a revitalização das bacias.

    3- Mobilizar a sociedade com objetivos bem definidos sobre as alternativas de produção

    como no caso a AGRICULTURA FAMILIAR por exemplo, que poderia ter um outro

    3

    sentido a partir do momento que isso representasse algo interessante para a

    integração econômica.

    A

    5 min
  • Usiel Cabral - SEMAD fala sobre o momento crítico do Rio Crixá-Açú

    Uziel Cabral - SEMAD Gerente de Desenvolvimento Sustentável, destaca a importância do Rio

    Crixá-Açu, com 420 km, que nasce em Goiás e tem a foz no Rio Araguaia e que está passando

    por um momento extremamente crítico pois vem perdendo grandes volumes de água em um

    espaço curto de tempo e completa dizendo que não só ele, mas vários afluentes do rio

    Araguaia estão na mesma situação.

    Cabral diz que é preciso discutir a nível acadêmico e científico buscando soluções para

    implementar estas políticas públicas. Sugere que o Cerrado precisa sair da posição de

    coadjuvante e alinhar ao nível da Mata Atlântica e Amazônia.

    4 min
  • Professor Maximiliano Bayer - IESA/UFG- Rio Araguaia

    O professor Maximiliano Bayer – IESA/UFG que desenvolve pesquisas monitorando o Rio

    Araguaia há mais de vinte anos relata a grave situação do rio mais importante para o Estado de

    Goiás: “O rio está ficando cada vez mais raso e já perdeu mais de 38% do seu volume de água e

    sedimentos. Os processos de assoreamentos são intensos. Em 2017 foram catalogados 5.600

    feições erosivas só em Mineiros, onde se situa a nascente. 90% dos lagos que antes se

    conectavam com o rio durante média de dez meses durante o ano, hoje se conectam no

    máximo por 15 dias e setencia que a Ilha do Bananal não existe mais, pois o rio Javaé não corre

    mais como antes”.

    Ele clama por apoio, pois segundo ele, é difícil de entender e aceitar a inércia dos poderes

    públicos.

    Por fim ele indaga porque o Projeto Juntos Pelo Araguaia está sendo coordenado pela

    Universidade de Viçosa, sendo que a Universidade Federal de Goiás é que detém as

    informações coletadas por mais de vinte anos de pesquisa? E intera que o projeto citado tem

    como proposta revitalizar apenas 10.000 hectares, o que representa 2% da bacia do Rio

    Araguaia.

    5 min

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