Conhecer comunidades, aprender as tradições e as práticas culturais, a história e o estilo de vida dos grupos originários e locais. Essas são as características do etno e do afroturismo, modalidades turísticas que ganham cada vez mais força no Brasil. Da popularidade, porém, surgiu o seguinte debate: essa tendência estimula a preservação cultural ou uma apropriação indevida? A premissa do "intercâmbio cultural" (como é chamado esse modelo de viagem) é promover a proteção de ecossistemas e a geração de renda para as comunidades. Para conversar sobre o surgimento dessa forma de turismo, convidamos Carol Mara, turismóloga, formada pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), especialista em relações étnicos-raciais e educação (CEFET/RJ) e professora substituta no Departamento de Administração e Turismo da UFRRJ; Milton Guran, antropólogo, doutor em antropologia pela École des Hautes Études en Sciences Sociales na França; e Guilherme Soares Dias, jornalista, consultor em diversidade e empreendedor. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM, às 20h00.