A aparente normalidade esconde um perigo: a pandemia da covid-19 não acabou. Desde que foi decretada pela Organização Mundial da Saúde, em março de 2020, uma força tarefa de jornalistas se mobilizou ao redor do mundo para cobrir o que se confirmaria, mais tarde, como a pior tragédia viral de todos os tempos. Estimativas da OMS apontam que mais de 4 milhões de pessoas morreram no planeta vítimas do vírus que continua em mutação. No Brasil a cobertura jornalística é turbulenta. Ao mesmo tempo em que também está exposta ao vírus – de plantão nos períodos mais críticos da doença – a imprensa se tornou alvo constante de ataques do presidente Jair Bolsonaro. A dificuldade de diálogo se estende a membros de pastas importantes do governo, como a da Saúde. A edição #7 do Pauta e Prosa discute essas relações de conflito e faz uma análise crítica da qualidade do serviço prestado à população também por nós, jornalistas, na pandemia. Entre os convidados para esta conversa estão os jornalistas Josias de Souza, comentarista de política do Jornal da Gazeta e Leandro Narloch, que também é escritor. E ainda a participação dos professores Luis Mauro Sá Martino, especialista em comunicação e Tatiana Ferraz, do curso de Medicina e Jornalismo, ambos membros do corpo docente da Faculdade Cásper Líbero. Eu, Valeska Quintela, gerente de Jornalismo da Tv Gazeta, lhe convido a nos ouvir.