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O presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, acaba de lançar um novo livro com atualizações dos seus estudos sobre a classe C brasileira, protagonista nas recentes eleições do país.
Tendo sua mais recente obra como parâmetro, ele analisou, em entrevista ao JOTA, o cenário da atual disputa presencial e afirmou que nem Lula (PT) nem Flávio Bolsonaro (PL), os dois líderes das pesquisas, são capazes de fazer brilhar o olho dessa parcela expressiva da população.
No livro "Brasil da maioria: 25 anos de classe C" (Editora Record), Meirelles procura mostrar como renda, trabalho, consumo, religião e experiências do cotidiano costumam pesar mais na decisão do voto do que as leituras tradicionais que os analistas fazem do cenário político.
Questionado sobre as propostas liberais do candidato Renan Santos (Missão) batizadas de projeto de "desfavelização", Meirelles afirmou que seria importante para o presidenciável conhecer de perto uma realidade de um território onde não existe educação, segurança nem áreas públicas de lazer.
Na obra e na conversa com o JOTA, ele aborda também a influência das redes socias, o avanço das religiões evangélicas e as diferenças regionais do país, sempre apontadas como muito importantes para a definição do voto dos brasileiros.
O JOTA entrevista o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz. Na conversa, ele disse que está disposto a conversar com os ministros para mostrar os impactos negativos da pejotização ao regime previdenciário. Na avaliação dele, esse modelo penaliza a previdência, os trabalhadores e tem sido uma “epidemia no país”.
O ministro também discordou da ideia de que uma nova reforma do sistema de aposentadorias e pensões seja necessária. Ele tachou de cruéis iniciativas como mudanças na idade mínima e defendeu a proteção dos trabalhadores mais vulneráveis.
Wolney Queiroz afirmou ainda que os bancos seguraram as taxas do consignado do INSS quando a Selic aumentou e, por isso, é justo que a decisão para baixar o teto não seja tomada de forma tão imediata. Segundo Queiroz, o governo conseguiu construir um ambiente de diálogo com os bancos e convencer as instituições da inconveniência de um aumento.
O JOTA entrevista o ministro da Fazenda, Dario Durigan. O chefe da equipe econômica do governo analisa as condições da economia brasileira e o impacto de fatores globais no cenário doméstico.
O Ministério da Fazenda vive um momento decisivo com o lançamento das últimas medidas com potencial de impacto sobre a população antes das restrições mais rígidas impostas pela lei eleitoral a partir do segundo semestre.
Enquanto isso, integrantes do governo continuam monitorando fatores que geram preocupação, como a guerra no Irã, as negociações comerciais com a gestão Donald Trump e o fenômeno El Niño.
O JOTA entrevista Celso Amorim, assessor especial do Presidente da República e ex-ministro das Relações Exteriores. Amorim analisa as diretrizes da política externa brasileira em ano eleitoral e faz um balanço do cenário geopolítico atual.
A entrevista é conduzida pela editora-executiva do JOTA PRO, Julianna Sofia, e pela analista de internacional do JOTA, Vivian Oswald. A conversa faz parte da série Personas 2026, uma sequência de entrevistas com os principais personagens políticos para ficar de olho no ano eleitoral.
O procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, responsável por comandar o Ministério Público do Trabalho, afirma que a Justiça do Trabalho – em relação à Justiça Comum – é a que mais tem condições, considerando também a sua experiência e formação de magistrados, de analisar casos de fraude nas relações trabalhistas, incluindo a chamada “pejotização”. A afirmação foi feita em entrevista exclusiva realizada na Casa JOTA e transmitida ao vivo para os assinantes do PRO Trabalhista, nesta terça-feira.
Confira a entrevista completa.
Entrevista realizada em 26/11/25 | Em entrevista exclusiva ao JOTA, o deputado federal Kim Kataguiri detalhou a estratégia de expansão nacional do Partido Missão, nova sigla criada pelo MBL para disputar espaço no tabuleiro político de 2026. O plano inclui lançar chapas nos 26 estados e no Distrito Federal, consolidar uma rede de lideranças estaduais e apresentar um candidato próprio à Presidência, numa tentativa de reposicionar o movimento como alternativa à direita tradicional.
Ao analisar o cenário eleitoral, Kataguiri criticou simultaneamente o ex-presidente Jair Bolsonaro e a articulação em torno do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, além de atacar o programa econômico e as políticas sociais do governo Lula, defendendo uma agenda de privatizações e revisão estrutural do orçamento. O deputado diz que a nova legenda nasce para garantir coerência ideológica e independência. “A gente nunca mais vai depender de ninguém para disputar as eleições que a gente quer disputar”, afirmou.
O deputado criticou o que chama de “partidos sem ideologia e sem programa”, criados apenas para dividir poder e negociar orçamento. O Missão, segundo ele, busca ocupar o espaço deixado por legendas tradicionais e funcionar como um veículo político próprio do MBL. Para o futuro, o parlamentar avalia dois caminhos: “Ou disputo a reeleição ou disputo o governo do estado de São Paulo. O que for melhor para o projeto, eu faço”.
Entrevista realizada em 21/11/25 | O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) discute, em entrevista exclusiva ao JOTA, os processos judiciais contra ele e o ex-presidente Jair Bolsonaro, o tarifaço de Donald Trump e o cenário para as eleições de 2026.
A entrevista é conduzida pela editora-executiva do JOTA PRO, Julianna Sofia, e pelo analista de Política Fabio Murakawa. A conversa faz parte da série 'Personas 2026', uma sequência de entrevistas com os principais personagens políticos para ficar de olho até as eleições.
Entrevista realizada em 28/10/25 | O ministro das Cidades, Jader Filho (MDB-PA), defendeu que o Banco Central inicie o ciclo de queda de juros. Em entrevista exclusiva ao JOTA, o ministro afirmou que o Brasil já reúne condições para essa redução. Em linha com o que tem se falado nos bastidores do governo, Jader Filho endossou a tese de que é necessário um subsídio ao transporte público e destacou o legado urbano da COP30 em Belém. O ministro também detalhou os avanços do Minha Casa, Minha Vida e o novo programa Reforma Casa Brasil.
Para ele, o cenário econômico atual, com inflação controlada e câmbio estável, permite uma inflexão da política monetária. “Eu acho que o Brasil precisa o quanto antes, é importante que a economia brasileira tenha essa sinalização”, afirmou. Segundo Jader Filho, o nível elevado da taxa básica impede o acesso de famílias de classe média ao crédito imobiliário. “Uma família... se fosse no banco, vai pagar 19, 20, 21, 22%. Essa família tem condições de pagar isso?”, questionou.
Entrevista realizada em 20/10/25 | O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, descartou reajustes imediatos no valor do Bolsa Família. Em entrevista exclusiva ao JOTA, o chefe da pasta à qual o programa social está vinculado avaliou que o atual cenário econômico é favorável, com inflação controlada, estabilidade nos preços dos alimentos e redução do câmbio, fatores que preservam o poder de compra das famílias e, segundo ele, não justificam alterações no valor do benefício. Atualmente, o valor médio do repasse é de R$ 683,42.
O ministro ressaltou ainda que o governo tem obtido ganhos de eficiência na execução do programa, o que contribui para o equilíbrio fiscal. Segundo ele, a redução da pobreza extrema e a saída de milhões de famílias do Mapa da Fome representam uma economia anual de cerca de R$ 15 bilhões para o Estado.
Entrevista realizada em 08/10/25 | O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, disse ao JOTA que a pejotização irrestrita trará impactos “graves” que poderão levar a uma “ruptura do tecido social”, com trabalhadores desassistidos e a seguridade social subfinanciada. Para o ministro, a CLT é “atemporal”, já que foi construída com cláusulas gerais para ter “incidência ao longo do tempo”, além de ter passado por mais de cem atualizações.
Sobre o fenômeno da uberização, defendeu uma regulação via Congresso, que contemple pontos como limite de jornada, remuneração, tempo de conexão e contribuição previdenciária. As medidas foram levantadas, em parte, graças a encontros com motoentregadores de Brasília. Num dos diálogos, disse ter ficado “chocado” com os depoimentos dos trabalhadores sobre a subordinação ao algoritmo e os receios com a possibilidade de acidentes. “Não podemos ter uma perspectiva de que você sai de casa e não sabe se vai voltar. É como ir para uma batalha em Gaza”, comparou.
O presidente do TST participou de entrevista exclusiva ao JOTA, em que tratou dos desafios da Justiça trabalhista e das novas modalidades do trabalho. Vieira de Mello Filho assumiu o comando do TST em 25 de setembro. Foi indicado ao tribunal pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2006.
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