Journal Club Imunoterapia Tumoral

Journal Club Imunoterapia Tumoral

By Pedro AlvesScience
Download on the App Store

Journal Club Imunoterapia Tumoral episodes

  • Edição #13: Populações T memória polifuncionais apartir de um único percursor T naïve
    Olá,
    Nesta edição do podcast apresento-vos o artigo "A
    single
    Naive CD8+ T cell precursor can develop into diverse effector and
    memory subsets" por Stemberg et
    al Immunity 2007, 27:985.
    Este
    artigo demonstra que um único precursor T naïve OT-1 pode gerar um
    repertorio diverso de células T efectoras e T memória (memória
    efectoras e memórias centrais). Este artigo vem redescrever o nosso
    conhecimento sobre as origens das populações memória T.
    Os autores transferem uma única célula T naïve OT-1 (CD45.1 +) num
    ratinho naïve C57BL/6 (CD45.1  -) e estimulam as células com
    bacteria Listeria monocytogenes expressando o antigénio OVA. 12 dias
    após a estimulação e a transferência da célula precursora os autores
    observam a expansão celular das células CD45.1+ com formação de células
    memória efectoras (CD62L low, CD45RA +) e células memória centrais
    (CD62L high, CD45RA+). Estas células memória são capazes de desenvolver
    respostas memória após restimulação e mesmo quando a transferência
     das célula precursora ocorre após a estimulação antigénica.
    Até breve.
    Pedro
    26 min
  • Edição #12: SIV: Mutação in vivo de peptideo criptico imunogénico
    Olá malta…
    Já eram quase 3 da manhã quando terminei
    de editar esta edição e codificava o mp3
    respectivo.  Quem corre por gosto não cansa!
    Desta feita encontrei um artigo na sequência da
    edição anterior -
    continuamos no mundo do SIV e das suas respostas
    imunológicas, sobre
    introdução de mutações in
    vivo num peptideo apresentado pelas moleculas do complexo
    major de histocompatibilidade de classe 1 (MHC mamu-B*17).
    Se este fenómeno não tem nada de muito
    invulgar no mundo dos virus.
    Mas, o que é invulgar e se torna o apelativo deste artigo
    chamado ”
    AIDS virus-specific CD8+ T lymphocytes against an imunodominant cryptic
    epitope select for viral escape” JEM 2007 2004: 2505 por
    Maness et al é o facto ser proveniente de um
    quadro de leitura alternativo (ou altered reading frame) do gene env
    do SIV. Mais curioso ainda é que este peptideo é
    significativamente
    imunogénico (capaz de induzir respostas
    imunológicas mediadas por
    linfócitos T CD8) e as respostas induzidas dominantes
    comparadas com
    outros peptideos do mesmo virus.
    Vai disto, o virus para escapar a pressão
    imunológica exercida pelos
    linfócitos T CD8 específicos deste peptideo
    criptico que são capazes de
    reconhecer células infectadas com o virus em causa, realizam
    a mutação
    particular do peptideo de modo a alterar a sua sequência e
    reduzir a
    afinidade para a molécula de MHC classe I mamu-B*17.
    O peptideo
    mutado tem muita menos afinidade e não é
    imunogénico e logo incapaz de
    mobilizar os linfócitos T CD8 e estes não
    consegue reconhecer células
    infectadas com virus contendo a mutação em causa.
    Também interessante o
    facto que a mutação introduzida só
    afectar o peptideo criptico, pois a
    mesma mutação não altera a
    sequência de amino ácidos do gene env de
    onde o peptideo é proveniente (mutação
    sinónima).
    Estamos portanto em face de um fenómeno
    estremamente curioso que dá
    muito que pensar sobre as estratégias que os virus podem
    introduzir de
    modo a escapar ao controlo imunológico, e não
    podemos deixar de
    estrapolar situações semelhantes que podem
    ocorrer para as células
    tumorais. Estamos perante portanto a uma situação
    de “ImunoEditing” ou
    modificação antigénica mediada pelo
    sistema imunológico.
    Que tal?
    Um abraço e boas leituras… ler
    é aprender e abrir horizontes!
    Pedro
    24 min
  • Edição #11: CpG e Flt3L como potenciadores de vacinação profilática contra SIV em primatas
    Olá malta...
    Após um mês de Janeiro cheio de peripécias, consegui gravar uma nova edição do podcast. Desta feita, descrevo-vos um artigo onde se utiliza a estratégia de "prime-boost" amelhorada com CpG e FLT3L para aumentar a sua eficácia objectiva num ensaio pre-clinico em macacos para o virus SIV.
    O artigo chama-se "Adjuvanting a DNA vaccine with a TLR9 ligand plus Flt3 ligand results in enhanced cellular immunity against the simian immunodeficiency virus" publicado em 2007 no jornal JOURNAL EXPERIMENTAL MEDICINE.
    Eu achei este artigo muito interessante por ser um artigo relatando um ensaio pré-clinico em primatas (Rhesus macaques), e tratar-se de um modelo de HIV (human immudeficiency virus) - SIDA em português. É claro que neste experimental de primatas tenta-se tratar os animais com a variante símia (SIV).
    Outro factor interessante no artigo é o uso de uma estratégia de vacinação onde se utilizam dois vectores virais de origens distintas expressando os mesmo antigénios (SIV gag e pol) e HIV (Env e Nef). O uso de dois vectores distintos sequêncialmente chama-se prime-boost. O objectivo é evitar a neutralização do vector viral modificando a sua origem mantendo em comum o antigénio de interesse. Assim sendo o vector inicial é o virus Vaccinia e depois o vector seguinte é o virus Ankara.
    Os autores testam o ligando de Toll-like receptor9 (Desoxiribonucleotideos CpG) e o uso de Flt3 ligand para potenciar os efeitos da estratégia de prime-boost. Os autores descrevem que a vacina assim utilizada induz uma elevada mobilização de células dendriticas (células apresentadoras de antigénios profissionais do sistema imunológico) e em estado maturo de diferenciação. Como resultados os autores mostram que no grupo de animais tratado com Flt3L e CpG, o número de linfócitos T CD8 especificos do antigénio Gag do SIV é superior a todos os outros grupos animais testados, e que em termos clinicos a vacina tem efeitos profiláticos na protecção dos animais contra um infecção mucosal por via rectal com o virus SIV.
    Os dados apresentados são extremamente encorajadores para o uso desta estratégia prime-boost com CpG e Flt3L em estudos pré-clinicos em humanos.
    Dêem uma olhada e deixem os vossos comentários...
    25 min
  • Edição #10: Efeitos na apresentação de antigénios via MHC classe II pelas celulas dendriticas maturas in vivo
    Olá, Viva.
    Décima edição do podcast "Journal Club
    Imunoterapia tumoral".
    Apresento-vos o artigo Dendritic cell preactivation
    impairs MHC class II presentation of vaccines and endogenous viral
    antigens Young et al 2007 PNAS 104: 17753
    Este artigo demonstra que células dendriticas no seu estado
    maturo in vivo
    são incapazes de induzir respostas imunológicas
    específicas de um antigénio, e sobretudo que a
    razão que justifica este comportamento é a
    ausência de sintese das moléculas alpha e beta do
    heterodimero MHC classe II após
    maturação. Os autores observam que mesmo
    após maturação, as células
    continuam a apresentar capacidade de endocitose e capacidade de
    degradar antigénios solúveis e
    antigénios endogenos à célula
    dendritica, tais como antigénios virais.
    As células
    dendriticas são células fundamentais no
    desenvolvimento de respostas imunológicas in vivo sobretudo
    pela sua capacidade de induzirem a activação de
    linfócitos T naive.
    Para induzir a maturação das células
    dendriticas in vivo, os autores injectam CpG 1668 em ratinhos, o que
    gera uma maturação generalizada das
    células dendriticas encontradas no baço destes
    ratinhos. Semelhante fenómeno pode ser encontrado em
    condições de choque séptico ou em
    situações de infecções
    parasiticas como por exemplo a malária.
    O CpG são moléculas de ADN lineares ricas em
    sequências de nucleotideos citosina e guanina e que tem a
    propriedade de induzir fortes respostas imunológicas. Tal
    acontece porque existem nas células do sistema
    imunológico receptores que se ligam a este tipo de
    moléculas muito comuns em agentes infecciosos: os receptores
    Toll-like.  Estes receptores Toll-like são
    vários e reconhecem cada um deles um tipo
    específico de moléculas, eg TLR9 reconhece CpG,
    TLR4 reconhece LPS, TLR3 reconhece Poly I:C. Para mais
    informações deem uma olhada no link seguinte do wikipedia.
    Embora in vitro
    existam vários estudos sobre os aspectos funcionais das
    células dendriticas, estudos in vivo são
    raros. Este estudo é por isso valioso para
    reforçar o nosso conhecimento dos processos
    imunológicos.
    Um abraço e até breve.
    Pedro
    24 min
  • Edição #9: O equilibrio entre o sistema imune o crescimento tumoral desvendado.
    Olá Malta
    Último podcast antes da chegada do Natal. Para terminar este
    semestre de actividade do "journal club" decidi apresentar-vos um
    artigo de referência do grupo de Robert
    Schreiber onde é descrita a fase de equilibrio
    ténue entre o sistema imunológico e o
    desenvolvimento tumoral.
    No artigo recentemente publicado no jornal Nature, Koebel
    e colaboradores desenvolvem um modelo de desenvolvimento
    tumoral tirando partida da actividade tumorigénica do
    3'-methilcolanthrene, um produto químico estremamente
    perigoso e carcinogénico entrado no fumo do tabaco.
    Após uma simples aplicacao em duas estirpes de ratinhos e
    removendo do estudo todos os ratinhos que apresentaram crescimento de
    tumores durante um periodo superior a 200 dias, os autores
    seleccionaram os ratinhos onde se detectavam pequenas massas tumorais
    palpaveis que nao proliferavam - os ratinhos apresentavam tumores em
    estado de "letargia".
    Estes ratinhos com tumores latargicos ou dormentes foram posteriormente
    tratados com anticorpos que os tornava imunodeficientes (tratamento
    contra linfócitos CD4 e CD8, ou tratamento
    anti-interferão gamma ou anti-IL-12) para o sistema
    imunológico adaptativo, e observaram que os tumores
    até então dormentes se tornaram activos e os
    ratinhos não consigam controlar os tumores em plena
    expansao.  Portanto, estes ratinhos mantinham os tumores
    estáveis devido ao seu sistema imunológico, que
    uma vez aniquilado, estes tumores tornavam-se letais.
    Os autores demonstram que estes tumores que surgem apartir de massas
    tumorais dormentes sao estremamente tumorigenicos e pouco
    imunogénicos (incapazes de estimular o sistema
    imunológico), uma vez que estes tumores foram
    progressivamente seleccionados pelo sistema imunologico. Por outras
    palavras, progressivamente são eliminadas as variantes
    tumorais que sao possiveis de ser reconhecidas pelo sistema
    imunológico, restando variantes que não
    são reconhecidas e portanto escapam ao controlo.
    Embora as evidencias moleculares não sejam mostradas no
    artigo, este trabalho é importante para a
    complementação da teoria dos 3 És:
    eliminacao, equilibrio e escape desenvolvida por este grupo e que
    explica o desenvolvimento tumoral num individuo imunologicamente
    competente.
    Um forte abraço e espero os vossos comentários.
    Pedro
    19 min
  • Edição#8: Flexibilidade do CDR3 do TCR comprovada por cristalografia. Implicações no reconhecimento antigénico pelos linfócitos T.
    Olá malta!
    Neste oitava edição do Podcast Imunoterapia
    Tumoral apresento-vos o artigo de Gakamsky
    et al, publicado recentemente no jornal PNAS vol 104: 16639
    de 2007.
    Este artigo vem pela primeira vez corroborar com dados de
    biofísica os dados apresentadas por vários
    trabalhos baseados em cristalografia do complexo TCR/peptideo-MHC, e
    onde é sugerida
    de o domínio do CDR3 é capaz de uma certa
    mobilidade e capacidade de adaptar-se ("fiting") à
    superfície tri-dimensional do complexo
    peptídeo-MHC.
    Para relembrar: o TCR é o receptor da célula T,
    que reconhece peptídeos (oligopeptideos) apresentados pela
    molecula Major de Histocompatibilidade (MHC). As células T
    são de dois tipos: CD4 ou CD8, sendo as células T
    CD4, apresentando o co-receptor CD4 e reconhecendo peptides
    apresentados pelo moleculas MHC de classe II; e as células T
    CD8 apresentando o co-receptor CD8 e reconhecendo peptídeos
    apresentados pelas moleculas MHC classe I.
    No caso das respostas adaptativas, o reconhecimento de
    peptídeos apresentados por moléculas MHC pelas
    células apresentadoras de antigénios é
    fundamental para a modulação das respostas
    imunológicas (nomeadamente via células T CD4) e
    para a criação de respostas efectoras capazes de
    eliminar situações anómolas tais como
    infecções virais, parasitarias ou tumorais (via
    células T CD8).
    A variabilidade dos TCR é enorme (10^13),
    mas também enorme o número de
    sequências de amino ácidos apresentados pelas
    moléculas MHC. Por cristalografia sugeriu-se que o
    domínio CDR3 do TCR, que reconhece sobretudo o complexo
    peptideo-MHC tem flexibilidade, podendo-se adaptar em várias
    conformações, podendo assim cobrir mais
    sequencias peptideo-MHC doque se fosse rigido. Este artigo que
    apresento, mostra por estudos de FRET (Fluorescence Resonance Energy
    Transfer) que as energias envolvidas e a rapidez do processo
    é compativel com os estudos cristalográficos e
    abre assim uma nova maneira de interpretar o reconhecimento de
    peptideos pelo TCR.
    Espero pelos vossos comentários e sugestões...
    Pedro
    19 min
  • Edição #7: Eliminação de linfócitos anti-tumorais pelos linfócitos T
    Olá malta.
    Sejam bem-vindos a uma nova edição do podcast
    Journal Club Imunoterapia Tumoral.
    Nesta edição apresento-vos o artigo de Cao et al que foi recentemente
    publicado no jornal Immunity.
    Este artigo apresenta as primeiras evidências in vivo que as
    células T reguladoras induzem a supressão da
    resposta anti-tumoral por induzirem a morte celular de
    células efectoras anti-tumorais (células NK e
    células T CD8+) por uma via dependente das proteinas
    Granzima B e Perforina.
    Um artigo a ler sem dúvida.
    Um forte abraço.
    Pedro
    26 min
  • Edição #5 Bollard et al 2007 Blood 110: 2838
    Nova edição onde apresento-vos um artigo sobre um ensaio clinico de imunoterapia nao randomizado sobre linfomas EBV de Hodgkins e nao Hodgkins. Neste ensaio clinico celulas T CD8 são geradas in vitro contra um antigenio subdominante de EBV - LMP2, atraves do uso de células dendriticas e celulas B linfoblasticas autologas de pacientes com linfoma. As CTLs assim geradas foram transferidas adoptivamente nos pacientes em varias infusoes e resultaram segundo os autores em respostas clinicas completas, ou parciais e estabilizacao da doenca, oque neste tipo de cancros não é meritório. Eis portanto um artigo que apresenta dados que merecem ser utlizados como referencia demonstrando a eficacia e o potencial da imunoterapia no tratamento de tumores.
    21 min
  • Edicao #4 Peng et al 2007 Immunity 27:334
    Olá malta.
    Nesta edição apresento-vos um artigo onde as celulas T gamma delta provenientes de linfocitos infiltrantes de cancro da mama humano apresentam capacidade reguladora. Estas células apresentam a capacidade de inibir a proliferação de linfocitos e a função de células dentriticas maturas. Esta actividade reguladora pode ser revertida pela acção de ligandos de TLR8.
    Espero que gostem e deixem os vosso comentários.
    Um abraco
    Pedro
    25 min

About Journal Club Imunoterapia Tumoral

From the publisher's feed

Olá.