"Não cabe defender matas sem escutar e defender os povos das florestas. Não se pode querer proteger os oceanos sem ouvir e legitimar as vozes das populações costeiras. Não faz sentido falar em sustentabilidade urbana sem pensar na qualidade de vida das periferias. O debate ambiental exige, sobretudo, um olhar multidimensional à vida humana, repensando, sim, a supremacia antropocêntrica que temos exercido sobre a biosfera, mas também problematizando outras supremacias: branca, masculina e patriarcal, heterossexual, ocidental, urbana, industrial, capitalista."
No primeiro texto da coluna "Na Mata e No Concreto", Tatiana Abdalla faz um convite: repensar a sociedade enquanto compreendemos e repensamos quem somos, profunda e intimamente.