O destaque da edição de hoje, 22, foi, líderes da esquerda latino-americana divulgaram, ontem, uma carta aberta em que pedem para que o candidato Ciro Gomes (PDT) desista de sua candidatura em favor da eleição de Lula (PT). O documento foi assinado por políticos, juristas e intelectuais de diversos países da América Latina, entre eles Rafael Correa, ex-presidente do Equador, e Adolfo Pérez Esquivel, ativista de direitos humanos e ganhador do Nobel da Paz de 1980. O texto afirma que a renúncia do pedetista é essencial para deter o avanço político de Bolsonaro que, segundo os autores, é "um personagem imoral, um fanático alucinado sem princípios morais que deixou mais de 700 mil brasileiros e brasileiras morrerem sem fazer o menor esforço para salvá-los". O texto ainda indica que as eleições brasileiras deste ano representam uma disputa entre o fascismo e a democracia, representados pelo atual presidente e Lula, respectivamente.
Candidato ao Senado Federal e ex-ministro da Justiça, Sergio Moro (União Brasil) defendeu a candidatura de Ciro Gomes (PDT) à Presidência, após o PT iniciar uma campanha de voto útil para fortalecer o candidato petista, Lula. Em uma publicação em suas redes sociais, Moro disse que "a campanha de ataque ao Ciro Gomes é mais uma demonstração da natureza totalitária do PT". "Querem destruir todos que se opõem ao partido. Não sou eleitor do Ciro, mas fica o alerta", disse.
Em nota divulgada nesta quinta-feira, 22, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) fez um apelo para que eleitores votem em favor da democracia. Sem citar diretamente nenhum candidato, o político defende pautas do projeto político de Lula, incentivando que o eleitorado faça o mesmo. "Peço aos eleitores que votem no dia 2 de outubro em quem tem compromisso com o combate à pobreza e à desigualdade, defende direitos iguais para todos independentemente da raça, gênero e orientação sexual, se orgulha da diversidade cultural da nação brasileira, valoriza a educação e a ciência e está empenhado na preservação de nosso patrimônio ambiental, no fortalecimento das instituições que asseguram nossas liberdades e no restabelecimento do papel histórico do Brasil no cenário internacional."