Se por um lado oficialmente o ministério da Educação está sem ninguém na posição de ministro há uma semana, por outro, o extra-oficial, o da realidade fática das coisas, a pasta sem rumo há muito mais tempo que sete dias. Ainda que possa soar como brincadeira, não é tão equivocada a classificação de “ministro da deseducação” que recaiu sobre o último a deixar o posto pelas mais diversas razões, de erros de ortografia a comportamentos rudes. A intenção é clara: descontruir, desgovernar e passar o tempo, enquanto se atende exclusivamente aos descarados lobbies que, em um circulo vicioso, sustentam os desconstrutores. Por sua vez, o resultado também não se esconde: atmosfera propícia à inanição das atividades do Estado, como, por exemplo, na figura dos repasses a estados e municípios para a manutenção do ensino público e gratuito. Apresentado pelos cronistas Adriano Garcia e Claudio Porto, este #JCExpress conta com a participação da professora de Literatura em Língua Inglesa da Universidade Federal do Ceará e autora do blog feminista “Escreva Lola Escreva”, Lola Aronovich, em uma conversa sobre o que esperar (se ainda há o que esperar) do ministério da Educação no (des)governo e a respeito das formas de se organizar nas mídias sociais enquanto militância contra o processo avançado de desmonte.