Se tem uma característica indiscutível em torno do (des)governo do presidente Jair Bolsonaro é obscuridade de suas ideias. Das já apresentadas e das em “estudo”, não há uma proposta sequer que represente, definitivamente, um passo à frente no desenvolvimento social do povo brasileiro. Ao contrário, se acumulam os episódios em que, assustados(as), brasileiros(as) se perguntam se estão, mesmo, na chamada Pós-modernidade. Tanto o presidente da República como seus aliados de primeira hora, sem corar as bochechas, investem pesado em uma agenda de retrocessos que não dizem respeito exclusivamente a decisões de governo e não ficam restritos aos limites territoriais do Brasil: todos os dias são algumas marretadas nas pilastras que sustentam os marcos civilizatórios do mundo. Para impedir que isso corra solto, dentre outras áreas, estão as artes, que, em suas mais diversas manifestações e apesar de atacadas, retratam os perigos de embarcar na desses “caras do momento”. Apresentado pelos cronistas Adriano Garcia e Claudio Porto, este #JCExpress joga luz no tema com a participação de Dorberto Carvalho, presidente do Sindicato dos Artistas e Técnicos de Arte de São Paulo.