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As cores da bandeira brasileira não têm relação nenhuma com a palavra Brasil no sentido etimológico. Brasil vem de pau-brasil, árvore abundante da flora brasileira quando se iniciou a ocupação europeia no continente americano. Do urucum usado pelos indígenas, passando pelo sangue derramado da opressão sofrida, da colonização e da escravidão, a terra vermelhada, chamada de terra roxa, uma terra fértil, e os finais de tarde em que o sol se despede para dar lugar à noite. E essa sucessão de processos somos hoje um celeiro da mistura mais dantesca de contrastes sociais, avanços tecnológicos e o país com o genoma humano mais diverso do mundo. Mas ainda acho que de todas as cores o vermelho falta muito.
Bem-vindo ao episódio número 71 de Domingo à noite.
Vamos começar a semana botando o tédio pra fora.
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Com a sucessão na igreja católica, ficou uma pergunta que muitas pessoas fazem por curiosidade. Somos que um dia iremos encerrar a nossa jornada, mas não sabemos quando, e isso faz com que ativemos em nós aquela ideia mágica do Carpe Diem, aproveite o dia. Se não é possível saber quanto tempo iremos ficar por aqui, que aproveitemos ao máximo a nossa passagem, pois segundo o poeta sobre o amor, que seja eterno enquanto dure. E termos essa visão de que o erro não nos limita, e sim o temor a ele, e é através da tentativa do erro que podemos descobrir os atalhos que nos levem a grandes feitos que carimbem a nossa jornada e a jornada de quem está ao nosso redor. Seja mais rápido que o ponteiro do relógio, faça acontecer e transforme a sua história.
Bem-vindo ao episódio número 70 de Domingo à noite.
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Eu muito lembro aquela música da Elis Regina, Como Nossos Pais, que fala muito sobre essa questão de que as coisas vão se repetindo geração a geração, e é uma coisa que não muda, mesmo por mais que nós, quando jovens, somos um pouco transgressores, a presença das pessoas, muitas vezes a gente acaba, depois de um tempo, com a maturidade, quando nós, naturalmente, as pessoas acabam se tornando um pouco mais conservadoras em seus pensamentos, de muitas vezes até da razão, dos conselhos que os pais e as mães passavam para a gente quando éramos mais jovens, e a gente ignorava solenemente. Eu vejo uns memes na internet do pessoal, que falam assim, eu não tenho dinheiro para comprar presente para o Dia das Mães, eu vou fazer uma apresentação para a minha mãe com aquela música da regravação da Adriana Calcanhoto, que regravou a música do Claudinho Buchecha. Mas, às vezes, só um oi, dizer assim, feliz Dia das Mães, mãe, já basta. Então, gente, só para terminar, eu vejo essas datas de Dia das Mães e Dia dos Pais, vejam com um olho muito maior do que o olho comercial do capitalismo. Vejam o Dia das Mães e o Dia dos Pais, o Dia dos Avós e o Dia dos Irmãos como dias em que a gente possa lembrar da presença daquelas pessoas que estiveram muito próximas da sua vida desde o seu nascimento, desde a sua infância, quem te concebeu, quem te criou, quem te... porque aí já amplia o leque, não deixa de ser apenas a mãe que deu à luz e também as mães que adotaram os seus filhos, adotaram crianças e adolescentes para conduzi-los a um mundo melhor e que esse dia seja um dia que não precisa você dar um presente, basta você estar presente.
Bem-vindo ao episódio número 69 de Domingo à noite.
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E isso faz com que a gente perca o controle, porque você quer a todo instante reproduzir aquilo que te fez bem, ou no quadrante oposto, é se você quiser evitar ao máximo algo que te faça mal. Então, muitas vezes a gente acaba pecando muito pelo excesso e pela escassez. Então a gente precisa ter, e não é algo que é o equilíbrio, o equilíbrio não é aquele equilíbrio perfeito, por assim dizer, é um equilíbrio dinâmico, existem momentos que a gente vai ir além e existem momentos que a gente vai nos poupar. Então viver de forma equilibrada é algo que vai fazer muito bem pra nós mesmos. E isso não significa que, como eu havia dito agora há pouco, de que esse equilíbrio ele vai ser possível o tempo todo.
Bem-vindo ao episódio número 68 de Domingo à noite.
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E muitas vezes a gente precisa fazer algo que busque sair desse vespeiro. Talvez esse seja um grande problema que nós estamos vivendo hoje em dia. Nós somos seres pensantes, os seres humanos são seres pensantes instintivamente, instintivamente o tempo todo nós estamos pensando, seja algo que nós lembramos de alguma coisa do nosso passado, seja alguma coisa que suscitou de dúvida, seja uma observação de algo que aconteceu em nossas vidas. Mas, deixar fluir talvez seja uma forma da gente ter a nossa vida com mais leveza. Mas, como eu já disse há um tempo atrás, tem coisas que você tem que deixar fluir, porque isso vai fazer muito bem pra nós, pra vida da gente, pra quando a gente se sentir mais calmo, mais leve, mais disposto a agir, porque com esse bombardeio de tantas coisas ruins à nossa volta, esse bombardeio nos paralisa, e paralisa até para as coisas que são corriqueiras de nossas vidas, como cuidar de nós, da nossa saúde, do nosso bem-estar, o nosso trabalho, o nosso desenvolvimento pessoal, social, o nosso desenvolvimento profissional.
Bem-vindo ao episódio número 67 de Domingo à noite.
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Eu estava vendo um podcast falando sobre a questão do chocolate, porque hoje o ovo de Páscoa está cada vez mais caro. E assim, a gente sabe que essa questão do ovo, do coelho, eles sempre são sinais de fertilidade, de uma simbologia que até mesmo antes das tradições cristãs se tem essa relação do ovo com a fertilidade do ovo, do coelho também com a fertilidade, porque tem prólis muito longas e muito frequentes, e talvez essa questão toda comercial que acaba fazendo com que essas datas que tem uma simbologia religiosa muito grande, perca-se um pouco o sentido, deixou de ser uma questão de uma homenagem a um fato simbólico para os rios cristãos, que é a paixão e ressurreição de Jesus Cristo, e passou a ser uma mera troca de presentes, passou a ser um mero feriado, e aí esse ponto, inclusive para quem não é da religião, também tem uma simbologia, simbologia do silêncio, simbologia do respeito, simbologia das outras crenças, que é algo que hoje em dia, dada uma condição extremamente competitiva e que faz com que as pessoas se coloquem numa rota de colisão entre si, que está se tornando um terreno hostil, um terreno que tem um risco muito grande de ser um ambiente destrutivo, e aí a gente acaba entendendo o porquê que muitas dessas coisas se perdem, e aí também acaba tendo um outro ponto, que é nos momentos mais críticos em que há a carência, é que acaba se entendendo, se resgatando um pouco o sentido das coisas. Um beijo carinhoso a todos os meus amigos e amigas LGBTs. São períodos difíceis, sobretudo em relação às mulheres e homens trans que estão sofrendo ataques sistemáticos da extrema luta. Viraram o alvo desses grupos, o que aconteceu em relação à documentação da Erika Hilton e da Salabéia, um julgamento que foi feito na Suprema Corte Inglesa, e o que acontece e a decisão do Instituto Regional de Medicina de impedir que o tratamento hormonal de retardar, de bloquear os hormônios fosse colocado adiante, só para maiores de 18 anos terem essa permissão.
Bem-vindo ao episódio número 66 de Domingo à noite.
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E assim, aconteceu tantas coisas aí, um tarifaço, não sei lá das quantas, né? E, assim, a gente sabe que o mundo tem as incertezas, né? E esse ponto que eu estou levantando aqui em relação à harmonia, tem uma razão de ser, né? E quando a gente fala de urgente ou importante, eu estou colocando isso por um aspecto amplo, que é a questão da política, mas vamos falar sobre aspectos práticos da nossa vida cotidiana. Quem tem filhos, a saúde dos nossos filhos, caso você tenha filhos, se o filho seu ou sua filha ficarem doentes, aquilo se torna algo urgente ou importante, que até decisões de trabalho precisariam ser postergadas, porque não teria condições de você tomar decisões se a sua mente não está ali.
Bem-vindo ao episódio número 65 de Domingo à noite.
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E isso é possível de uma forma bem exata, porque o ano, ele tem uma característica, assim como as horas, de ser contabilizado em dúzias, e não em dezenas, como é o nosso sistema de numeração decimal. E o sistema decimal, ele tem um pequeno problema de contagem, por causa que ele não se dá bem com terças partes, com uma sexta parte, etc. E aí você vai falar assim, nossa, que coisa absurda para se falar de um episódio, e o que isso tem de filosófico nisso? É que existem certas situações que a gente está se comportando como um sistema decimal, e na verdade, ali, aquele ambiente é um ambiente de dúzias. Então a gente não precisa efetivamente ser maleável, em alguns pontos até pode ser maleável, mas não é obrigatório você ser assim, porque a gente também não pode nos podar para poder se adaptar a um ambiente.
Bem-vindo ao episódio número 64 de Domingo à noite.
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Mas nós, desde os tempos mais remotos, temos o nosso instinto de sobrevivência. E esse instinto de sobrevivência se resume naquele ditado da Farinha pouca, o meu pirão primeiro. E entende-se que existem grupos que hoje estão no poder em alguns países do mundo, inclusive em países importantes como os Estados Unidos, que têm o entendimento de que a Farinha pouca do universo, do mundo, por conta do aquecimento global, por conta das mudanças climáticas, por conta da desigualdade social extrema no nosso mundo, das guerras, dos conflitos armados. E é com base nessas pessoas, inclusive pessoas que estão insatisfeitas, porque acreditavam piamente no sonho de riqueza e liberdade, que esse modelo de capital não vai oferecer, jamais. E nesse finalzinho de mês, esse pensamento que eu estou colocando hoje, nesse domingo à noite, é para vocês entenderem e que eu faço um apelo.
Bem-vindo ao episódio número 63 de Domingo à noite.
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Muitas vezes, lembranças boas ou ruins que temos na vida deixam marcas e detalhes que despertam gatilhos em nós. Só de ver algo, uma série de lembranças e sensações são desencadeadas, podendo resultar em uma manifestação ou sensação ruim. Na psicologia, isso é chamado de gatilhos, que não apenas causam sofrimento, mas também alegria. Por exemplo, a raiz dos vícios está em tentar reproduzir a sensação prazerosa da primeira vez, levando à busca constante por mais intensidade para alcançar esse nirvana, o que nos afunda em um vício. Com o tempo, percebemos nossa dependência, e aquela sensação prazerosa se torna um sofrimento. Uma solução pode não ser fugir, mas ressignificar essas experiências, pois algumas coisas continuam presentes e cedo ou tarde reaparecem em nossas vidas. Precisamos encarar essas situações sem fuga, repulsa, raiva ou rancor. Também é necessário ressignificar nossas relações humanas e as coisas ao nosso redor, pois elas estão cada vez mais efêmeras e breves. Aquele momento vivido, seja uma experiência amorosa, de trabalho ou de vida, precisa ser ressignificadas para enfrentarmos melhor nossas realidades.
Bem-vindo ao episódio número 62 de Domingo à noite.
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