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Anita Gomes trabalhava com cinema. Ao acaso começou a frequentar rodas de mulheres. Para conversar, trocar. Ela não fazia ideia, mas isso mudou completamente a sua rota. No mês passado, até escola ela criou, a escola do feminino. Nesta conversa em que falamos a valer, Anita contou sobre a força escondida em cada uma de nós. Força para criar, para ser e sobre a necessidade de termos um modelo (de gestão, de negócio) alinhado com quem somos, respeitando a nossa intuição, jeito de ver e perceber as coisas e, principalmente, nossos limites. Também falamos brevemente também sobre agrojardim, porque descobri que Anita tem um no quintal. Mas isso, entendi, pode ser assunto para outro encontro.
Neste episódio, conversei com a Fernanda Ávila, uma das criadoras do clube de livros Amora, que oferece as assinantes uma curadoria, mensal, de livros escritos por mulheres contemporâneas. Mas por que devemos ler mulheres? Foi essa a pergunta que norteou o bate-papo e que também trouxe à tona questões sobre o papel da escrita nas nossas vidas e se podemos, tendo livros publicados ou não, nos considerarmos escritoras.
Heloisa Rocha ou Helô Rocha tem um perfil de sucesso no Instagram, chamado Manufaturah. Nele, ela compartilha sua paixão pelo bordado, pelo crochê e por tantos outros fazeres manuais. Paixão que foi descoberta há pouco tempo, após o convite de uma amiga para crochetarem juntas. Helô, que nunca quis sequer aprender a cozinhar, e não fazia ideia de como usar as agulhas resgatou nas linhas algo que nem ela sabia que a habitava: uma força enorme. Do feminino, de uma roda de mulheres juntas, de um saber ancestral. Nesta conversa, falamos sobre essa profundidade que pode vir à tona quando resgatamos o fazer manual e o que isso tem a ver com a criatividade.
A historiadora Camila Lovisaro descobriu na joalheria artesanal sua forma de expressão no mundo. Sua marca, que leva seu nome, traz peças delicadas, que contam histórias e não se rendem aos modismos momentâneos. Neste bate papo ela conta como lida com a intuição, o tempo das coisas (porque nem sempre uma coleção é um sucesso de cara) e o afeto no criar. Uma bonita lição sobre aquilo que todas compartilhamos também no nosso processo de criação do texto.
A ilustradora Tici Pinzon compartilha nesta conversa, generosamente, seu processo de criar ilustrações. Ela desenha lindas e delicadas bonecas, um resgate da criança interior. Nas linhas, ela encontra também um lugar para organizar os sentimentos e perceber sua força.
Criança gosta de ler notícias. Essa foi a descoberta das colegas Cinthia Behr, diretora de arte, e Maria Clara Cabral, jornalista. Ambas são mães e tinham o desejo de ver seus filhos se tornarem leitores de notícias. Ler, afinal, nos ajuda a desenvolver uma mente mais crítica, a pensar e a chegar as próprias conclusões. Foi assim que nasceu a Qualé, uma revista (física, em papel) para crianças e jovens que aborda conflitos, economia e as transformações sociais. Tudo com uma linguagem inteligente e adequada para a faixa etária. Se o negócio deu certo? É isso que elas contam: como saíram de uma ideia para ter, atualmente, milhares de assinantes. Parte deste segredo é a construção da narrativa. Mas para saber isso, você precisa ouvir.
A gaúcha Ana Goelzer organiza o TEDx Laçador (o TEDx de Porto Alegre) há mais de uma década. Nessa experiência, aprendeu algo valioso: como buscar em cada pessoa o melhor que cada um tem para compartilhar com o mundo. Nesta conversa, ela conta como é preciso alinhar ideias e peneira-las para buscar o que é realmente essencial – para si e para o outro.
Quando a jornalista Camila Balthazar decidiu parar de tingir os cabelos, no início da pandemia, não imaginou que isso a transformaria tanto. Deixar a mostra seus fios brancos não apenas a fez repensar sobre suas escolhas -- que também são as nossas -- como a fez escrever um livro autobiográfico, baseado em uma excelente reportagem, chamado Sem tinta. Nesta conversa, Camila conta sobre suas descobertas ao longo dos meses em que viu nascer não apenas fios brancos, mas a si mesma.
Luciana de Gnone se tornou escritora. De gestora decidiu mudar de carreira a partir da paixão pelos livros policiais. Se embrenhou pela literatura e transformou isso em um negócio, mas sem perder o olhar de uma boa construção narrativa. Seus romances policiais, publicados pela plataforma de auto publicação da Amazon, KDP, é sucesso de vendas. Nesta conversa ela conta como transformar a paixão por escrever em um negócio rentável.
Olhar para a nossa fragilidade e se transformar. É possível fazer isso pela escrita. Quem me contou foi a psicóloga Erika Pallottino, uma das fundadoras do Instituto Entrelaços que ajuda as pessoas a lidarem com seus lutos diversos: a morte em si, uma separação, uma mudança de país, uma demissão. A escrita é uma ferramenta para que a gente com as nossas diversas perdas ao longo da vida e também com situações de mudanças internas como o envelhecimento, a descoberta de uma doença... Uma conversa bonita demais sobre como a palavra pode abrir portas dentro da gente e ajudar em nossas travessias.
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