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Olá,
bem-vindos.
Se a semana passada era tudo para ler, esta semana apetece-me mesmo escrever: tudo para ouvir porque não sei exactamente o que acrescentar.
No áudio falo sobre limpeza. A metáfora das limpezas de Primavera para falar de uma limpeza maior que está por fazer.
Eu não sei se vão gostar do texto desta semana, mas sei que é preciso falar sobre isto, porque é necessário ultrapassarmos dogmas que há muito nos limitam. Somos preconceituosos em relação ao desconhecido e temos dificuldade em aceitar coisas novas, diferentes do que conhecemos. O ser humano é avesso à mudança, isso já sabemos, mas é sobretudo avesso a mudar aquilo que exige alterar padrões, atitudes e comportamentos. Piora um pouco se também for necessário alterar a forma como pensamos. Dá muito trabalho lutarmos contra nós próprios, num processo de auto-crítica construtiva que nos faz auto-observar a cada instante, para ir corrigindo aquilo que percebemos que deve ser alterado. O ‘problema’ começa exactamente nessa percepção do que precisa mudar, porque não fazemos essa auto-avaliação, não combinamos um olhar introspectivo com o escrutínio dos outros, defendemo-nos de forma veemente do que o outro nos aponta, como se o mundo se baseasse numa perspctiva única, como se apenas nós estivéssemos certos e como se, a partir de cada subtil apontamento do outro em relação a nós, não pudessemos retirar algo de útil.
Poderia ficar por aqui porque já é um belo food for though (cof, cof, modéstia à parte) mas ainda vou acrescentar que, tal como não podemos ter vergonha de procurar ajuda através de psicoterapia (psicólogo, ring a bell?), também precisamos (precisar é mesmo o verbo) aceitar que há uma componente da nossa vida sobre a qual nunca nos ensinaram a reflectir e sobre a qual ainda menos nos ensinar a falar ou aceitar: a espiritualidade. Se podemos (e devemos, diria mesmo) ser religiosos, porque razão é tão esotérica a espiritualidade, tão associada a vodu e banha da cobra? A religião baseia-se em crenças que nos são propostas através de histórias. Há pouco de factual e ainda menos cientificidade na proposta de qualquer religião. Acreditamos ou respeitamos. Porque razão desprezamos uma explicação da vida baseada numa procura de respostas para o que não compreendemos, para o sentido da vida (andamos cá por alguma razão, certo?…) e uma maior conexão com connosco, o que me leva ao início da conversa, certo?
Bom fim de semana e experimentem desligar das redes sociais. Garanto que começam a semana de forma mais leve. Chama-se #offline48 e é a experiência global mais fixe dos últimos tempos!
💋💋💋
Paula
By Paula CordeiroOlá,
bem-vindos.
Se a semana passada era tudo para ler, esta semana apetece-me mesmo escrever: tudo para ouvir porque não sei exactamente o que acrescentar.
No áudio falo sobre limpeza. A metáfora das limpezas de Primavera para falar de uma limpeza maior que está por fazer.
Eu não sei se vão gostar do texto desta semana, mas sei que é preciso falar sobre isto, porque é necessário ultrapassarmos dogmas que há muito nos limitam. Somos preconceituosos em relação ao desconhecido e temos dificuldade em aceitar coisas novas, diferentes do que conhecemos. O ser humano é avesso à mudança, isso já sabemos, mas é sobretudo avesso a mudar aquilo que exige alterar padrões, atitudes e comportamentos. Piora um pouco se também for necessário alterar a forma como pensamos. Dá muito trabalho lutarmos contra nós próprios, num processo de auto-crítica construtiva que nos faz auto-observar a cada instante, para ir corrigindo aquilo que percebemos que deve ser alterado. O ‘problema’ começa exactamente nessa percepção do que precisa mudar, porque não fazemos essa auto-avaliação, não combinamos um olhar introspectivo com o escrutínio dos outros, defendemo-nos de forma veemente do que o outro nos aponta, como se o mundo se baseasse numa perspctiva única, como se apenas nós estivéssemos certos e como se, a partir de cada subtil apontamento do outro em relação a nós, não pudessemos retirar algo de útil.
Poderia ficar por aqui porque já é um belo food for though (cof, cof, modéstia à parte) mas ainda vou acrescentar que, tal como não podemos ter vergonha de procurar ajuda através de psicoterapia (psicólogo, ring a bell?), também precisamos (precisar é mesmo o verbo) aceitar que há uma componente da nossa vida sobre a qual nunca nos ensinaram a reflectir e sobre a qual ainda menos nos ensinar a falar ou aceitar: a espiritualidade. Se podemos (e devemos, diria mesmo) ser religiosos, porque razão é tão esotérica a espiritualidade, tão associada a vodu e banha da cobra? A religião baseia-se em crenças que nos são propostas através de histórias. Há pouco de factual e ainda menos cientificidade na proposta de qualquer religião. Acreditamos ou respeitamos. Porque razão desprezamos uma explicação da vida baseada numa procura de respostas para o que não compreendemos, para o sentido da vida (andamos cá por alguma razão, certo?…) e uma maior conexão com connosco, o que me leva ao início da conversa, certo?
Bom fim de semana e experimentem desligar das redes sociais. Garanto que começam a semana de forma mais leve. Chama-se #offline48 e é a experiência global mais fixe dos últimos tempos!
💋💋💋
Paula