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Autor Pepetela ressalta importância do contato com raízes do Brasil por meio do romance.
Pepetela é o pseudônimo do angolano Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos e significa pestana em uma das línguas africanas de Angola. Ele é o autor de “Mayombe”, obra que passa a integrar o conjunto de leituras obrigatórias para os candidatos ao vestibular da Fuvest.
A iniciativa de incluir obras de autores africanos, de língua portuguesa, atende à expectativa de que os jovens brasileiros conheçam a história e a cultura do continente e responde à Lei 10639/03, que torna obrigatório o ensino de história e cultura africanas nas escolas. Outra obra, Terra Sonâmbula do moçambicano Mia Couto, também foi escolhida para o vestibular da Unicamp.
“A juventude do Brasil, por meio da literatura, passa a ter contato com nosso continente, particularmente essas regiões que enviaram tanta gente para aí e, nesse sentido, vai compreender melhor problemas que talvez ainda existam no Brasil”, afirma Pepetela.
A obra, escrita entre 1970 e 1971, quando Pepetela participava da guerra pela libertação de seu país, permite refletir a África de ontem e de hoje. “Mayombe” mergulha fundo na organização dos combatentes do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), contra o domínio português, e traz à tona suas dúvidas, contradições, medos e convicções. Na trama, os bravos guerrilheiros lutam no interior da densa floresta tropical de Mayombe, na província de Cabinda, e confrontam-se não só com as tropas coloniais, mas com as diferenças culturais e sociais existentes entre os combatentes, que buscam superá-las por uma Angola unificada e livre.
No livro, Pepetela relata sua própria experiência, mas vai além, buscando compreender a motivação dos guerrilheiros para estarem naquela floresta, sofrendo o que sofreram.
Nascido em 29 de outubro de 1941, desde 1982 o autor se dedica somente à literatura, com uma obra de teor crítico em relação à história de Angola pós- independência. Pelo conjunto da obra, Pepetela recebeu, em 1997, o Prêmio Camões, considerado o mais importante prêmio concedido aos autores de língua portuguesa.
Créditos: as músicas utilizadas no áudio, por ordem de entrada, são “Dilaje”, com Urbano de Castro (de fundo, no início e final do podcast), “País Novo”, com Matias Damásio, “Mwangolé”, com David Zé, “Monagambé”, com Rui Mingas.
By Instituto ClaroAutor Pepetela ressalta importância do contato com raízes do Brasil por meio do romance.
Pepetela é o pseudônimo do angolano Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos e significa pestana em uma das línguas africanas de Angola. Ele é o autor de “Mayombe”, obra que passa a integrar o conjunto de leituras obrigatórias para os candidatos ao vestibular da Fuvest.
A iniciativa de incluir obras de autores africanos, de língua portuguesa, atende à expectativa de que os jovens brasileiros conheçam a história e a cultura do continente e responde à Lei 10639/03, que torna obrigatório o ensino de história e cultura africanas nas escolas. Outra obra, Terra Sonâmbula do moçambicano Mia Couto, também foi escolhida para o vestibular da Unicamp.
“A juventude do Brasil, por meio da literatura, passa a ter contato com nosso continente, particularmente essas regiões que enviaram tanta gente para aí e, nesse sentido, vai compreender melhor problemas que talvez ainda existam no Brasil”, afirma Pepetela.
A obra, escrita entre 1970 e 1971, quando Pepetela participava da guerra pela libertação de seu país, permite refletir a África de ontem e de hoje. “Mayombe” mergulha fundo na organização dos combatentes do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), contra o domínio português, e traz à tona suas dúvidas, contradições, medos e convicções. Na trama, os bravos guerrilheiros lutam no interior da densa floresta tropical de Mayombe, na província de Cabinda, e confrontam-se não só com as tropas coloniais, mas com as diferenças culturais e sociais existentes entre os combatentes, que buscam superá-las por uma Angola unificada e livre.
No livro, Pepetela relata sua própria experiência, mas vai além, buscando compreender a motivação dos guerrilheiros para estarem naquela floresta, sofrendo o que sofreram.
Nascido em 29 de outubro de 1941, desde 1982 o autor se dedica somente à literatura, com uma obra de teor crítico em relação à história de Angola pós- independência. Pelo conjunto da obra, Pepetela recebeu, em 1997, o Prêmio Camões, considerado o mais importante prêmio concedido aos autores de língua portuguesa.
Créditos: as músicas utilizadas no áudio, por ordem de entrada, são “Dilaje”, com Urbano de Castro (de fundo, no início e final do podcast), “País Novo”, com Matias Damásio, “Mwangolé”, com David Zé, “Monagambé”, com Rui Mingas.