
Sign up to save your podcasts
Or


Autora do livro “Lute como uma professora negra” traz caminhos aos docentes
A professora de educação infantil da rede pública de São Paulo Josy Asca está lançando seu terceiro livro. Depois de dois títulos destinados à educação antirracista voltados ao público infantil, ela se dirige a colegas de profissão em “Lute como uma professora negra”.
“Para a gente falar de educação antirracista, a gente precisa entender um pouco do racismo, então eu trago
A motivação para o livro vem da própria vivência da escritora, já que teve de lidar com o racismo desde criança. “A minha infância na escola não foi das lembranças mais bonitas que eu poderia ter. Sofri muito
Educação antirracista
O livro “Lute como uma professora negra” traz, além da história da autoria, métodos para uma educação antirracista. No áudio, você acompanha cinco atividades e propostas que têm o objetivo de promover um ambiente mais igualitário na escola. “Nesse livro eu trago também algumas dicas de vivência em sala de aula que eu tive com
As cinco dicas que a professora e escritora compartilha na entrevista são:
1) Realização de assembleias com crianças a partir de três anos de idade;
2) Valorização da representatividade a partir de personalidades negras de diversas áreas;
3) Encenação de peças de teatro a partir de obras literárias escritas por pessoas negras;
4) Leitura de obras que têm protagonismo negro;
5) Promoção de eventos e festas com manifestações das culturas afro-brasileira e africana.
Para especialistas, animação conecta os
Na nova animação de “Divertida Mente”, Riley, que está com 13 anos, tem sua mente transformada em uma sala de controle em que são observadas ações importantes para a protagonista, como jogar hóquei e as relações com as amigas. A partir do que vive, a agora adolescente passa a
“O cinema, enquanto fusão de diferentes linguagens
Para Dunker, a primeira animação de “Divertida Mente”, lançada em 2015, já permitia que se estabelecesse um diálogo sobre emoções com as crianças. “Você tem a zona de controle, você tem os afetos disputando entre si quem é que manda, você tem representações imagéticas para cada um dos afetos. Isso tudo vai produzindo efeitos de reacomodação e de visualização, necessários para a gente poder tematizar melhor conflitos, experimentar melhor certas emoções e, principalmente, perceber como as emoções se produzem a partir de afetos, e elas são negociadas na forma de sentimentos sociais”, analisa.
O psicólogo e terapeuta de casais e de família Alexandre Coimbra Amaral concorda que “Divertida Mente” gera uma conexão entre adultos e crianças ou adolescentes. “Então a parte mais divertida, mais da ação, as crianças adoram; e tem essas surpresinhas que têm a ver com as neuroses adultas. O “Divertida Mente” oferece isso como um prato cheio, dando uma amostra muito fidedigna da complexidade do nosso funcionamento mental e emocional. É um desenho que abre portas para o diálogo”, defende.
O especialista traz dicas de como o adulto pode iniciar a conversa com a criança ou o adolescente. “Pode ser a partir de uma história que você viveu, como memória que o filme te lembrou, pode ser a partir da cena da personagem principal, perguntando se o filho ou filha se
Livro de Eça de Queiroz usa metalinguagem
“A Ilustre Casa de Ramires” está na lista de leituras obrigatórias para o vestibular da Fuvest 2025. De publicação póstuma, o romance lançado em 1900 é um dos livros de destaque da obra de Eça de Queiroz.
“No final da carreira, sem deixar de lado a sua convicção realista, ele combina um pouco desse realismo com uma dose de fantasia. E ‘A Ilustre Casa de Ramires’ é uma das obras que pertencem justamente a essa última fase dos romances do Eça de Queiroz”, explica o professor de literatura Eduardo Calbucci.
O livro traz um retrato da decadência da nobreza lusitana a partir de um contraponto entre os valores de um país monarquista e os acontecimentos a partir de meados do
Metalinguagem
Calbucci chama a atenção para o recurso da metalinguagem. Em “A Ilustre Casa de Ramires”, o protagonista está escrevendo um romance histórico, o que permite que a obra tenha como destaque o próprio ato da escrita.
“Em muitos momentos, a gente vai vendo o Gonçalo [protagonista da história] escrever, e cada vez que ele escreve o Eça coloca o texto, e a gente vai tendo essas pontes entre o século XIX e o século XIII. Então, o romance faz essa problematização histórica, e a gente tem, do ponto de vista discursivo, essa complexidade de
Obra de Caio Fernando Abreu oscila entre o sofrimento e a esperança de viver em uma sociedade de preconceitos
“Morangos mofados” está na lista de leituras obrigatórias da Unicamp 2025. O livro de contos de Caio Fernando Abreu (1948-1996) foi publicado em 1982 e é marcado pelo período de início de reabertura política durante a ditadura civil-militar no Brasil (1964-1985). Os textos tratam do combate à repressão e têm como pano de fundo relações afetivas.
“Caio foi uma grande voz da literatura da
Dos 18 textos de “Morangos mofados”, o vestibular da Unicamp escolheu seis: “Diálogo, “Além do Ponto”, “Terça-feira Gorda”, “Pera, uva ou maçã?”, “O dia em que Júpiter encontrou Saturno” e “Aqueles dois”. Os três primeiros fazem parte do segmento “O Mofo”. Os outros três integram a divisão chamada de “Os Morangos”.
“E eu acho muito interessante que o leitor tenha em mente essa divisão e essa estrutura para poder começar a leitura dos contos. A primeira parte, por exemplo, se chama “O mofo” e apresenta uma perspectiva um pouco mais pessimista, um pouco mais desencantada, envolvendo
Contracultura
Para dar conta da dualidade entre desejos e movimentos repressivos, a linguagem de Caio Fernando Abreu remete a jovens que se identificavam com a contracultura como forma de se contrapor ao pensamento repressor.
“Eles não se adequavam, evidentemente, à sociedade militarizada da ditadura, mas também não aderiam completamente à luta política mais tradicional da linha partidária que se verificava no Brasil. O Caio é ligado ideologicamente a essa corrente da contracultura, portanto a essa visão um pouco mais cética e que via com desilusão o cenário político, no qual não encontrava perspectivas muito amplas de expressão e de manifestação de pensamento”, conclui.
“A Cerimônia do Adeus” também permite refletir
O espetáculo “Fernanda Montenegro lê Simone de Beauvoir” é baseado no livro “A Cerimônia do Adeus”, da escritora Simone de Beauvoir. Considerado um dos textos mais relevantes de sua obra, traz a relação da filósofa e
“Uma filósofa, uma pensadora existencialista,
Na entrevista, a pesquisadora analisa como as reflexões sobre velhice, morte e relacionamento estão presentes no livro. “A relação da Simone de Beauvoir e do Sartre, nessa sociedade que a gente vive, fundamentalmente patriarcal, machista, misógina, continua sendo uma exceção, porque não se trata simplesmente de ser um casamento aberto, como hoje em dia a gente diz, é muito mais que isso. É uma parceria de vida enorme, de produção”, analisa.
Sartre e Beauvoir conviveram por cinco décadas desde que se conheceram em Paris em 1929. Nos diálogos entre eles, mais do que liberdade, há o estímulo à libertação. “A liberdade sempre se realiza não como um ‘Vou fazer tudo o que eu quero’, mas sempre como um processo de libertação: menos um obstáculo no caminho, menos outro obstáculo no caminho, menos outro obstáculo no caminho. O grande legado da Simone Beauvoir, a vida e obra, ação, interferência no mundo é esse, exercício da liberdade como um processo de libertação”, conclui Johanson.
Crédito da imagem: domínio público
Tragédias como a do RS obrigam vítimas a migrarem para outras cidades
Entre as notícias referentes à catástrofe no Rio Grande do Sul, um termo começou a ser usado para se referir a uma parte da população da região. Milhares de gaúchos que perderam tudo com as enchentes têm sido chamados de “refugiados climáticos”. No entanto, para a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), essa denominação não é a mais adequada.
“Pelo ACNUR, refugiado é uma pessoa que foge de situações de violência, de violações dos direitos humanos, de conflito, e cruzam a fronteira. Deixam a proteção do seu país e fogem para outro país. Então, em contexto de desastres, a gente se refere mais a um termo de deslocamento por causa da mudança climática por causa dos desastres”, esclarece o representante do ACNUR no Brasil Davide Torzilli.
Devido à quantidade cada vez maior de eventos ligados à emergência climática, em todo o mundo tem aumentado o número de pessoas que se deslocam dentro do próprio país.
“Nos últimos 20 anos, pelo menos, a gente está vendo que os desastres estão voltando mais frequentes, são mais intensos e impactam um número mais alto de pessoas. A maioria das pessoas que se deslocam pelos efeitos dos desastres naturais se deslocam no interior do próprio país. Então elas já têm a proteção do Estado, mas claramente precisam de uma atenção particular, que enumeram uma série de ações que vão do acesso a serviços assistenciais, serviço de saúde, educação e, claramente, moradia”, aponta Torzilli.
Refugiados entre as principais vítimas
Torzilli ressalta que o Rio Grande do Sul é um estado que tradicionalmente serve de asilo humanitário para refugiados que tiveram que deixar seus países de origem, como Haiti e Venezuela, por causa de fome, violência ou desastres naturais.
“O Rio Grande do Sul é um estado no Brasil que recebe um mais alto número de refugiados. Nossas estimativas é que 43 mil imigrantes moram no Rio Grande do Sul. Então, o Acnur está muito engajado nessa pauta, em que as mudanças climáticas, os impactos dos desastres minam cada vez mais a resiliência de pessoas que já eram deslocadas por razões de conflitos ou de violência”, argumenta.
O representante do Acnur ressalta que essa população de refugiados tem mais dificuldades para se adaptar às catástrofes climáticas. “Tem menos resiliência, menos apoio na comunidade onde ele mora e também psicologicamente. Depois de ter passado por um deslocamento forçado, o refugiado se vê outra vez deslocado por um desastre, claramente tem um impacto muito forte”, revela.
A Agência da ONU para Refugiados tem como missão proteger e oferecer assistência às pessoas refugiadas e deslocadas em todo o mundo e tem se dedicado ao amparo das vítimas das catástrofes ambientais no Rio Grande do Sul e em outras partes do mundo.
“O que estamos trabalhando com vários governos ao redor do mundo é o tema de incluir o deslocamento em estratégias nacionais de resposta a desastre, mas também de prevenção, de mitigação dos riscos, também plano nacional de adaptação e resiliência”, explica.
Torzilli afirma que o fato de o Brasil ser a sede da 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 30) faz com que o país esteja dedicado a um plano de prevenção de novos desastres naturais. “É um país que tem olhado essa temática, preparando-se para a COP 30, ligado à prevenção de risco e adaptação aos efeitos da mudança climática, para ter a melhor assessoria existente em termo de planificação para a resposta de mitigação dos efeitos da mudança climática”, conclui.
Crédito da imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom – Agência Brasil
Professora criou a atividade para desenvolver leitura, escrita e estimular gosto pela literatura
A professora de língua portuguesa e literatura na rede municipal da capital paulista Paula Rosiska desenvolveu a aplicação de uma sequência de atividades com foco no letramento literário para alunos do 7º ano do ensino fundamental. O projeto tem o objetivo de promover o
“A crônica é um gênero textual que trata do tema cotidiano. São as coisas bem simples, aquelas que costumam ficar de fora da grande literatura, da
Para instigar os estudantes a escreverem, Rosiska promoveu durante um bimestre o concurso de crônicas com júri composto por alunos, professores e gestores.
“A ideia era justamente o estímulo, porque, num concurso de crônicas, eu tratei todos eles como autores, como cronistas e não como estudantes candidatos, para eles já entenderem que a literatura está ao alcance deles. E a
Passo a passo para o concurso de crônicas
Inicialmente, os alunos foram apresentados ao conceito de crônica, sua estrutura e características. Em seguida,
“Eu criei um ‘baú de crônicas’, no qual eu colocava crônicas para eles poderem ler, terem acesso, e aí se eles encontrassem alguma crônica ou se escrevessem alguma, eles podiam deixar lá, que eu pegaria e já daria devolutiva para eles”, explica Rosiska.
Em seguida, a professora fez uma pergunta aos alunos: “Fale sobre o momento que mudou a sua vida. O que foi esse momento e qual que foi essa mudança?”.
“A maioria deles colocou alguma mudança de turma, mudança de escola. E eu percebi realmente que a escola era o tema central da vida deles. Na escola que a gente tem vida social e a questão das amizades. Por isso eu pedi essa primeira produção textual, uma aula, porque é um texto bem curtinho, então esse foi o primeiro passo”, aponta.
Os passos seguintes da sequência didática que Rosiska sugere para estudantes dos últimos anos do ensino fundamental foram demonstrar que a crônica é um texto de temática extremamente simples e promover o contato com nomes da literatura que se destacam também com a escrita de crônicas.
“Na sequência, resolvi desafiá-los. Eu escolhi uma crônica do Machado de Assis chamada ‘Regras para o uso dos bondes’. É uma crônica muito engraçada.
Depois dessa preparação, o concurso prossegue com o momento da escrita da crônica por parte da turma. Rosiska defende que saber que está participando
“Havendo esses leitores, houve um estímulo, todos acabaram escrevendo alguma coisa que era importante, alguma angústia ou algo que era divertido, porque essas crianças ou esses adolescentes querem ser ouvidos. Eles entenderam que às vezes é mais fácil ser lido; então na escola eles podem ser lidos. Eu acredito que a escrita se tornou uma alternativa viável para se expressar muito
Os resultados obtidos revelaram um progresso significativo no letramento literário dos alunos. “Quanto à leitura, a minha ideia era justamente que eles entendessem que muitas vezes o escritor morreu antes de a gente nascer, mas aquele sentimento humano continua. E isso foi percebido até mais na crônica do Machado
Obra narra saga do protagonista para pagar dívida e garantir o leite do filho pequeno
“Os Ratos”, de Dyonélio Machado, entra para a lista de livros para o vestibular da Fuvest 2025. A obra é dividida em 28 capítulos curtos e tem como protagonista um homem
“Naziazeno Barbosa é um pobre diabo. É um personagem que está na franja da miséria, beirando a miséria, tentando justamente lidar com a dimensão muito básica da nossa existência, que é a da alimentação da família. Então a gente vê aqui o drama de um pequeno burguês, digamos assim, uma odisseia em modo menor. A viagem não é longa, o tempo transcorrido não é longo, mas as aflições
O romance escrito por Dyonélio Machado foi publicado em 1935 e é considerado o mais importante do autor. “O contexto literário era da chamada segunda geração
Em “Os ratos”, o funcionário público Naziazeno Barbosa recebe um ultimato do entregador de leite, que exige o pagamento da dívida em 24 horas sob ameaça de não fornecer mais o alimento ao protagonista. “É uma forma, digamos assim, de demonstrar como no intervalo muito curto de tempo muita coisa acontece, seja no plano
No áudio, o docente aponta possíveis questões que podem ser foco do vestibular da Fuvest. “Há um entrelaçamento de vozes, a voz do narrador em terceira pessoa, a voz dos pensamentos de Naziazeno e mesmo a voz dele apresentada, digamos, sonoramente por meio do discurso direto. Esse tipo de entrelaçamento de vozes, que se manifesta por meio de um recurso técnico chamado discurso indireto livre, é sempre um bom assunto para a Fuvest explorar no vestibular”, argumenta.
Por que “Os ratos”?
O professor explica que o nome do romance também chama atenção por ter mais de uma interpretação. “Sob a perspectiva social que o romance assume lá nos anos [19] 30, o nome “Os ratos” pode se referir mesmo à condição de Naziazeno Barbosa tentando conseguir esse dinheiro andando pela cidade, relacionando-se com pessoas, digamos assim, de atividades meio duvidosas, que ficam na franja da moralidade. Lidam com agiotas e outras coisas assim. Por outro lado, o título “Os ratos” refere-se também a um devaneio que o personagem Naziazeno vai ter em sua noite depois de chegar em casa”, analisa Oliveira.
Para Sergio Leitão, recuperação da vegetação nativa deve unir plantio de árvores à produção agrícola
Após enfrentar chuvas extremas no mês de maio, o Rio Grande do Sul se volta à reconstrução de suas cidades com o desafio de criar estruturas e espaços mais resilientes aos episódios climáticos.
Diante desse cenário, um estudo do Instituto Escolhas – especializado em estudos para o desenvolvimento sustentável – demonstra a necessidade de se
“Plantar florestas por meio de sistemas agroflorestais, juntando produção de alimentos com plantio de árvores, faz bem para o Brasil, para economia, o meio ambiente, é o econômico, é o ambiental, é o social, tudo junto
Com vasta experiência em políticas públicas e campanhas ambientais, o pesquisador afirma que a recuperação das áreas desmatadas no estado é uma ação fundamental
“Recuperar toda essa infraestrutura natural permitirá que o estado recupere exatamente essa capacidade de voltar a regular os ritmos das chuvas, a ter um processo de conservação do solo. Fazer toda uma recuperação dessa
Função esponja
De acordo com o diretor do Instituto Escolhas, apesar de não ser possível evitar toda a tragédia diante de eventos climáticos extremos, com o sistema agroflorestal, os impactos seriam reduzidos por causa da “função esponja”.
“Áreas que têm vegetação, que têm árvores, permitem que a água se infiltre e, portanto, se espalhe mais, reduza a força da inundação. Portanto, essa infraestrutura natural que só existe com vegetação precisa fazer parte das
No áudio, Leitão fala ainda sobre como a recuperação de áreas devastadas, por meio de sistemas agroflorestais, pode auxiliar a economia local e remover um considerável volume de dióxido de carbono (CO²) da atmosfera. Ele também comenta como, a partir do que aconteceu no Rio Grande do Sul, o país pode confirmar a importância da recuperação de vegetação nativa, a fim de que se cumpra a meta assumida pelo Brasil no Acordo de Paris.
“Para o Brasil como um todo, se faz um grande investimento em recuperação de florestas, além dos benefícios ambientais, vai gerar benefícios econômicos muito importantes. O Brasil tem uma meta de recuperar 12 milhões de hectares de floresta, que foi assumida quando o Brasil participou da Conferência do Clima em Paris, que foi a chamada COP 15”, destaca.
Problemas sociais abordados no campeonato de poesia falada fazem parte do cotidiano dos alunos
O Slam Interescolar de São Paulo já é um momento tradicional do segundo semestre do ano letivo em várias unidades de ensino públicas e privadas do estado. Em 2024, o concurso de poesia falada chega à 10ª edição e conta com 360 escolas participantes, com etapas para o ensino fundamental II e para o ensino médio.
“[Slam] é uma onomatopeia, do inglês, que significa bater, socar. Ele é muito usado em campeonatos e competições. O grande slam de tênis, acho que é o mais conhecido. E nós temos nossos slams de poesia, que vêm para o Brasil em 2008, e a Guilhermina vai levar para a rua em 2012, o primeiro slam de rua do Brasil. Em 2015, a Guilhermina também vai criar o slam interescolar, abrangendo todo o estado de São Paulo”, explica uma das criadoras do evento, a professora de história e slammaster – mestre de cerimônia do slam – Cristina Assunção.
Realizado pelos criadores do Slam da Guilhermina, a proposta do campeonato de poesia falada é dar o protagonismo para estudantes poderem tratar de temas do cotidiano e das ruas a partir de suas vivências.
“A gente vê muito que é abordado preconceito, racismo, discriminação, feminicídio, desigualdade social, respeito, homofobia. Primeiro que eu acho que faz parte do
Slam e saúde metal
Outro tema recorrente nas edições do slam interescolar é o problema com a saúde mental. “A questão da depressão aparece. Então o poema serve como uma forma de desabafo. A tristeza, a angústia que ele está sentindo, a aflição. E muitas vezes esses sentimentos vêm por causa de uma questão de gênero, de uma questão social que
Os relatos de professores que estimulam a participação de suas turmas giram em torno de o slam interescolar permitir que as aulas discutam temas sociais de uma forma que normalmente não é vista no dia a dia da escola. A equipe do Instituto Claro esteve no evento de 26 de abril de 2024 e conversou com uma das adolescentes
Quin Escritora, como se identifica nas redes sociais, tem 14 anos e geralmente apresenta poesia para combater a transfobia. Segundo ela, o slam interescolar é uma forma de expressar sentimentos e analisar a sociedade. “A gente poder falar sobre racismo, machismo, homofobia, essas pautas que raramente são escutadas na sociedade porque são vozes jovens, que já estão sendo escutadas, e é algo
From the publisher's feed