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Frédéric Bastiat escreveu um livro precioso chamado O QUE SE VÊ E O QUE NÃO SE VÊ, no qual diz que na esfera econômica, um ato, um hábito, uma instituição, uma lei, não geram somente um efeito, mas uma série de efeitos. Mas só o primeiro efeito é imediatamente visível. Os outros efeitos só aparecem depois e não são visíveis.
Exemplos temos aos montes. A chuva que faz um lamaceiro. O prefeito manda asfaltar as ruas, o povo fica feliz. Mas o asfalto serve como um impermeabilizante, quando a chuva cai outra vez, em vez de barreiro vem uma enchente e a situação fica muito pior. O que se vê? O asfalto reluzente, o fim do barreiro e as pessoas felizes. O que é que não se vê? Todas consequências da aparente melhoria.
O mau planejador se detém no efeito que se vê, o bom leva em conta também aqueles que só dá para prever.
Bastiat diz que, quase sempre, quando a consequência imediata – aquela que se vê – é favorável, as consequências posteriores, as que não se veem – são funestas. E vice versa. Daí dá para concluir que o mau planejador, ao perseguir um benefício no presente, está gerando um grande mal no futuro. Já o verdadeiro planejador, ao perseguir um grande benefício no futuro, corre o risco de provocar um mal no presente.
Neste momento em que para deter uma epidemia os planejadores congelam completamente as cadeias logísticas de suprimentos, de medicamentos e até de alimentos, ler Bastiat faz explodir os miolos.
Tá todo mundo assustado com o que se vê.
Eu tenho medo é do que não se vê.
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Olha, existem problemas reais a serem resolvidos, mas a maior ameaça que vivemos nestes tempos de pandemia é a exploração da negatividade popular pelos traficantes de crises. Eles vivem é de fomentar medos, são profetas do apocalipse que têm distorcido profundamente a visão que as pessoas têm do presente e do futuro. E assim, criam mais problemas do que resolvem.
Então eu vou na contramão. Aproveitando que muita gente vai ficar em casa numa quarentena forçada, eu decidi adotar o mote "Não tem o que fazer? Estude, pô".
Para isso eu criei a Jornada Gratuita O LADO CHEIO DO COPO no Café Brasil Premium. Nela, você receberá gratuitamente e-books, podcasts e videocasts, nos quais eu falarei sobre a influência que as coisas e ideias más exercem sobre nós. Tratarei da capacidade de resistir e sair melhor das situações ruins, da necessidade de separar o que é urgente do que é importante, da capacidade de fazer acontecer apesar dos obstáculos e dos cuidados com quem tenta nos manipular.
É um sopro de ideias positivas contra esse tsunami de negatividade que nos atingiu nestes dias.
Convido você a apreciar a jornada. Ela será aberta para não assinantes, é gratuita, tem horas de conteúdo para ler, ouvir e assistir.
O link é oladocheio.com.
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Vamos combater o novo Coronavirus com Fitness Intelectual.
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Homem dos livros, mas de fazer livros. Com extensa experiência no mundo editorial, Eduardo fala do mercado de livros no Brasil, da aventura de lançar um livro, como escritor ou editor e sobre o futuro. O livro em papel vai acabar? Ouça.
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O Sandro Magaldi e o José Salibi Neto são dois educadores muito experientes no mundo dos negócios, que têm lançado alguns livros muito interessantes, como o GESTÃO DO AMANHÃ, O NOVO CÓDIGO DA CULTURA e O QUE AS ESCOLAS DE NEGÓCIOS NÃO ENSINAM.
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O psicólogo e pedagogo canadense Albert Bandura apontou a linguagem eufemística como um dos mecanismos de desengajamento moral que suavizam palavras ou expressões consideradas rudes ou desagradáveis.
Você usa eufemismos desde que começou a falar. Por exemplo, chamando pênis de “piu-piu”. Não suaviza?
O eufemismo dá alívio moral.
A forma mais eficiente de eufemismo é a higienização, quando atividades perniciosas são disfarçadas de ações inocentes ou pelo bem de todos. Chamar “invasão” de “ocupação”, por exemplo. Na Odebrecht, o Departamento de Propinas foi chamado de “Departamento de Negócios Estruturados”. Nas guerras, “danos colaterais” são usados no lugar de “morte de civis inocentes”. Você sentiu a pegada? “Danos colaterais” parece para-lamas amassado, não é? Já “morte de civis” é assassinato.
Racionalizar a conduta delituosa, é disso que trata o Desengajamento Moral.
Bandura disse assim: “Todas as pessoas são capazes de construir ideologias morais para justificar seus comportamentos, e geralmente tendem a convencer a si e aos outros de seus princípios conforme lhes convêm.”
Viu só? Eu não sei se você reparou, mas “todas as pessoas” incluem eu… e você.
Quando você muda o rótulo, pode até mudar o sentido da ação.
Mas o resultado permanece o mesmo.
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A Praça de São Marcos em Veneza é um dos mais populares pontos turísticos do mundo. Pelo significado histórico e pelos milhares de pombos que vivem lá. De vez em quando alguém faz “buuuuu!!”, e uma pomba voa assustada e as demais seguem em revoada. E por algum tempo a praça fica vazia de pombos.
Aos pouquinhos os pombos começam a retornar, até sentir que o perigo passou. Então a Praça continua em festa.
A Praça, os monumentos, os moradores, todos sofrem com os pombos, mas eles são necessários. Sem pombos a praça perde o charme. E periodicamente é preciso controlar a superpopulação e alguns são abatidos. É o preço do equilíbrio no caos.
O mercado global é como a Praça de São Marcos. E os pombos são como os investidores. São nervosos, fazem montes de cagadas e precisam de controle ou destroem tudo. E ao menor sinal de perigo, saem voando.
Já-já a crise de confiança começa a passar, os pombos voltarão e muita gente terá encontrado oportunidades fantásticas de ganhar dinheiro. Fortunas serão criadas sobre as que foram destruídas.
O capitalismo não morreu, o mercado não morreu. Como a Praça, estão lá à espera do retorno dos pombos.
Um dia, num futuro distante, o mar vai tragar Veneza e a Praça de São Marcos. E os pombos buscarão outra praça.
É assim desde sempre.
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