Luciano Pires Podcasts - Café Brasil, Cafézinho e Lidercast

Luciano Pires Podcasts - Café Brasil, Cafézinho e Lidercast

By Luciano Pires & Café Brasil Editorial LtdaSociety & Culture
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Luciano Pires Podcasts - Café Brasil, Cafézinho e Lidercast episodes

  • Cafezinho 97 – Os ciclos

    Uma das vantagens de envelhecer é a oportunidade de compreender que a vida é feita de ciclos. Olha só: temos a infância, a adolescência, a juventude, a maturidade, a envelhescência e a velhice. Em cada fase descobrimos coisas novas que servem de base para a fase seguinte. Aos 50 anos comprovei que a partir da maturidade são os ciclos de nossos filhos que determinam os nossos. Pouco depois que meu filho nasceu, 34 anos atrás, mudei-me de São Paulo para Alphaville em busca de um lugar calmo para viver, que me lembrasse a Bauru onde nasci. O interior, a comunidade, o sossego e a qualidade de vida que aquela Alphaville de 1986 oferecia. E assim foi.

    O nascimento de minha filha, 28 anos atrás, coincidiu com a mudança para uma casa em Aldeia da Serra onde permaneci por 8 anos, até que as crianças atingiram uma idade crítica dos 12 a 14 anos, quando Aldeia da Serra não bastava mais. Foi quando percebi que um ciclo havia passado, o da infância dos filhos. Era hora de retornar para Alphaville, onde as necessidades da adolescência seriam melhor atendidas. Em 1997 fomos para o condomínio Melville, para a casa de nossos sonhos. E ali foram anos fantásticos até os adolescentes chegarem aos 20 anos... Em 2012 meu filho mudou-se para São Paulo e minha filha estudava e trabalhava também por lá. O ciclo da adolescência se encerrara. E a casa dos meus sonhos ficou grande e vazia. As “crianças” estavam distantes. Era hora de mudar novamente. E me vi às voltas com a busca de uma nova casa, desta vez dentro de São Paulo, perto dos filhos, menor e mais adequada ao novo ciclo que se iniciava. Perdi o sono a cada noite, só de pensar que iria me desfazer da casa de meus sonhos...

    E então, em dezembro de 2014 encontrei um apartamento em Moema e, muito a contragosto, comecei o processo de mudança. Iniciado o processo, as coisas começaram a acontecer. Encontrei uma casinha deliciosa para instalar meu escritório, distante 80 metros de meu apartamento. Parei de usar automóvel. Faço quase tudo que preciso a pé e de UBER. E apareceu uma oportunidade de construir um estúdio dentro da casa que eu aluguei. O apartamento se mostra mais que suficiente, fica todo mundo feliz e, aos 60 anos, comecei um novo ciclo, o da envelhescência. O da velhice ainda vai chegar. Olho para trás e não me arrependo de nada.

    É assim mesmo que a vida acontece, em ciclos. E fica a cada dia mais claro que permanecer preso a um ciclo é negar-se a oportunidade de evoluir.

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    4 min
  • Cafezinho 96 – A cozinha e a lixeira

    Entre 1993 e 1995 uma novela de rádio foi ao ar na Tanzânia, África.. A produção foi montada por estudiosos e cientistas, com o objetivo de influenciar os ouvintes a se proteger contra a AIDS. O resultado (cientificamente obtido): um quarto da população na área coberta pela novela mudou seu comportamento, reduzindo drasticamente a contaminação pelo HIV. Em apenas dois anos, uma novela de rádio mudou os pensamentos, as percepções e o comportamento das pessoas. Muito bem.

    Em julho de 2010, 2544 brasileiros escolheram em um conjunto de 54 valores positivos e negativos “os 10 mais representativos de como o Brasil opera hoje”. Resultado (em ordem de importância): Corrupção, Pobreza, Crime/Violência, Desemprego, Analfabetismo, Poluição Ambiental, Burocracia, Agressividade, Incerteza sobre o futuro e Desperdício de Recursos. Surpreso? Eu não. Aquela pesquisa de Valores apresentou o conjunto organizado de percepções e sentimentos que identificam o Brasil... pelos brasileiros. O debate que se seguiu foi todo focado na questão educacional.

    Voltando agora ao exemplo daquele programa de rádio mudando o comportamento dos africanos: há pelo menos 40 anos nossos tele e radio jornais, jornais impressos, revistas e especialmente o cinema, esfregam em nossas caras as mazelas do Brasil, como se o Brasil fosse só mazelas. Num país onde a maioria da população, com educação deficiente, tem a televisão como única janela para o mundo, não é difícil entender como se constrói aquela percepção de (des)valores que a pesquisa apresentou. Especialmente quando a realidade mostra que as tragédias diárias existem mesmo e quem deveria lutar contra elas, pouco faz.

    Se a novelinha de rádio africana mudou a realidade do país em dois anos, uma lavagem cerebral de 40 anos é capaz de fazer o quê? O Brasil é uma grande cozinha. Nela existe uma lixeira. Mas o Brasil não é só a lixeira. A relação de valores que a pesquisa apresentou como representativos do Brasil, não é obra do acaso. Tem sido pacientemente construída ao longo de pelo menos duas gerações. Isso é o que eu chamo de burrice.

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    4 min
  • LíderCast 119 – Fabiano Calil

    LíderCast 119 – Fabiano Calil – Educação financeira é seu mote, até o dia em que ele descobre o valor do indivíduo no processo. E coloca a psicologia a serviço da educação financeira. Muito bom!

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    1 hr 10 min
  • Café Brasil 625 – João Amoêdo
    Continuando a conversa com candidatos a Presidente nas próximas eleições, hoje é a vez de João Amoêdo, do Partido Novo. Posso entrar? Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite, este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires. Antes de começar o show, um recado: a transcrição desta […]
    0 min
  • Café Brasil 625 – João Amoêdo

    Continuando a conversa com candidatos a Presidente nas próximas eleições, hoje é a vez de João Amoêdo, do Partido Novo. Posso entrar? Amigo, amiga, não importa quem seja, bom dia, boa tarde, boa noite, este é o Café Brasil e eu sou o Luciano Pires. Antes de começar o show, um recado: a transcrição desta

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    1 hr 51 min
  • Cafezinho 95 – Banco traseiro

    No começo dos anos 1960, em Bauru, meu pai comprou seu primeiro carro, um Lincoln, que hoje descobri que era o Humpmobile 1941. Era o carrão da família, comprado de segunda, terceira ou quarta mão. Eu tinha cerca de sete anos de idade e aquele automóvel imenso tinha um grande banco traseiro onde eu me esbaldava junto com meus irmãos mais novos. Aquele banco era o universo das nossas aventuras. O carro, que já tinha mais de 20 anos, vira e mexe parava na rua com algum defeito. Ninguém ligava para a seguradora mandar o guincho... Foi então que meu pai começou a ter problemas com dores nas costas. Um dia ele foi ao médico e, após os exames de praxe, ouviu a pergunta fundamental: que carro o senhor tem? E o médico descobriu que meu pai empurrava o Lincoln pesadíssimo. Receitou então: “Troque de carro que as dores passam.” Pois bem, quarenta anos depois visitei um fantástico museu do automóvel – que infelizmente não existe mais - em Canoas, no Rio Grande do Sul. Andando pelo corredor, dei de cara com o quê? Com um Lincoln Continental! Igualzinho ao do meu pai! Imediatamente pedi: “Ô, posso sentar no banco de trás”? Com o coração disparado abri a porta traseira... E tomei um susto! Aquele banco imenso para aquele garoto de sete anos agora era um tímido banquinho para o senhor de quase cinquenta. Foi uma imensa decepção. É impressionante como o tempo diminui o tamanho das coisas... Eu não me preparara para o fato de em quarenta anos ter crescido na altura e na largura, mudado o ângulo de visão e começado a ver o mundo sob outra perspectiva. Hoje, dezenas de automóveis depois, 80 quilos a mais e sem a liberdade de imaginação de criança, é impossível reviver as mesmas sensações, escolhas e impactos que senti. E se é assim com uma experiência pessoal que vivi intensamente, imagine como é com os fatos que não vivi e que se perdem na história, 50 ou 60 anos atrás... Por isso não me conformo com a quantidade de gente que pauta o debate político no Brasil com fatos que aconteceram antes delas terem nascido. Como se o Brasil fosse o mesmo daquele banco traseiro antigo. A fila anda. O tempo passa. A gente muda. O mundo é outro! Vira o disco, meu! Saí do velho automóvel e continuei a caminhar até encontrar o carro que meu pai comprou para substituir o Lincoln Continental: um Renault Gordini. Nunca mais ele teve dores nas costas.

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    4 min
  • Cafezinho 94 – Jornalismo e civilidade

    Olha, eu tenho me incomodado com nível rasteiro ao qual chegou o jornalismo brasileiro, especialmente nestes dias de campanha política. Semana passado tivemos uma experiência horrorosa com a  participação de Jair Bolsonaro no programa Roda Viva, transformado em palanque para ressentimento e militância política de jornalistas. Na Globonews, boa parte da entrevista de Ciro Gomes foi dedicada a discutir seu temperamento explosivo. Olhos no passado, no assessório, deixando de fora o principal, o que é que esses caras pensam pro futuro. Meu amigo Adalberto Piotto, um dos mais brilhantes entrevistadores que conheço e estranhamente fora das grandes mídias, escreveu em seu Facebook:

    “Em nenhuma escola de jornalismo - não nas sérias - se aprende que agressividade significa independência em relação ao entrevistado. Isso é uma invencionice de quem tem carência de informação e problemas com o debate. Nem se aprende que jocosidade, arrogância e preconceito são ferramentas úteis no jornalismo. Na verdade, são características execráveis. A elegância e a clareza dos fatos objetivos são suficientes para a condução de uma entrevista. Entrevistado não é subalterno de jornalista. Ninguém é obrigado a se expor ou responder a tudo que lhe é perguntado. Por isso, a elegância e a clareza dos fatos na condução de uma conversa nos são mais úteis no convencimento do interlocutor. No fim, todos serão julgados pelo público. A tudo isso chamamos de civilidade, de convívio social.”

    Pois é. Agressividade, jocosidade, arrogância e preconceito, aplicados a favor de militância política são as características de toda uma geração de jornalistas que parece ter perdido seu norte. Falta de preparo, superficialidade e apego a agendas progressistas que transformam o confronto de ideias em ofensa, são a norma. Assistimos então jornais, revistas, emissoras de rádio e televisão perdendo relevância, ouvintes, assinantes e espectadores, enquanto as mídias e canais independentes crescem de importância. O povo quer personalidade, opinião consistente e gente capaz de exercer aquilo que  Carlos Alberto Di franco colocou em primeiro lugar em seu Decálogo da Qualidade Jornalística: Humildade, coragem e prudência. Quem mais perde é a sociedade.

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    4 min
  • LíderCast 118 – Maria Luján Tubio

    LíderCast 118 – Maria Luján Tubio – Jovem argentina, com vivência em vários países e que escolhe vir morar no Brasil, país pelo qual se apaixona. E quer ajudar a revolucionar pela educação.

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    1 hr 28 min

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