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O que Belonísia gostaria que os brasileiros escutassem?
“Um grito.” Assim o escritor Itamar Vieira Junior imagina que Belonísia, irmã de Bibiana, personagens centrais do romance Torto Arado, quebraria o silêncio, não tivesse perdido a língua em um acidente quando criança. “Um grito maior do que o Brasil,” ele diz, para ver se toda a gente acorda. O livro se passa no sertão baiano e trata de temas essenciais para o desenvolvimento como direito à terra, escravidão moderna, violência no campo e de gênero, racismo ambiental e um seguimento da população que foi historicamente silenciado.
Lançado pela editora Todavia, o romance chegou a mais de vinte países e ganhou alguns dos maiores prêmios da literatura como LeYa (2018), Jabuti (2020), Oceanos (2020) e Montluc Rèsistance et Liberté (2024).
Neste oitavo e último episódio da primeira temporada do podcast Lugar de Escuta, Itamar Vieira nos convida a escutar o Brasil profundo, guardião da nossa identidade. “No campo, as marcas da nossa história estão evidentes como ossos”, ele diz nessa entrevista imperdível, em que nos conta como surgiu a ideia do livro e os pilares da literatura.
Escute Itamar Vieira!
Padre Júlio Lancellotti, uma das figuras religiosas mais importantes do Brasil, chega ao Lugar de Escuta para representar aqueles que ainda não têm voz: os moradores de rua.
Seu trabalho com essa parcela da população é reconhecido internacionalmente, incluindo o Papa Francisco, o que atrai muitos inimigos e ameaças contra a sua paróquia e integridade física. Apesar disso, sua luta continua todos os dias.
Neste sétimo episódio do podcast Lugar de Escuta, Padre Júlio explica o conceito de aparofobia e fala sobre temas tão importantes quanto polêmicos, como a relação entre Estado e Igreja e a sua posição sobre aborto. Escute!
Bruno Paes Manso é jornalista, escritor e um dos maiores especialistas em criminalidade no Brasil.
Neste sexto episódio do podcast Lugar de Escuta, o autor de 'República das Milícias: Dos Esquadrões da Morte à Era Bolsonaro', 'A fé e o fuzil: Crime e religião no Brasil do século XXI” e outros, explica como a violência é estruturada em diferentes partes do país, o mundo na perspectiva dos grupos armados e as motivações que levam alguém entrar e sair do mundo do crime.
"As coisas que passei, eu passei não porque sou inferior. Mas porque eles são racistas". A frase é de Izabel Accioly, mulher negra, PcD, mestre em antropologia pela UFSCar.
Izabel cresceu em Fortaleza, cidade majoritariamente negra, mas que ainda, como o resto do Brasil, sofre com os resquícios da escravidão.
Neste quinto episódio do podcast Lugar de Escuta, Izabel esclarece o significado de conceitos popularizados, mas ainda pouco compreendidos, como branquitude e racismo estrutural. Ela explica, por exemplo, como a sociedade brasileira se organizou com base numa ideia de raça perpetuada ao longo dos séculos, em que os espaços de fala, decisão e poder são ocupados por brancos. Essa estrutura social até hoje determina o direito à memória, os afetos e os círculos sociais de cada um.
A afroantropóloga fala ainda sobre o que é ser verdadeiramente antirracista e sobre a importância de uma educação antirracista para formar as próximas gerações.
A bailarina brasileira Ingrid Silva começou no balé clássico aos 8 anos, como aluna do projeto Dançando para Não Dançar, voltado a crianças de comunidades do Rio. Hoje, ela integra a lendária companhia Dance Theatre of Harlem e é uma das principais bailarinas do mundo. Uma de suas sapatilhas de ponta, pintadas por ela à mão para que tivesse o tom de sua pele, está em exposição no Smithsonian National Museum of African American History and Culture, em Washington D.C.
Neste quarto episódio do Lugar de Escuta, Ingrid fala sobre a sua trajetória, o dia a dia de uma bailarina profissional, racismo, a importância da representatividade no balé e planos para o futuro. Escute!
"Vivo dentro de uma dor que não tem como mensurar."
Com a voz, Marinete Silva, mãe de Anielle Franco, atual ministra da Igualdade Racial, e da vereadora Marielle Franco, assassinada em 14 de março de 2018. Há seis anos, ela se pergunta "Quem mandou matar a minha filha? E por quê?" e segue sem resposta.
#LugardeEscuta
Primeiro se julga, e depois se escuta.
Duas vezes indicada ao Grammy Latino e duplamente vencedora do Prêmio da Música Brasileira, Assucena desafia todos os preconceitos de uma vez com uma das mais belas e potentes vozes contemporâneas do Brasil.
Nascida na Bahia, de origem judaica e mulher trans, Assucena fala sobre como é ser tudo isso (e muito mais!), sobre os desafios, as dores e os processos que moldaram sua identidade; sobre religião vs espiritualidade, Israel vs Hamas e, é claro, sobre música.
Assucena é a entrevistada do episódio #2 de Lugar de Escuta e a escolhida para abrir o mês das mulheres no podcast. Escute!
Filósofa, feminista, escritora e acadêmica brasileira.
Estamos falando de Djamila Ribeiro, que também é pesquisadora e mestre em Filosofia Política pela Universidade Federal de São Paulo. Tornou-se conhecida no país por seu ativismo na Internet e atualmente é colunista do jornal Folha de S. Paulo. Suas obras abordam temas como racismo, negritude, violência racial e de gênero, feminismo negro, cultura e branquitude. Foi eleita para ocupar a 28ª cadeira na Academia Paulista de Letras, posto que pertencia à Lygia Fagundes Telles.
O Lugar de Escuta vai transformar a sua forma de ver - e escutar - o mundo. O podcast também está disponível nas plataformas de áudio.
Ficha Técnica:
Direção: Jeff Peixoto e Thais Roque
Assistente de direção: Pedro Maron
Direção de fotografia: Michel Souza
Produção: Marina Calvão
Edição: Alexandre Nakahara e Gustavo Forti Leitão
Apresentação e roteiro: Adriana Carranca
Direção criativa: Ana Vizeu
Motion design: João Vitor Magalhães
Planejamento: Luana Viana
Gestão de projetos: Denise Rodrigues e Lays Coelho
Inteligência de dados: Ricardo Somera
Realização: Júpiter Conteúdo
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