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Tony Neves, nos Camarões
Há viagens estranhas em que a distância menor entre dois pontos é quase dar a volta ao mundo! Sim, para viajar da capital da República Centro Africana até à capital dos Camarões (que são países vizinhos), a proposta mais barata é fazer uma escala na capital do Togo e outra na Guiné Equatorial! Assim aconteceu dia 30, ainda em tempo natalício, embora os ouvidos me tenham provado que isto de aterrar e levantar três vezes no mesmo dia não é bom para o corpo!
Para trás ficaram quase três semanas de visitas, encontros e celebrações que me marcaram profundamente, tal a alegria que encontrei nas vidas dos missionários e do povo que com eles partilham o dia a dia. Tudo isto é ainda mais fascinante, se atendermos às inúmeras dificuldades e perigos que enfrentam constantemente. Por isso, sobre as viagens, encontros, celebrações e curiosidades desta visita à RCA, escreverei crónica lá mais adiante. Agora que aterrei nos Camarões, é aqui que foco as minhas partilhas.
Encontrei uma capital cheia de vida e rebuliço, com um trânsito infernal e muita gente na rua. Pensei que era por causa das compras do fim do ano, mas garantiram-me que é sempre assim, todos os dias, sem exceções! O país teve eleições recentemente e, após a publicação dos resultados, entrou em caos, como quase sempre acontece quando os atos eleitorais não parecem ser muito transparentes e os resultados não são reconhecidos por quem é declarado derrotado. A democracia não consegue forçar ritmos nem ganhar raízes profundas andando a alta velocidade. Razão tem o poeta espanhol que diz: ‘caminhante, não há caminho! O caminho faz-se a andar!’.
By Agência ECCLESIATony Neves, nos Camarões
Há viagens estranhas em que a distância menor entre dois pontos é quase dar a volta ao mundo! Sim, para viajar da capital da República Centro Africana até à capital dos Camarões (que são países vizinhos), a proposta mais barata é fazer uma escala na capital do Togo e outra na Guiné Equatorial! Assim aconteceu dia 30, ainda em tempo natalício, embora os ouvidos me tenham provado que isto de aterrar e levantar três vezes no mesmo dia não é bom para o corpo!
Para trás ficaram quase três semanas de visitas, encontros e celebrações que me marcaram profundamente, tal a alegria que encontrei nas vidas dos missionários e do povo que com eles partilham o dia a dia. Tudo isto é ainda mais fascinante, se atendermos às inúmeras dificuldades e perigos que enfrentam constantemente. Por isso, sobre as viagens, encontros, celebrações e curiosidades desta visita à RCA, escreverei crónica lá mais adiante. Agora que aterrei nos Camarões, é aqui que foco as minhas partilhas.
Encontrei uma capital cheia de vida e rebuliço, com um trânsito infernal e muita gente na rua. Pensei que era por causa das compras do fim do ano, mas garantiram-me que é sempre assim, todos os dias, sem exceções! O país teve eleições recentemente e, após a publicação dos resultados, entrou em caos, como quase sempre acontece quando os atos eleitorais não parecem ser muito transparentes e os resultados não são reconhecidos por quem é declarado derrotado. A democracia não consegue forçar ritmos nem ganhar raízes profundas andando a alta velocidade. Razão tem o poeta espanhol que diz: ‘caminhante, não há caminho! O caminho faz-se a andar!’.