No primeiro ano da pandemia de Covid-19, em 2020, a prevalência global de ansiedade e depressão aumentou em 25%, de acordo com um resumo científico divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em março deste ano, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
Para o neurologista Ivar Brandi, o cenário já era ruim antes no Brasil, mas a pandemia levou as pessoas a falarem mais sobre as doenças mentais.
"O que aconteceu no Brasil? O Brasil já tinha, antes da pandemia, um cenário muito ruim. A gente tinha uma alta prevalência de depressão e ansiedade. Com a pandemia, ficou um pouco pior. Antes, falava-se muito da prevenção de doenças cardiovasculares e outros, mas a saúde mental era muitas vezes negligenciada. Com a pandemia, esses assuntos ficaram mais evidentes no dia a dia. As pessoas estão mais atentas", pontuou Brandi, em entrevista ao editor-chefe do Portal M!, Osvaldo Lyra.