Os reflexos do atual nível da educação brasileira foram o alvo da preocupação do escritor Joaci Góes, no podcast do canal M!. "Por deficiência de nossa educação, nós administramos a construção da miséria, a construção da desigualdade", disse. Um novo olhar para as escolas e o magistério também pode reduzir o clima de tensão e ódio atualmente vigente no país, acrescentou.Para o empresário e presidente da Academia de Letras da Bahia, o magistério deveria ser tratado como a mais importante de todas as atividades profissionais.
Na conversa com o editor do M!, Osvaldo Lyra, Joaci Góes defendeu uma nova visão sobre o professor e a escola "para permitir que o Brasil em geral e a Bahia em particular saiam em matéria de educação do patamar muito baixo que se encontra". Um ponto por ele criticado foi a perspectiva gramisciniana introduzida pelo educador Paulo Freire, a quem chamou de um "idealista e um homem inteiramente vitorioso no sentido de desenvolver a concepção gramisciniana", de Antonio Gramsci. "Nos últimos 30 anos nós tivemos a formação do magistério nesta direção. O magistério foi formado e premiado mais pela sua postura ideológica do que pelo seu rendimento acadêmico e intelectual", criticou.
Segundo o escritor, este quadro afetou todas os estados brasileiros e os mais de 5 mil municípios, deixando àqueles que não têm acesso a um elevado nível de ensino a miséria e, por consequência, a doenças e submissão da violência. "Temos que registrar é que a educação da Bahia, de acordo com as avaliações do MEC, figura em ultimo lugar em um país que tem péssimo desempenho na área de educação", completou.
Para ler a matéria acesso o portal Muita Informação.