Desde a primeira edição da festa, em 1824, a imprensa marcou presença. Contudo, segundo Cadena, ela não foi responsável apenas por relatar, mas também por intervir nas transformações sofridas pela festa ao longo dos anos.
"Era um desfile apenas militar, protocolar, o povo não participava, e o discurso da imprensa refletia um pouco do estranhamento entre os portugueses e os brasileiros. Os portugueses que ficaram aqui em Salvador, de certa forma, boicotaram o desfile. Eles abriam os estabelecimentos comerciais, como se fosse um dia convencional, enquanto os comerciantes brasileiros fechavam. Os jornais tinham esse posicionamento de criticar a omissão dos portugueses", explicou.