"O caboclo e a cabocla, presentes nas festas do interior e da capital, de alguma forma representam os heróis anônimos, as pessoas comuns. Creio que às populações indígenas, mas não apenas, também os negros e os mestiços que participaram da guerra, cujo os nomes não foram lembrados, são representados. Eu creio que a própria presença do caboclo e a insistência das pessoas em cultuá-los durante os desfiles e aplaudi-los, tudo isso são formas das pessoas afirmarem a presença da população indígena, mas também da população pobre, negra e da população liberta", afirmou.
Para Sergio Guerra, a presença das figuras do caboclo e da cabocla nos festejos, de alguma forma, habilita o povo brasileiro a possibilidade de reinventar a narrativa criada sobre o país. Dessa forma, de acordo com o especialista, é possível que o povo possa reconhecer verdadeiramente o papel dos povos indígenas não apenas no processo de independência da nação, mas também na história do Brasil.