Valéria reconhece que não é a primeira mulher trans do Brasil a narrar um livro, mas foi a percussora do movimento no Rio Grande do Sul. Valéria chama atenção para o costume da sociedade de colocar pessoas trans em um lugar que não é do trabalho, destaque, glória e conquista. "Eu fico muito triste em não ter notícias disso [pessoas trans narrando livros], porém eu fico pensando como todos os dias eu recebo notícias de pessoas como eu, que são mortas, que sofrem violência. Percebe como é perigoso esse lugar que nos colocam? Como é necessário que cada dia mais pessoas trans apareçam com sua glória, trabalho em destaque nas mídias?", questiona.
Entre as histórias que o público pode encontrar no livro está a superação no tratamento do câncer, como ela transformou tudo isso em arte, depoimento de mulheres que fizeram quimioterapia e também artigos acadêmicos.