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Depois de quase quatro anos acompanhando a irmã ao tratamento contra o câncer na Santa Casa de Belo Horizonte, Alessandra Graciele, 42, conviveu com muitas outras histórias difíceis. Muitas vezes, mulheres estavam sozinhas durante procedimentos como a quimioterapia, que, por conta da complexidade, é recomendável que estejam acompanhadas. “Vi a necessidade de poder ajudar com uma palavra de força e de fé”, conta. Esse é o tema do segundo podcast da nova temporada da série "Quem me Leva", da Mais Conteúdo, de O TEMPO.
Sete em cada dez mulheres com câncer no Brasil são abandonadas durante o tratamento. O dado é de uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), divulgada em abril de 2023.
Neste primeiro episódio da segunda temporada da série de podcasts “Quem me Leva”, produzida pela Mais Conteúdo, de O TEMPO, você vai ouvir histórias de pacientes largadas em momento de extrema fragilidade. A médica Meira Souza e a psicóloga Gizelle Mesquita falam do impacto emocional e a separação em pleno tratamento podem comprometer a recuperação.
Para quem vive a menos de 50 km da unidade de saúde em que faz tratamento, a legislação não traz nenhuma obrigatoriedade de transporte gratuito. Essa é uma situação que traz dificuldades e transtornos para quem vive em regiões metropolitanas ou capitais, como Belo Horizonte, principalmente para a população em situação de vulnerabilidade. No quarto episódio da série de podcasts "Quem me Leva", histórias como a da Rejane Silva, de 49 anos, que precisou percorrer um trajeto de cerca de de 20 km para fazer o tratamento no Hospital Luxemburgo, em Belo Horizonte. Muito debilitada, ela chegou a voltar parte do percurso a pé durante a quimioterapia.
No terceiro episódio da série "Quem me Leva", vamos falar dos problemas enfrentados por quem sai do interior para fazer tratamento em Belo Horizonte. De um lado o desafio dos pacientes, de outro, o desafio de quem os carrega. Geralda Carvalho de Souza, de 48 anos,mora em Ipatinga, no Vale do Aço. Ela vai à capital todas as semanas tratar um câncer. Uma distância de 300 quilômetros. No caminho, ficaram gastos além do que ela podia pagar e muitas dívidas.
O desconforto e as longas esperas dentro de carros parados na rua não são problemas vividos somente pelos pacientes. O motorista José Geraldo Correia, de 51, de Maravilhas, na Região Central de Minas, reclama da falta de estrutura, como vaga para estacionar, banheiros e local para descanso.
Só em 2015 que o acesso ao transporte passou a ser considerado um direito social previsto na Constituição. No segundo episódio da série "Quem me Leva", o presidente da Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano (NTU), Francisco Christovam, explica mais sobre essas garantias previstas na legislação - algo que se fosse cumprido à risca pelas políticas públicas, teria tornado menos desafiador o tratamento de pessoas como Rosimiria Brandão, de 60 anos, que foi diagnosticada com câncer de mama. E quem a acompanhava durante todo esse processo de idas e vindas a hospitais foi o filho, de apenas nove anos.
No primeiro episódio da série "Quem me Leva", um dado estatístico que impressiona e preocupa: um em cada três pacientes em tratamento contra o câncer deixa de ir às consultas por não conseguirem transporte. É o que alerta a presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia da Regional Minas Gerais, Annamaria Massahud Rodrigues, que enfatiza ainda que a situação pode até reduzir as chances de cura.
Trazemos também histórias como a da Viviane Ramos, que há oito anos luta contra a doença e sofre com a falta de transporte gratuito para ir e vir do hospital, consultas e exames.
Um grupo de jovens recém formados no ensino médio juntou o incômodo com o modelo da escola pública ao que aprenderam no Núcleo de Empreendedorismo Juvenil (NEJ/Sebrae Minas) e criaram a organização Embaixadores da Educação. O objetivo é capacitar agentes de transformação para que consigam promover mudanças na própria escola, promovendo impacto social. A história é um exemplo de como a educação pode potencializar o empreendedorismo e vice-versa.
Em 2017, Marcela Mendes Sales, de 35 anos, começou a costurar seus próprios absorventes de pano, pois tinha alergia dos produtos industrializados. Conversando com as amigas, ela descobriu que a necessidade dela não era uma demanda individual. Nascia ali, a Pagu Absorventes.
Sem pretensão, Marcela criou um produto inovador, que solucionava um problema comum a diversas mulheres e é sustentável. Um negócio de impacto social, modelo de empreendedorismo que transforma vidas.
Convidados deste episódio:
Marcela Mendes Sales - Pagu Absorventes
Ana Carolina de Almeida - Fundação Dom Cabral
Fred Maciel, o Negro F - Professor e empreendedor social
Hub Social é uma incubadora e aceleradora de projetos e negócios sociais, que tem como objetivo capacitar, investir e apoiar iniciativas de todos os portes e segmentos em todo Brasil. Criada em Belo Horizonte, em 2017, a iniciativa tem várias frentes de atuação, desde consultoria ESG para empresas parceiras, capacitação e treinamento para gestores de iniciativas sociais, campanhas sociais entre outras. Nosso bate-papo hoje é com o idealizador do Hub Social, o economista Daniel Gonzalez.
No aglomerado da Serra, o maior conjunto de favelas de Minas Gerais, uma arquiteta e um historiador decidem criar um negócio para reformar casas de moradores da comunidade, o Arquitetos da Vila. De forma gratuita ou através de parcelamento de até quatro vezes, Wanda Forest e Lucas Jôrio já atuaram em mais de 450 obras. Ainda na região metropolitana de Belo Horizonte, o publicitário Edson Lima passou a fazer projetos gratuitos, todos os meses, para que ONGs possam ter um site e reformular a presença no meio digital. As duas histórias são exemplo do chamado empreendedorismo social, que tem ganhado cada vez mais força no Brasil.
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