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A pergunta da infância "o que você quer ser quando crescer?" continua ecoando na vida da maioria das pessoas por muito tempo. Carreiras são construídas por vezes sem mesmo que a profissional realmente se encontre como tal.
Não são poucas as pessoas ao nosso redor que não se encontram no emprego que estão ou na carreira que trilharam. Quem nunca se viu assim, deslocada?
E quando essa dúvida e insatisfação da profissão se encontra num momento de maternidade?... é aí que os turbilhões de emoção começam.
Não sinto dó dos meus filhos, eles não precisam das minhas penas. Eles estão vivendo num mundo completamente diferente, cheio de outras oportunidades, incríveis, especiais e importantes.
Não existe vida sem dor. A gente cresce aprendendo a nomear cada parte do corpo que dói. Mas depois disso vem a consciência e essa sim é a nossa habilidade mais poderosa, o de saber cuidar das nossas emoções.
As crianças constroem a realidade através da imaginação. Você lembra de suas brincadeiras quando era pequeno?
Brincando, as crianças criam suas narrativas e constroem seus espaços.
A imaginação é um espaço de autonomia. A partir dela é possível pensar sobre a vida e possibilidades de viver.
A resposta está em você.
Dizem que é necessária uma aldeia para se educar uma criança… mas como conseguimos fazê-lo quando essa aldeia tem formas tão distintas de ver as realidades e a vida?
Quando, nessa aldeia, os habitantes criticam a forma de fazer deste pai e daquela mãe. Quando, nessa aldeia, as pessoas que lá vivem precisam defender as escolhas que fazem sobre a educação dos seus filhos.
Talvez, o importante, nessa aldeia, fosse olhar mais para dentro e com mais curiosidade para fora. E digo isto dos habitantes que aí moram e também dos especialistas que têm um dedo rápido para criticar a falha mas um dedo bem mais lento para perceber a dificuldade.
Todos carregamos uma série de histórias que nos influenciam e aprendemos a viver de acordo com elas e com aquilo que dizemos dessas histórias.
Olhar para dentro é entender que essas histórias são tão importantes porque só assim conseguiremos viver de acordo com os nossos valores e com muito mais significado.
Quando a gente tá muito atento em 'O QUE' fazer a gente perde o 'COMO' fazer. E as vezes o 'COMO' fazer é mais importante. Por que você vai fazer do seu jeito.
Por isso que a gente precisa estar muito equilibrada nesse momento, muito conectada com a criança para não simplesmente encerrar o comportamento e sim CONDUZIR.
Nenhum livro sobre parentalidade ou Disciplina Positiva vai te livrar dos conflitos com seus filhos. Nenhuma literatura sobre o assunto vai transformar seu filho em uma criança perfeita que não faz birra, não briga com o irmão e não grita.
Um jeito novo de olhar e de pensar, diante de tantas mudanças sociais e comportamentais, nos permite ter mais equilíbrio para educar nossos filhos.
Como a gente consegue ser mais verdadeiro com o que sentimos, para que as crianças, tenham oportunidades emocionais diferente da nós.
Precisamos encontrar novos caminhos e a parentalidade consciente é sobre isso.
Muitos conflitos começam a acontecer. Quando você escolhe viver uma educação que é mais positiva, mais equilibrada, que é menos violenta.
Muitas mágoas começam a surgir, a avó que não entende, a sogra que não te apoia, o pai que acha que não precisa, a esposa que acha que não é capaz.
Mas eu queria te dizer que esse caminho pode parecer sim solitário.
E essa busca por uma validação na verdade é um movimento muito infantil de uma criança que está lá pedindo para ser elogiada, para ser vista, pedindo para ser reconhecida.
E sempre que esse sentimento bater em você, ao invés de você querer ir para uma briga, para uma batalha com essas pessoas que não entendem e não concordam com seu jeito de criar. Você precisa parar para refletir um pouquinho.
Por que eu estou fazendo isso? Por que eu estou educando meu filho dessa maneira? Por que eu estou querendo romper com esses ciclos?
Por que estou querendo usar outros artifícios que não castigo e violência nessa educação?
E quebrar todas as dúvidas externas demanda da gente uma certeza muito grande. Uma firmeza muito grande, uma serenidade e confiança.
Uma certeza do que você confia.
Você confia mais no amor ou na dor?
Parentalidade Consciente é bem diferente de Disciplina Positiva. A Parentalidade Consciente nos leva a ir em busca do entendimento do PORQUÊ reagimos e sentimos diante de qualquer situação. A Disciplina Positiva nos ajuda em COMO e DE QUE FORMA resolver o comportamento da criança.
O meu trabalho aqui é fazer você entender os MOTIVOS de suas reações e ser capaz de se auto transformar em prol de uma maternidade mais leve.
Educar sem punir é a ausência de violência física, verbal e gestual. Educar conscientemente é a gente se questionar e saber que existem rotas.mais leves de encarar situações desafiadoras. É sobre querer se melhorar e entender que isso não é simples, mas é possível.
Music: Like a song from Yesterday
By Wendy Marcini
Epidemic Sound
Criar filhos é muito intenso nessa perspectiva do respeito.
É muito intenso porque automatizamos a autoridade parental, impondo nossas vontades e visão sobre um fato. E de início achamos que respeitamos a criança somente pelo fato de não ofender ou não ser explicitamente agressiva. Além disso, muitas vezes encontramos um certo conforto em mandar nelas, porque esse foi o jeito que nos foi ensinado, foi assim que nos ensinaram a pensar que era respeito.
E quando uma criança exige da gente uma forma diferente de respeitar, sob a perspectiva da criança que está aprendendo, a gente se assusta.
A sua zona de conforto é onde seus sonhos morrem! Sempre esteja aberto ao conhecimento, mantenha sempre estudando coisas novas. Estar aberto ao desconforto da mudança é a peça chave para a sua revolução interna, é a ferramenta mais importante para você transformar o seu comportamento, as suas atitudes.
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